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Porque o arquiteto faz a administração de obras

Porque o arquiteto deve fazer a administração de obras

Arquiteto. Iberê M. Campos

Os arquitetos vêm tendo dificuldade em estabelecer-se no mercado de trabalho, devido aos fatores que estamos enumerando aqui neste artigo. Mas a solução pode estar bem perto, o arquiteto precisa apenas fazer uso de suas prerrogativas legais e abranger mais áreas do que aquelas em que atua normalmente.

Dentre estas, a administração de obras é um campo promissor e bem mais lucrativo do que o de projeto, sendo que o arquiteto tem muito mais facilidade de ser contratado para fazer a obra uma vez que é um dos primeiros profissionais a ser contado por quem vai construir e conhece melhor do que ninguém o que vai ser construído. Veja porque o arquiteto pode (e deve) usufruir deste ramo de atividade, e como fazer para entrar nele.

O arquiteto está tradicionalmente ligado ao desenho, à funcionalidade e à estética das edificações. Seu trabalho fica num meio termo entre o rigor construtivo da engenharia e os conceitos de beleza herdados das tradicionais escolas de belas artes, devidamente reformulados pelos teóricos do século 20, sem falar de outros aspectos técnicos que têm mais a ver com ele do que com outras especializações como o conforto térmico, circulação, ventilação, insolação e o bem-estar humano como um todo.

Infelizmente, o mercado aqui no Brasil não dá a devida importância a este profissional tão especial que é o arquiteto o qual, salvo raras exceções, não consegue dar uma vida digna á sua família se tentar ganhar seu sustento restringindo-se apenas à essas atividades que lhe são normalmente atribuídas.

Devido justamente à essa dificuldade de conseguir estabilizar-se na profissão, depois da formatura acontece uma debandada dos recém-formados. Pela minha observação pessoal reparei que acontece mais ou menos assim: a maior parte dos que se formam em arquitetura acabam mudando de ramo, indo trabalhar em outras áreas mais rentáveis. Só alguns conseguem realmente atuar dentro de sua especialidade, aquilo para o que estudou e dedicou tantos anos de sua vida. Dentre estes, o que reparo é o seguinte:

* Uma pequena minoria consegue entrar para o serviço público, nos cargos mais variados. Antigamente já foi mais fácil entrar para o serviço público, mas de uns 10 anos para cá os concursos são muito disputados e só mesmo uma elite é que consegue o tão sonhado cargo público.

* Uma boa parte do restante, principalmente as mulheres, que precisam cuidar dos filhos, passam a encarar a arquitetura como hobby ou como complemento da renda familiar, e não mais como ocupação principal.

* Os demais são justamente os que ficaram na carreira, porque gostam dela e porque conseguiram melhores condições de trabalho.

Principalmente neste último grupo é que acaba sendo necessário fazer uma difícil opção: trabalhar como autônomo ou arrumar um emprego fixo. Esta última possibilidade vem ficando cada vez mais restritiva, pois no mercado de trabalho o arquiteto é visto mais como um desenhista especializado do que como o grande profissional que realmente é.

Na equipe de uma construtora, por exemplo, quando esta vai construir um prédio de apartamentos o arquiteto recebe as especificações de projeto fornecidas pelo corretor de imóveis e pelo o engenheiro da obra e é obrigado a se virar dentro dos rígidos limites impostos por estes outros profissionais, adequando suas exigências às restrições legais.

Numa situação assim sobre pouco espaço para a criatividade, o arquiteto passa a trabalhar mais como um burocrata técnico que sabe lidar com o AutoCad e o Sketchup do que qualquer outra coisa. Além de ser frustrante, esta atividade como empregado ainda por cima paga muito mal – um pedreiro que trabalhe nestas construtoras e incorporadoras freqüentemente ganha mais do que o arquiteto, por isso só mesmo os recém-formados ou os felizardos que têm outras fontes de renda é que se sujeitam a este tipo de atividade.

Aos demais resta, portanto, a alternativa de trabalhar por conta, assumindo todos os riscos do mercado que valoriza, igualmente, o construtor e o engenheiro mas não o arquiteto, como deveria ser, afinal o arquiteto é o especialista que vai estudar a melhor forma de ocupar determinada área para que a construção atenda a tudo o que dela se espera, com economia, beleza, praticidade e conforto ambiental.

É comum as pessoas pensarem na construção apenas como um empreendimento, esquecendo-se de que aquele edifício vai abrigar seres humanos, que vão exercer suas atividades naquele espaço durante décadas a fio. Nesses prédios que são feitos às pressas, pensados apenas como obras comerciais de engenharia, é comum logo nos primeiros meses surgirem os “puxadinhos”, “reformas” e as “ampliações”, porque o projeto inicial não foi bem pensado e várias necessidades dos usuários não foram previstas e muito menos resolvidas. E isto acontece em todos os tipos de edificação, sejam elas do tipo residencial, comercial ou industrial.

Se soubessem da situação do mercado de trabalho e se pensassem apenas no dinheiro muitos arquitetos não teriam entrando numa escola de arquitetura. A situação fica ainda pior para os profissionais que tiveram o azar de cursar algumas faculdades que existem por aí que prezam apenas o lado artístico em detrimento do técnico, porque o mercado de trabalho acaba remunerando melhor os técnicos do que os artistas.

E é fácil entender os motivos, um serviço técnico é simples de mensurar e quantificar, enquanto que um trabalho artístico pode valer de zero ao infinito, dependendo do tamanho do bolso e do interesse de quem está pagando. Além disso, uma construção pode ser feita sem nenhuma preocupação artística, mas precisa pelo menos de uma “plantinha de prefeitura” para acontecer, e quem faz esta “plantinha” é um profissional técnico, e não o artista.

