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Palestras TED

As Palestras TED mais inspiradoras para arquitetos

Palestras TED

A sigla TED vem das palavras Tecnologia, Entretenimento e Design. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é compartilhar “idéias que merecem ser difundidas”. Através de suas palestras populares (TED talks), a organização já tratou de inúmeros tópicos, incluindo ciência, política, arte e design, desenvolvimento e educação sustentável, entre outros.

O TED declara em seu site que tem uma paixão por edifícios: “Grandes ou pequenos, nós estimamos as visões inspiradoras por trás deles.” E é essa admiração que tem permitido grandes arquitetos participarem das Palestras TED para compartilhar suas idéias com o público.

Diferentes pontos de vista da arquitetura, como Joshua Prince-Ramus, o arquiteto da Biblioteca Pública de Seattle, para quem um grande edifício não surge a partir de um golpe de gênio, mas uma abordagem racional e colaborativa, confrontados com as idéias de Frank Gehry, que entende cada edifício como o produto de uma forte visão individual. De outro ponto de vista, Cameron Sinclair nos desafia a projetar para causas humanitárias, apresentando um sistema de Open Network Architecture, que estaria diluindo os limites da autoria de uma obra de arquitetura e promovendo a colaboração interdisciplinar.

 A seguir selecionamos especialmente as melhores apresentações no campo da arquitetura.

1. Thomas Heatherwick: Construindo a Catedral de Semillas. 

Geralmente há uma resposta óbvia para a maioria dos problemas, no entanto, Thomas Heatherwick é um arquiteto que se recusa a tomar a rota convencional e este vídeo mostra-nos cinco projetos resolvidos através de desenhos inteligentes inspirados pela biologia.

2. Bjarke Ingels: 3 histórias de arquitetura evolutiva. 

Enquanto seus edifícios são admirados mundialmente, para Bjarke Ingels é muito mais útil e interessante a história por trás do desenho de seus projetos. Diante de sua própria história da arquitetura evolutiva, detalha como o processo de projeto reflete as teorias de Darwin, a adaptação e improvisação.

3. Joshua Prince-Ramus: A Biblioteca Pública de Seattle e outros projetos. 

Aos olhos do arquiteto Joshua Prince-Ramus, fundador do REX e OMA Nova Iorque, hiper-racionalidade significa pegar um pensamento racional, frio e duro e levá-lo a níveis extremos, quase absurdos. Este foi o processo usado na Biblioteca Pública de Seattle, no Museu Plaza em Louisville e no Teatro Charles Wyly, em Dallas.

4. Cameron Sinclair e a arquitetura de código aberto. 

Ao receber o Prêmio TED em 2006, Cameron Sinclair demonstrou como os designers e arquitetos podem ser apaixonados no momento de responder à crise imobiliária global, apresentando seu projeto para desenvolver uma rede que melhora as condições de vida a nível mundial através do projeto colaborativo.

5. Magnus Larsson: Transformando dunas em arquitetura. 

O estudante de arquitetura Magnus Larsson detalha seu plano ousado para transformar o deserto do Saara usando bactérias e um material construtivo surpreendente: a própria areia. Sua ideia é criar uma parede que possa ser projetada e construída pela própria natureza, criando espaços verdes e proporcionando locais para as pessoas viverem.

6. Julian Treasure: Por que os arquitetos precisam usar seus ouvidos.

Devido a problemas de acústica, alunos perdem 50 por cento do que os seus professores lhes dizem nas salas de aula e os pacientes têm problemas para dormir em hospitais, porque se sentem continuamente estressados. Julian Treasure convida os arquitetos a prestarem atenção à “arquitetura invisível” do som.

7. Liz Diller: Uma bolha gigante para o debate. 

O National Mall, em Washington DC é possivelmente o espaço público mais importante dos EUA. O trecho famoso já foi palco de grandes discursos públicos e de manifestações. Apesar disso, o espaço é limitado por construções de pedra em ambos os lados. O mais introvertido deles corresponde à Hirshhorn. Diller Scofidio + Renfro, buscando transformar este edifício em um espaço aberto e brilhante capaz de refletir o espírito do fórum público, propôs uma bolha de ar.

8. Frank Gehry como um jovem rebelde.

Antes de se tornar uma lenda, o arquiteto Frank Gehry faz uma revisão por seus primeiros trabalhos, desde sua casa em Venice Beach até Centro Americano em Paris, que estava em construção na época desta palestra em 1990.

9. Daniel Libeskind: 17 Palavras da Inspiração Arquitetônica. 

Daniel Libeskind desenvolve idéias monumentais. Nesta palestra ele compartilha 17 palavras sobre as quais se apoia sua visão da arquitetura – básica, arriscada, emocional, radical – oferecendo inspiração para qualquer empreendimento criativo.