Mas agora, uma vez que você, arquiteto, está formado e preparado para enfrentar o duro mercado de trabalho, o jeito é lutar com todas as armas de que dispõe. E uma das alternativas mais eficientes é não se limitar apenas aos projetos ou às aprovações nos órgãos públicos, mas arregaçar as mangas e ir para o canteiro de obras, tornando-se um administrador de obras. Pense conosco:

O arquiteto como administrador de obras

A profissão de arquiteto é definida legalmente no Brasil conforme a família ocupacional código 2141 da CBO2002 (Classificação Brasileira de Ocupações) do Ministério do Trabalho e Emprego para “Arquitetos e urbanistas”, onde ficou estabelecido que arquitetos são os que:

“Elaboram planos e projetos associados à arquitetura em todas as suas etapas, definindo materiais, acabamentos, técnicas, metodologias, analisando dados e informações. Fiscalizam e executam obras e serviços, desenvolvem estudos de viabilidade financeira, econômica, ambiental. Podem prestar serviços de consultoria e assessoramento, bem como estabelecer políticas de gestão.”

Como se vê, a fiscalização e execução de obras e serviços faz parte legal da atribuição do arquiteto e são regulamentados por normas específicas, em especial pela resolução nº 1010 do CREA/CONFEA (de 22 de agosto de 2005) que dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea para efeito de fiscalização do exercício profissional. Essa fiscalização e normatização da atividade de arquiteto passará a partir de janeiro de 2012 para o CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo – mas enquanto isto não acontece o exercício profissional do arquiteto continua subordinado ao CREA da região.

Independentemente desta parte legal, o arquiteto pode e deve não se limitar apenas à parte de projeto e planejamento das obras. O ideal mesmo é que ele comece a cuidar das obras em si, cuidando da sua fiscalização e/ou administração. E isso pode ser feito não apenas na construção de seus próprios projetos mas também, porque não, na construção de projetos feitos por outros arquitetos e engenheiros.

E não é só o aspecto financeiro que conta neste caso. A fiscalização ou administração das obras caem muito bem para que o arquiteto possa certificar-se de que a execução siga respeitando á risca o projeto, o que vai beneficiar não apenas a si mesmo mas também ao seu contratante. Analisemos estes dois aspectos:

As vantagens do arquiteto administrar obras: o aspecto financeiro

A tabela de honorários do CREA estabelece que o arquiteto deve cobrar uma certa porcentagem por seus trabalhos de projeto e planejamento de obras. O grande problema é que esta tabela é apenas uma referência, contam-se nos dedos da mão os profissionais que conseguem efetivamente cobrar estes preços – e receberem. A esmagadora maioria dos arquitetos, quando consegue serviço, precisa cobrar apenas uma pequena parcela desta tabela ideal.

Tomemos o exemplo de uma residência, um dos trabalhos mais comuns feitos pelos arquitetos. Quando consegue vender um projeto completo, o arquiteto vai cobrar algo como 5% do valor da obra. Digamos que seja uma residência de 200 m² ao custo unitário de R$ 1.000 o m², valor total da obra R$ 200.000 e o arquiteto vai receber algo como R$ 10.000 para trabalhar meses a fio naquele trabalho, arcando com despesas fixas no escritório e outras despesas como estagiários, desenhistas, projetistas, computadores, programas, aluguel, telefone, internet e muito mais. No final sobra muito pouco para suas despesas pessoais como moradia, despesas com os filhos, alimentação e serviço médico.

Nesta mesma obra, a maioria dos proprietários não se importa de pagar 15% como taxa de administração para o engenheiro que vai construir. O engenheiro vai receber, portanto, algo como R$ 30.000 e não vai gastar muito mais coisa do que seu tempo e das despesas com seu veículo, nada de administrar um exército de subcontratados como faz o arquiteto.

Outro exemplo, desta vez bem maior: determinada incorporadora adquire um terreno e para construir um edifício de apartamentos. São 25 andares com 4 apartamentos por andar, ou seja, 100 apartamentos de 70 m² de área compartilhada para cada um, resultando numa área total construída de 7.000 m² que demandarão um investimento na obra de algo como R$ 7.000.000. O escritório de arquitetura que fará um projeto desses terá sorte se conseguir cobrar 2% deste valor para fazer os projetos executivos, ou seja, receberá uns R$ 150.000 e desse valor precisará pagar os projetos de estrutura, instalações, paisagismo e os subcontratados do projeto arquitetônico.

Ao mesmo tempo, a construtora que fiscalizará a obra não tem muita dificuldade em cobrar entre 5 a 10% do valor, ou seja, vai receber seus R$ 500.000 que é mais ou menos a mesma coisa que vai ganhar a imobiliária que venderá os apartamentos. Ou seja, o arquiteto vai trabalhar tanto quanto, mas terá muito mais despesas e ganhará muito menos.

O arquiteto facilita a vida de todo mundo, ou seja, vai cuidar da bagunça legal das aprovações nos órgãos públicos, cuidar de todos os aspectos relativos à qualidade da edificação, vai torná-la apresentável para que então uma construtora pegar os desenhos e efetuar a construção, e depois vem um corretor engravatado ganhar muito mais do que o arquiteto. Claro que estas são as contingências do mercado, mas a pergunta que estamos querendo fazer é: porque o arquiteto “rói o osso” e depois deixa o filé para os outros? Porque o arquiteto não cuida da construção também, afinal, será muito mais fácil para ele que conhece a fundo aquela obra?

As vantagens do arquiteto administrar uma obra: a qualidade da execução

Não é apenas este aspecto financeiro que nos leva a afirmar que o arquivo deve sujar os pés de barro e fazer a obra também. Existe também a questão da responsabilidade pelo projeto e pela execução, sem falar do acabamento que o arquiteto, como especialista treinado no assunto, pode fazer melhor do que ninguém. É óbvio que existem engenheiros e empreiteiros que primam pelo capricho e bom acabamento, mas o arquiteto tem aquele “algo mais”, aquela corzinha no lugar certo, o detalhezinho diferente que dá um toque especial, coisas que, no contexto geral da edificação, farão uma grande diferença na hora da venda do imóvel ou para quando o usuário for efetivamente utilizar aqueles espaços.

Não estamos desmerecendo os outros profissionais, acontece que assim como o arquiteto nunca vai projetar um viaduto como um engenheiro civil, um engenheiro não recebe o treinamento estético e funcional oferecido pelas escolas de arquitetura. Assim, já que o arquiteto pode legalmente cuidar da administração de obras, porque não fazê-lo?

Existe uma primeira resposta á esta questão, que é a tradição da profissão e que é passada em muitas das escolas de arquitetura, em especial aquelas que primam por desenvolver mais o lado artístico e filosófico da carreira do que seu aspecto prático. Pelo lado dos arquitetos mais antigos, muitos dos quais são professores nas escolas tradicionais, nutrem até mesmo um profundo desprezo por qualquer atividade ligada à construção, preferem ficar discutindo a filosofia do projeto e deixam a obra para um engenheiro qualquer.

Só que este engenheiro qualquer é que vai fazer a obra, quase sempre desrespeitando o projeto em favor de uma execução mais simples e barata, e ainda por cima é quem vai ganhar mais, juntamente com o corretor. Assim, arquitetos, vamos arregaçar as mangas e começar a entender também da obra!!!! Você verá que o conhecimento da parte prática das construções vai permitir não só um maior conforto na parte financeira, mas vai também facilitar as suas atividades de projeto e aumentar a clientela.

Por onde começar, se na sua faculdade não ensinaram a administrar obras?

A grande maioria das escolas de arquitetura não se preocupa com a parte prática da carreira, e dentre as que se preocupam são ainda menos as que ensinam práticas de administração de obras tal como deve ser visto pela ótica do arquiteto.

Mas qual é a diferença? Construção não é tudo igual? A resposta é “sim” e “não”. Existem certas coisas que não mudam, o pedreiro que assenta tijolos numa obra residencial administrada por um engenheiro é o mesmo que vai levantar paredes na construção de um hospital que está sendo administrada por um arquiteto ou outro profissional qualquer. A contabilidade da obra é a mesma também, trata-se apenas de relacionar as despesas de um lado e as entradas do outro. A diferença começa na hora das compras, do contato com o cliente e com os profissionais responsáveis pela execução dos diversos serviços.

O arquiteto tem fama de ser “chato” numa obra, mas a fama é injusta. O fato de alguém ser detalhista e exigir um trabalho caprichado e bem feito não significa que ele esteja errado ou querendo atrasar o serviço. Às vezes o encarregado da obra entra num conluio silencioso com determinado profissional que está executando um serviço, só para ganhar algum tempo na execução e receber antes uma verba qualquer. Um exemplo: o administrador da obra percebe que determinada parede revestida de azulejos ficou um pouco fora de prumo, mas faz de conta que não viu ou aceita assim mesmo, porque está com pressa.

Mas é a pessoa que vai usar aquela obra que vai ter que se entender com uma porta que não consegue ficar aberta sozinha. Outro exemplo comum: o azulejista vai assentar um piso e não se preocupa em dar o caimento em direção ao ralo, como tem que ser. O administrador nem se dá ao trabalho de verificar os níveis, aceita o serviço de qualquer jeito e depois é a dona de casa que precisa secar o chão do banheiro com panos, pois a água corre ligeirinho para longe do ralo.

Um arquiteto tem um olho clínico para este tipo de defeito, e mais afinado ainda para detalhes de acabamento que os engenheiros, por sua própria formação, não se sentem na obrigação de perceber. Por exemplo, um arquiteto e, mais especialmente as arquitetas, não aceitariam uma pintura com variação na tonalidade ou um azulejo mal colocado. Nada de pias fora da altura correta ou vidros colocados de qualquer jeito. Este tipo de detalhamento está embutido na alma do arquiteto e de seus colegas que exercem funções similares, como o decorador e o paisagista.

Bem, depois de tudo o que dissemos, se você é arquiteto, deve estar se perguntando: “OK, eu gostaria de começar a cuidar das minhas obras, mas por onde começar?”. A administração de obras tem um lado técnico, que pode ser aprendido nas escolas, e tem outro lado que depende de prática, que precisa ser aprendida por cada um, lidando no dia-a-dia. Ajuda muito se tiver alguém para dar umas dicas, mostrar o “caminho-das-pedras”, e é isso o que eu tenho feito no meu curso de “Administração de obras para arquitetos”. Procuro fazer turmas pequenas para poder oferecer um atendimento personalizado, para demonstrar algumas técnicas simples mas bem eficientes para controlar corretamente uma obra, desde o primeiro contato com o cliente até a obtenção do “habite-se” e a entrega das chaves ao proprietário.

Porque o arquiteto fazem a administração de obras ?

Este curso vem sendo ministrado no tradicional Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Informações sobre datas, horários, programa e valores estão no site da Belas Artes, e obtenha todas as informações necessárias. Caso você queira levar este curso para sua cidade, entre em contato com o Fórum da Construção.

Fonte:

http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=0&Cod=907

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Visita Técnica – Belo Horizonte -Inhotim- Ouro Preto

Visita Técnica – Belo Horizonte -Inhotim- Ouro Preto

O CDA vem promovendo Visitas Técnicas com o objetivo de proporcionar tanto para o estudante bem como para profissionais da área de arquitetura e simpatizantes, oportunidade de conhecer locais de representação arquitetônica.

O que difere a Visita Técnica de uma excursão são as informações técnicas que são passada pelos professores e monitores que acompanham, fazendo com que o participante aprenda sobre questões arquitetônicas, históricas e paisagísticas da região.

Veja as cidades que visitaremos:

Ouro Preto  

A origem de Ouro Preto está no arraial do Padre Faria, fundado pelo bandeirante Antônio Dias de Oliveira, pelo Padre João de Faria Fialho e pelo Coronel Tomás Lopes de Camargo e um irmão deste, por volta de 1698.

Pela junção desses vários arraiais, tornando-se sede de conselho, foi elevada à categoria de vila em 1711 com o nome de Vila Rica. Em 1720 foi escolhida para capital da nova capitania de Minas Gerais. Em 1823, após a Independência do Brasil, Vila Rica recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por D. Pedro I do Brasil, tornando-se oficialmente capital da então província das Minas Gerais e passando a ser designada como Imperial Cidade de Ouro Preto. Em 1839 foi criada a Escola de Farmácia e em 1876 a Escola de Minas. Foi sede do movimento revolucionário conhecido como Inconfidência Mineira. Foi a capital da província e mais tarde do estado, até 1897. A antiga capital de Minas conservou grande parte de seus monumentos coloniais e em 1933 foi elevada a Patrimônio Nacional, sendo, cinco anos depois, tombada pela instituição que hoje é o IPHAN. Em 5 de setembro de 1980, na quarta sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, realizada em Paris, Ouro Preto foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade.


Inhotim

Instituto Inhotim é a sede de um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina Está localizado em Brumadinho (Minas Gerais), uma cidade com 38 mil habitantes, a apenas 60 quilômetros de Belo Horizonte.


Belo Horizonte

As montanhas e o verde dos parques convivem num clima de perfeita harmonia com os inúmeros edifícios. Essa é uma das descrições mais comuns de quem observa os detalhes paisagísticos de Belo Horizonte, conhecida por receber bem os turistas e aconchegar seus moradores durante os 365 dias do ano.

A cidade começou a se desenhar a partir do século XIX com um projeto moderno para ser a nova capital de Minas. O objetivo era fazer um modelo contemporâneo e eclético que, ao mesmo tempo, tivesse toques dos estilos neoclássico, neo-românicos e neogóticos.

Programação das Visitas

Saída dia 14 de novembro de 2018 de Mogi as 22:00
Retorno dia 18 de novembro de 2018
as 11:00
Roteiro.
Dia 15 de novembro
BH – Complexo da Pampulha e Praça da Liberdade
Dia 16 de novembro
Inhotim
Dia 17 de Novembro
Ouro Preto
Igreja São Francisco de Assis, Matriz Nossa Senhora do Pilar, Casa dos Contos, Museu da Inconfidência.
18 de Novembro

Mercado Central de Belo Horizonte


Pacotes e responsável pela  Viagem:
Kleber Mansur Viagens
Ônibus Leito.
Hospedagens em apto duplo casal ou solteiro
Valor: R$ 890,00 parcelados em até 4 vezes, sem juros.
Contato:

Kleber Mansur – Tel. 9 7298-4000


O CDA responde somente pelo conteúdo da visita técnica.

Promob Básico – 8 horas – Para Arquitetos

O mercado de móveis planejados brasileiros já adotou como principal ferramenta para a apresentação de seus produtos o software Promob.  Desenvolvido pela Promob Software Solutions é referência no país no desenvolvimento de softwares para o setor moveleiro com soluções que integram diversas áreas do segmento, desde a fabricação até a gestão de vendas.

Curso Básico

Atendendo a pedidos de nossos alunos e parceiros da área de Móveis Planejados que sente a carência de projetistas preparados para a utilização dos software, o CDA incluiu para suas atividades o Curso Básico de Promob, com curso voltado para Arquitetura de Interiores.
É necessário baixar o programa  de treinamento (try) diretamente da página oficial do Promob.

Veja Exemplos do Promob:

probom american-walnut-bedroom-furniture-uk


certificadoProfessor
Paulo Pinhal

Curso com Certificado


VALOR DE INVESTIMENTO

Valor do Curso é de R$ 400,00 e pode ser pago em parcelas via pagseguro.

A inscrição só é confirmada com o comprovante de pagamento.


DATAS DISPONÍVEIS

SETEMBRO 2018
Dia: 27 de outubro de 2018
Horário:
08h30 as 17h30


Solicitamos assim que fizer o pagamento da inscrição mandar um  Whatsapp -(11) 9 7371-0471 , dizendo qual a turma de preferência.


Clique no botão para fazer a inscrição.




IMPORTANTE:
inscrições de véspera de curso, ficará para a próxima turma.


Clique para acessar os Conteúdos do Promob .


Local: Rua Boa Vista, 108 – Centro – Mogi das Cruzes – SP

INFORMAÇÕES

***Caso não atinja o número mínimo de alunos, a data poderá ser alterada.


Cancelamento
* Em caso de cancelamento da inscrição por parte do aluno, nos informe pelo menos 05 dias de antecedência ao curso;
** Em caso de cancelamento da inscrição por parte do aluno, após pagamento, será retido 20% do valor do curso referente as taxas operacionais para devolução. O ressarcimento acontecerá no dia 10 do mês subsequente da confirmação de cancelamento e será realizado por transferência bancária.
Certificado
*Deve ser solicitado pelo aluno (com prazo de até 90 dias após o término do curso) pelo site http://www.colegiodearquitetos.com.br/certificado/, assim encaminharemos a via Digital.

ENTRE EM CONTATO

Rua Boa Vista, 108 – Centro – Mogi das Cruzes – São Paulo
Telefones
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Casas Flutuantes

Casas Flutuantes

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Ficha Técnica

Arquitetos: H & P Arquitetos

Localização: Hoan Kiem District, Hanoi, Vietnã

Arquiteto Responsável: Doan Thanh Ha, Tran Ngoc Phuong

Equipe Design: Chu Kim Thinh, Erimescu Patricia, Nguyen Van Manh, Nguyen Khanh Hoa, Nguyen Quynh Trang, Tran Quoc Thang, Pham Hong Son, Hoang Dinh Toan, Pham Quang Thang, Nguyen Hai Hue, Nguyen Phuoc Khac

Área: 44,00 m2

Projeto Ano: 2013


 

HP-Architects-Floating-Bamboo4

 

RESUMO

O escritório vietnamita H&P Architects apresentou uma proposta de residência que resiste à cheia das águas; um projeto barato e fácil de construir, cuja base é feita de bambu colhido no local. As casas são construídas sobre plataformas de tambores de óleo reciclados que as fazem flutuar durante as inundações, porém, sem sair do lugar, pois são presas através de âncoras.

Optou-se pelo bambu como material predominante não apenas por ser abundante na região, mas também por ser versátil, durável e tradicional nas construções locais. Tetos e paredes e pisos estão dispostos entre estacas de aço que seguram as casas durante as inundações, fazendo-as funcionar como barcos ancorados.

O piso é elevado, pois deste modo protege-se a casa de animais e da umidade, e também reserva-se este espaço para a instalação dos tambores. As coberturas são únicas, concebidas para este tipo de clima; cortes triangulares se abrem em todas as direções, proporcionando sombra e ventilação cruzada.

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As portas horizontais em ambos os lados da casa também se abrem, criando pátios e toldos. Quando começa a chover, a casa pode se fechar, protegendo os habitantes em seu interior.

Além da proteção contra inundações, as casas também apresentam jardins verticais em suas paredes externas, onde podem ser plantadas hortaliças para consumo familiar. Um sistema de captação de águas pluviais também é incorporado ao projeto, e pode ser desativado em caso de inundação. As casas apresentam espaços flexíveis que podem ser adaptados segundo as necessidades específicas de cada família, podendo inclusive, se expandir, no caso de famílias maiores.


Esse foi mais um dos Projetos apresentados no ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea. Um Curso gratuito que sempre está com inscrições abertas para estudantes e profissionais que buscam se atualizar.

Conheça: http://www.colegiodearquitetos.com.br/atelier-livre-de-arquitetura-contemporanea/

Casa Pachamanca

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Casa Pachamanca

Ficha Técnica

Arquitetos:  51-1 arquitectos

Localização: Las Casuarinas, Lima, Peru

Autores: César Becerra, Fernando Puente Arnao, Manuel de Rivero

Área: 682.0 m²

Ano do projeto: 2012

Fotografias: Cristobal Palma / Estudio Palma 

Equipe de Projeto: César Becerra, Fernando Puente Arnao and Manuel de Rivero with Edinson Cueva, Sara Gagliarini, David Ávila, Gianfranco Palomino, Mauricio Gilbonio, Militza Carrillo, Eduardo Peláez, Favio Chumpitaz

Construção: Américo Chavez

Engenharia Estrutural: Salcedo Ingenieros

Paisagismo: Luis Camacho

Interiores: Contemporanea, Liz Sosa Design

CP-51-1-Pachamanca-0565

Do arquiteto. A Pachamanca é uma técnica milenar peruana de cozinhar sob a terra com pedras e especiarias.

Um casal de cozinheiros nos pediu o projeto de uma casa para eles e suas filhas.

O terreno é um terraço numa colina, com vistas panorâmicas de Lima. Os clientes nos encomendaram uma casa que respeitasse o entorno e que fosse rica em conceitos, não em materiais.

A absoluta falta de chuva em Lima (menos de 8,00 mm por ano) determina uma paisagem árida, onde o verde aparece apenas quando se rega com água trazida dos cumes andinos a cem quilômetros de distância.

Em Lima, o verde é um luxo. Ao invés de um edifício, desenhamos uma paisagem verde exuberante. Os edifícios tendem a envelhecer e a ficarem mais feios, enquanto a vegetação cresce e se torna mais bonita com o passar do tempo.

Manipulando o terreno geramos um relevo, uma paisagem, que tem sua vegetação criada de acordo com as diferentes alturas: árvores; ervas; hortaliças; etc.

Uma vez definida a nova paisagem, esta se habituou ao programa da casa: dormitórios, banheiros, cozinha, sala de jantar, estar, escritório, garagem. Com especial atenção às qualidades espaciais e as vistas geradas.

A casa não possui uma estrutura hierárquica, têm diversas entradas, níveis e percursos, desfazendo o limite entre interior e exterior.

A casa – como uma paisagem exuberante – intencionalmente mostra uma rica diversidade de acabamentos e texturas: diferentes cortes de pedra da área, muitos tipos de madeira reciclada, estampas de concreto, etc.

Barroco e Povera, ao mesmo tempo, como uma Pachamanca.


Esse foi mais um dos Projetos apresentados no ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea. Um Curso gratuito que sempre está com inscrições abertas para estudantes e profissionais que buscam se atualizar.

Conheça: http://www.colegiodearquitetos.com.br/atelier-livre-de-arquitetura-contemporanea/

Humanização em Plantas

O Curso de Planta Humanizada no CorelDRAW tem objetivo de ensinar uma ferramenta que facilita na venda de Projetos Arquitetônicos.

O Software CorelDRAW, é uma ferramenta gráfica que auxilia nas apresentações e montagens de desenhos gráficos para impressão quer seja um catálogo, revista, banners etc.

A Planta Humanizada no CorelDRAW ajuda na venda de projetos, pois grande parte da população consegue entender os desenhos de plantas ou fachadas feita pelo software.
O Curso do Colégio de Arquitetos apresenta de maneira simples e profissional como utilizar esta ferramenta em  04 horas.

Local do Curso :

Rua Boa Vista, 84 , centro , Mogi das Cruzes.


certificadoProfessor
Paulo Pinhal

Curso com Certificado


Conteúdo:

Introdução ao Corel Draw,  compreendendo o entendimento da arquitetura do software e suas principais ferramentas para a utilização em Plantas Humanizadas. Acompanha 2 apostilas digitais, uma sobre o Corel e suas principais ferramentas e outra sobre humanização de projetos.

Exercícios práticos, importando arquivo do AutoCad e aplicação das ferramentas aprendidas e macetes de rotina de escritório que fazem com que o aluno termine o curso produzindo material satisfatório.


Planta Humanizada – 04 horas presenciais

 

EM BREVE NOVAS TURMAS.

Investimento : 

O valor do investimento é de R$ 200,00 e a inscrição acontece mediante comprovante do pagamento via Pagseguro, que pode ser pagos em parcelas ou com 10% de descontos para os pagamentos a vista.  Clique no botão Pagseguro para fazer a inscrição.




Assim que fizer a inscrição, mandar e-mail para cda@colegiodearquitetos.com.br com nome, endereço, RG e CPF dos alunos que participam do grupo para a confecção dos certificado

INFORMAÇÕES

*O aluno deverá trazer computador e mouse para melhor aproveitamento do curso.

**Caso não atinja o número mínimo de alunos, a data poderá ser alterada.


Cancelamento

* Em caso de cancelamento da inscrição por parte do aluno, nos informe pelo menos 05 dias de antecedência ao curso;
** Em caso de cancelamento da inscrição por parte do aluno, após pagamento, será retido 20% do valor do curso referente as taxas operacionais para devolução. O ressarcimento acontecerá no dia 10 do mês subsequente da confirmação de cancelamento e será realizado por transferência bancária.
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*Será entregue no final do Curso

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BIQ House

A Casa BIQ foi concluída e lançada no final de março de 2013, bem a tempo para ser apresentada como uma das maiores atrações da Exposição Internacional de Construção de Hamburgo (IBA – 2013), na Alemanha.

O projeto foi executado pela empresa de design internacional Arup, pela empresa alemã SSC (StrategicScience Consultants) e elaborado pelo arquiteto Splitterwerkde Graz. E porque ela é tão interessante? Deve ser o que você está se perguntando.

A BIQ é um dos mais perfeitos exemplos de uma casa natural, eficiente e única. Ela é o primeiro edifício do mundo a ter uma fachada com biorreatores. E o que isso significa? Significa que sua fachada produz energia a partir de microalgas que são cultivadas dentro dos elementos de vidro que compõem a sua “bio pele”.

O edifício é praticamente todo revestido com tiras de vidro, semelhantes a persianas, na cor verde, onde são cultivadas as micro algas verdes com fotobiorreatores integrados a reatores. Estas tiras de vidro além de serem utilizadas para produzir energia, podem controlar a luz e proporcionar sombra.

E como ele funciona?

Primeiramente, é muito importante entender que microalgas são produzidas dentro destas células verdes que revestem a fachada do edifício. E que tanto para produzir energia como para gerar sombreamento estas microalgas precisam crescer.

No verão as algas absorvem os raios do sol que, junto com dióxido de carbono e outros nutrientes líquidos – fornecidos através de um circuito de abastecimento interno de água depositados nos painéis – promovem a fotossíntese. Este processo ajuda a alga a crescer e assim propiciar sombreamento no edifício, conseguindo assim, manter a temperatura interna do edifício baixa de uma forma mais natural, sem a necessidade de utilização de um sistema de ar condicionado. Todo este processo de fotossíntese, crescimento e sombreamento podem ser observados a partir do exterior da edificação.

No inverno, o sistema de calefação, responsável pelo aquecimento da casa BIQ, é abastecido pela água quente produzida por estas plantinhas. A fachada recolhe a energia por absorção da luz que não é utilizada pelas algas e gera calor, tal como numa unidade de energia solar térmica, a qual é diretamente usada para a água quente sanitária e para o aquecimento.

Como produz energia?

As algas depois de florescerem e se multiplicarem são colhidas, para assim, serem utilizadas como biomassa na produção de biogás. Este processo acontece na sala técnica da BIQ, com o auxilio de máquinas responsáveis por transformar a polpa grossa e fermentada das algas em biogás. As algas, em comparação com as plantas terrestres, são mais eficientes para este processo, pois produzem até cinco vezes mais biomassa/hectare que as plantas convencionais. E fora isto, possuem muitos óleos que são também utilizados na produção de energia.

Dentro de cada metro quadrado da fachada, é possível extrair cerca de quinze gramas de biomassa por dia, o que ao final de um ano produz cerca de 4500 kWh de energia elétrica – o que equivale a mais ou menos o consumo anual de uma família com quatro pessoas (4000 kWh).

O projeto de arquitetura consiste em um edifício residencial de cinco andares, no qual existem 15 módulos de diferentes tamanhos que variam de 50 a 120 m². O último pavimento, no quinto andar, é o único com um sistema de cobertura e fechamento lateral realizado em alvenaria convencional, enquanto que nos outros andares foram utilizadas as placas de vidro com algas. A ideia dos arquitetos era projetar um modelo de vida futurista e versátil, baseado nos padrões do futuro. O design de interiores foi pensado de modo que as habitações pudessem ser personalizáveis e com possibilidade de serem modificadas simplesmente pressionando um botão.

Por fim, não podemos deixar de ressaltar que o revestimento com algas também servem como um ótimo isolamento acústico. E assim, podemos ver que a tendência para o futuro da construção civil é a de que as fachadas não sejam apenas um elemento de vedação e decorativo, mas um elemento ativo para o funcionamento da edificação.

Segundo o líder de investigação da Arup na Europa, Jan Wurm, “O uso de processos bioquímicos para o sombreamento constitui uma solução realmente inovadora e sustentável, o que é muito importante assistir a sua aplicação num cenário real. Além de gerar energia renovável e promover sombra para manter o interior do edifício refrigerado nos dias ensolarados, o nosso desenho também cria uma aparência interessante que os arquitetos e proprietários irão gostar”.

  1. biorreatores de BIQ são aparafusadas para os lados virados para sul do edifício e são projetados para trabalhar com quase nenhuma intervenção humana ou de limpeza. Cada biorreator é de três polegadas de espessura, mais de oito pés de altura, e tem cerca de seis litros de água entre os painéis de vidro laminado de segurança.
  2. Um sistema circulatório complexo mantém as algas vivo e empurra a água, fósforo e azoto através dos biorreactores. A comida de alimentação de dióxido de carbono vem do tubo de escape de um gerador de rés-do-chão. (Em instalações futuras, as algas pode engolir CO2 emitido a partir de outros prédios.) Explosões de ar comprimido evitar que o crescimento de algas muito grosso, enquanto pequenas contas raspar o vidro e manter os organismos do apego a ele.
  3. Quando as algas reproduzir, eles emitem calor, o que significa que num dia ensolarado a água no bioreactor pode atingir 100 ° F. Que os cursos de água através de um trocador e aquece um segundo abastecimento de água, que circula através de tubos embutidos nos pisos para aquecer os quartos, ou para pré-aquecer a água utilizada nos chuveiros e cozinhas. água quente excesso é armazenado em oito furos 260-plus-pé-profundas sob o edifício. Ao todo, as algas do biorreatores produzir calorias suficientes para aquecer quatro apartamentos durante todo o ano.
  4. Pelo menos a cada semana, as algas são filtrados da água e transportado três milhas a uma universidade, onde são processados ​​para o metano e hidrogênio. Se eles foram queimados, eles poderiam ser usados ​​para gerar eletricidade, embora esta pode ser uma forma dispendiosa e ineficaz para negar as emissões de carbono.

Esse foi mais um dos Projetos apresentados no ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea. Um Curso gratuito que sempre está com inscrições abertas para estudantes e profissionais que buscam se atualizar.

Conheça: http://www.colegiodearquitetos.com.br/atelier-livre-de-arquitetura-contemporanea/

Aula 04 – Cubismo

Cubismo – O Cubismo é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque. O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.

O quadro“Les demoisellers d’Avignon” (ou “As Senhoritas de Avignon”, em português), de 1907, autoria de Picasso, é considerado o marco inicial deste movimento inovador.

De modo geral, o cubismo é marcado pela representação de figuras da natureza a partir do uso de formas geométricas, promovendo a fragmentação e decomposição dos planos e perspectivas. O artista cubista deixa de ter o compromisso em utilizar a aparência real das coisas, como acontecia durante o Renascimento.

A arte cubista é considerada uma “arte mental”, onde cada aspecto da obra deve ser analisado e estudado de modo individual.

Cubos, cilindros e esferas são algumas das formas usuais no cubismo, que se distingue da arte abstrata pelo uso concreto de todas as formas.

Além de Picasso e Braque, outros artistas que ficaram imortalizados como ícones desta vanguarda são Juan Gris (1887 – 1927) e Fernand Léger (1881 – 1955).

Fases do Cubismo

O movimento cubista ficou marcado por três fases: o cubismo cézanniano (1907 – 1909), cubismo analítico (1910 – 1912) e o cubismo sintético (1913 – 1914).

Cubismo Cézanniano

As obras de Paul Cézanne serviram de inspiração para a consolidação do cubismo.

Também conhecido por “cubismo pré-analítico”, esta é considerada a fase inicial do cubismo (1907 – 1909), onde a principal base era o trabalho de Cézanne, com forte influência da arte africana e devido ao uso de formas simplificadas.

Cubismo Analítico

É tido como o “cubismo puro” e de difícil interpretação, onde as figuras são decompostas, através do uso de diversas formas geométricas.

As obras permeiam os tons monocromáticos, com predominância do verde, marrom e cinza.

Cubismo Sintético

A grande característica desta fase foi a introdução da técnica de colagem para reconstruir as imagens que outrora eram decompostas.

Ao contrário do cubismo analítico, nesta etapa as imagens passam a manter a sua fisionomia, mas de modo reduzido, apresentando apenas o que for essencial para o seu reconhecimento.

Características do Cubismo

Entre algumas das principais características do cubismo, destaca-se:

  • Utilização de formas e volumes geométricos;
  • Decomposição das imagens em formas geométricas;
  • Reconstrução das imagens através do uso de colagens;
  • Renúncia do uso das perspectivas, principalmente as tridimensionais;
  • Cores fechadas (predominância do branco, preto, cinza, marrom e ocre);
  • Pintura escultórica;
Cubismo no Brasil

No Brasil, as primeiras manifestações do cubismo surgiram após a Semana de Arte Moderna de 1922.

Nenhum artista brasileiro utilizou a essencial pura e bruta do cubismo europeu, no entanto, algumas das características deste movimento foram adotadas por Tarsila do Amaral (1886 – 1973), Anita Malfatti (1889 – 1964), Rego Monteiro (1899 – 1970) e Di Cavalcanti (1897 – 1976).

Cubismo na Literatura

A vanguarda cubista também atingiu outros ramos artísticos, como a literatura.

Neste caso, o cubismo literário focava-se na ideia da “destruição” da sintaxe. Os versos eram fragmentados e descontínuos, ou seja, não há uma linearidade na história narrada.

Um dos principais nomes deste movimento literário foi o poeta francês Guillaume Apollinaire (1880 – 1918).

Clique para conhecer:

01. Cubismo

02. Tratado sobre Cubismo

03. Cubismo 02

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1. O que é o movimento Cubista, qual sua origem e representações?

2. Qual é a influência do Cubismo nas artes?

3. Por que o movimento se chama Cubismo?

4. Quais os principais representantes do movimento Cubista?

5. Quanto tempo durou o movimento Cubista?

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Fauvismo Art Nouveau
Expressionismo Cubismo
Surrealismo Dadaísmo
Futurismo Expressionismo Abstrato
Arte Fantástica Pop Art
Minimalismo Modernismo
Construtivismo Neoplasticismo
Suprematismo Abstracionismo
Vanguardas Européias Vanguarda Russa
Vanguarda Negativa Arte Conceitual
Performance Body Art

 

Aula 03 – Expressionismo

Expressionismo  Denominam-se genericamente expressionistas os vários movimentos de vanguarda do fim do século XIX e início do século XX que estavam mais interessados na interiorização da criação artística do que em sua exteriorização, projetando na obra de arte uma reflexão individual e subjetiva.

O expressionismo é um movimento artístico que procura a expressão dos sentimentos e das emoções do autor, não tanto a representação objetiva da realidade. Este movimento revela o lado pessimista da vida, desencadeado pelas circunstâncias históricas de determinado momento. A face oculta da modernização, o isolamento, a alienação, a massificação se fizeram presentes nas grandes cidades e os artistas acharam que deveriam captar os sentimentos mais profundos do ser humano, assim, o principal motor deste movimento é a angústia existencial.

O maior objetivo é potencializar o impacto emocional do expectador exagerando e distorcendo os temas. As emoções são representadas sem existir um comprometimento com a realidade externa, mas com a natureza interna e as impressões causadas no expectador. A força psicológica está representada através de cores fortes e puras, nas formas retorcidas e na composição agressiva. Desta forma, nem a perspectiva nem a luz importam muito, visto que são propositalmente alteradas. Este movimento artístico surge num período entre-guerras, todo o horror e o desespero sentido pelos acontecimentos da guerra e pelo sentimento da iminência de uma nova situação belicosa, foram colocados nas obras de arte.

Esse movimento é potencialmente a representação dos sentimentos/impressões/desejos entre outras características, dos artistas da época, sobre a realidade que eles tinham ao seu redor. É a principal característica, representar através da expressão dos sentimentos suas criações. Esse movimento surge em oposição ao Impressionismo, pois ressalta a subjetividade das criações. Nada é óbvio, tudo precisa de uma interpretação para ser “entendido”.

Neste movimento, a intenção do artista é de recriar o mundo e não apenas a de absorvê- lo da mesma forma que é visto. Aqui ele se opõe à objetividade da imagem, destacando, em contrapartida, o subjetivismo da expressão. Seu marco ocorreu na Alemanha, onde atingiu vários pintores num momento em que o país atravessava um momento de guerra.

As obras de arte expressionistas mostram o estado psicológico e as denúncias sociais de uma sociedade que se considerava doente e na carência de um mundo melhor. Pode-se dizer que o Expressionismo foi mais que uma forma de expressão, ele foi uma atitude em prol dos valores humanos num momento em que politicamente isto era o que menos interessava.

DANÇA – Mary Wigman foi um grande nome da dança expressionista, porém não foi o único. Ela buscava um uso mais dramático do gesto, tentando expressar com seus movimentos uma narrativa construída para comunicar-se com sua plateia. Wigman não se limitou a propagar modelos apreendidos, para ela era necessário construir uma nova arte, então desenvolveu sua própria dança que ficou conhecida como Ausdrucktanz (literalmente, a dança da expressão). Em suas criações ela relacionava-se com a música de forma a criar uma relação de diálogo com a música, ou seja, para ela a coreografia e a música deveriam ser criados ao mesmo tempo.

CINEMA – Com poucos recursos tecnológicos, se compararmos a atualidade, e com muita imaginação surgiu o cinema expressionista. Assim como nas outras formas de linguagem envolvidas no movimento, o cinema também usava o exagero do sentimento para criar as suas narrativas, para contar as suas histórias. Nesta época a maioria das obras cinematográficas era muda e por isso usavam o recurso de ter algo que tinha a função de uma legenda, contextualizando os acontecimentos para o espectador. Um dos maiores representantes dessa época é o filme Nosferatu, uma sinfonia de horrores, de Friederich Murnau. Mas não podemos deixar de nominar: Fausto, Metrópolis e O Vampiro de Dusseldorf.

MÚSICA – A música expressionista caracteriza-se pela emotividade intensa, dissonâncias extremas, melodias ásperas e angulosas, podendo ser atonal, dodecafônica e/ou serial. Assim como nas outras manifestações artísticas expressionistas, o compositor deposita em sua música seus sentimentos mais profundos, extremos e desesperados, dando à obra um caráter exagerado e soturno. Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton Webern,formadores da “ Segunda Escola de Viena” são os três principais compositores expressionistas, sendo o primeiro o criador do estilo, e os outros dois seus discípulos de maior renome. Atonalidade é a total ausência de uma nota central, esta ausência pode nos causar certo sentimento de confusão e de aleatoriedade nas primeiras audições de músicas atonais. Isso acontece porque temos a tendência de procurar na música dentro do sistema modal e tonal. Da ausência de uma nota central, também segue a ausência de tonalidade e modos, ou seja, na música atonal não existe algo como um acorde maior ou menor, e tampouco escalas ou modos como dórico, frígio etc. A música atonal é considerada por alguns críticos como o tonalismo levado ao extremo. O certo é que a música atonal trouxe para a música uma “liberdade” jamais experienciada antes.

ARTES VISUAIS – O principal precursor deste movimento foi o pintor holandês Vincent Van Gogh, que, com seu estilo único, já manifestava, através de sua arte, os primeiros sinais do expressionismo. Ele serviu como fonte de inspiração para os pintores: Érico Heckel, Francisco Marc, Paulo Klee, George Grosz, Max Beckmann, etc. Há ainda muitos outros pintores, entre eles, Pablo Picasso que também foram influenciados por esta manifestação artística. Outro importante pintor expressionista foi o norueguês Edvard Munch, autor da conhecida obra O Grito.

Clique para conhecer:

01. Expressionismo
Autor desconhecido

02. O Expressionismo, a Alemanha e a ‘Arte Degenerada’
João Grinspum Ferraz

A Casa Amarela – Tradução pelo Youtube

Paul Klee – Diário de um artista

Como os artistas vêem – Tradução pelo Youtube

Artistas brasileiros que participaram do movimento.

Lasar Segall

Anita Malfatti

Di Cavalcanti

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1. O que é Expressionismo e qual sua origem e representações?

2. Qual é a influência do Expressionismo nas artes?

3. Por que o movimento se chama Expressionismo?

4. Quais os principais representantes do movimento Expressionista?

5. Quanto tempo durou o movimento Expressionista?

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Expressionismo Cubismo
Surrealismo Dadaísmo
Futurismo Expressionismo Abstrato
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Vanguarda Negativa Arte Conceitual
Performance Body Art

 

 

 

 

 

Aula 20 – Arte Conceitual

Arte Conceitual – A arte conceitual é aquela que considera a ideia, o conceito por trás de uma obra artística, como sendo superior ao próprio resultado final, sendo que este pode até ser dispensável. A partir de 1960, essa forma de encarar a arte espalha-se pelo mundo inteiro, abarcando várias manifestações artísticas. Entretanto, desde Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito.

Clique para conhecer:

01. Desmaterialização da Arte

02. A Arte Conceitual e o Espectador

03. Considerações acerca da Arte Conceitual

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1. O que é a Arte Conceitual, qual sua origem e representações?

2. Qual é a influência do Arte Conceitual, nas artes?

3. Por que o movimento se chama Arte Conceitual,?

4. Quais os principais representantes do movimento Arte Conceitual,?

5. Quanto tempo durou o movimento Arte Conceitual,?

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Fauvismo Art Nouveau
Expressionismo Cubismo
Surrealismo Dadaísmo
Futurismo Expressionismo Abstrato
Arte Fantástica Pop Art
Minimalismo Modernismo
Construtivismo Neoplasticismo
Suprematismo Abstracionismo
Vanguardas Européias Vanguarda Russa
Vanguarda Negativa Arte Conceitual
Performance Body Art

 

Museus de Arte pelo Mundo

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