10. David Byrne: Como a arquitetura ajudou na evolução da música. 

Finalizamos esta lista com um personagem que não é um arquiteto, mas sempre manteve uma estreita relação com as questões relacionadas com a cidade e com a arquitetura. Enquanto sua carreira musical progredia, David Byrne passou de seus concertos no CBGB ao “Carnegie Hall’. Byrne pergunta: É o lugar que faz a música? De tambores tocados nas ruas, passando pelas óperas de Wagner e chegando ao rock, ele explora como contexto arquitetônico levou a inovação musical.

Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-175280/as-10-palestras-ted-mais-inspiradoras-para-arquitetos.

Porque o arquiteto faz a administração de obras

Porque o arquiteto deve fazer a administração de obras

Arquiteto. Iberê M. Campos

Os arquitetos vêm tendo dificuldade em estabelecer-se no mercado de trabalho, devido aos fatores que estamos enumerando aqui neste artigo. Mas a solução pode estar bem perto, o arquiteto precisa apenas fazer uso de suas prerrogativas legais e abranger mais áreas do que aquelas em que atua normalmente.

Dentre estas, a administração de obras é um campo promissor e bem mais lucrativo do que o de projeto, sendo que o arquiteto tem muito mais facilidade de ser contratado para fazer a obra uma vez que é um dos primeiros profissionais a ser contado por quem vai construir e conhece melhor do que ninguém o que vai ser construído. Veja porque o arquiteto pode (e deve) usufruir deste ramo de atividade, e como fazer para entrar nele.

O arquiteto está tradicionalmente ligado ao desenho, à funcionalidade e à estética das edificações. Seu trabalho fica num meio termo entre o rigor construtivo da engenharia e os conceitos de beleza herdados das tradicionais escolas de belas artes, devidamente reformulados pelos teóricos do século 20, sem falar de outros aspectos técnicos que têm mais a ver com ele do que com outras especializações como o conforto térmico, circulação, ventilação, insolação e o bem-estar humano como um todo.

Infelizmente, o mercado aqui no Brasil não dá a devida importância a este profissional tão especial que é o arquiteto o qual, salvo raras exceções, não consegue dar uma vida digna á sua família se tentar ganhar seu sustento restringindo-se apenas à essas atividades que lhe são normalmente atribuídas.

Devido justamente à essa dificuldade de conseguir estabilizar-se na profissão, depois da formatura acontece uma debandada dos recém-formados. Pela minha observação pessoal reparei que acontece mais ou menos assim: a maior parte dos que se formam em arquitetura acabam mudando de ramo, indo trabalhar em outras áreas mais rentáveis. Só alguns conseguem realmente atuar dentro de sua especialidade, aquilo para o que estudou e dedicou tantos anos de sua vida. Dentre estes, o que reparo é o seguinte:

* Uma pequena minoria consegue entrar para o serviço público, nos cargos mais variados. Antigamente já foi mais fácil entrar para o serviço público, mas de uns 10 anos para cá os concursos são muito disputados e só mesmo uma elite é que consegue o tão sonhado cargo público.

* Uma boa parte do restante, principalmente as mulheres, que precisam cuidar dos filhos, passam a encarar a arquitetura como hobby ou como complemento da renda familiar, e não mais como ocupação principal.

* Os demais são justamente os que ficaram na carreira, porque gostam dela e porque conseguiram melhores condições de trabalho.

Principalmente neste último grupo é que acaba sendo necessário fazer uma difícil opção: trabalhar como autônomo ou arrumar um emprego fixo. Esta última possibilidade vem ficando cada vez mais restritiva, pois no mercado de trabalho o arquiteto é visto mais como um desenhista especializado do que como o grande profissional que realmente é.

Na equipe de uma construtora, por exemplo, quando esta vai construir um prédio de apartamentos o arquiteto recebe as especificações de projeto fornecidas pelo corretor de imóveis e pelo o engenheiro da obra e é obrigado a se virar dentro dos rígidos limites impostos por estes outros profissionais, adequando suas exigências às restrições legais.

Numa situação assim sobre pouco espaço para a criatividade, o arquiteto passa a trabalhar mais como um burocrata técnico que sabe lidar com o AutoCad e o Sketchup do que qualquer outra coisa. Além de ser frustrante, esta atividade como empregado ainda por cima paga muito mal – um pedreiro que trabalhe nestas construtoras e incorporadoras freqüentemente ganha mais do que o arquiteto, por isso só mesmo os recém-formados ou os felizardos que têm outras fontes de renda é que se sujeitam a este tipo de atividade.

Aos demais resta, portanto, a alternativa de trabalhar por conta, assumindo todos os riscos do mercado que valoriza, igualmente, o construtor e o engenheiro mas não o arquiteto, como deveria ser, afinal o arquiteto é o especialista que vai estudar a melhor forma de ocupar determinada área para que a construção atenda a tudo o que dela se espera, com economia, beleza, praticidade e conforto ambiental.

É comum as pessoas pensarem na construção apenas como um empreendimento, esquecendo-se de que aquele edifício vai abrigar seres humanos, que vão exercer suas atividades naquele espaço durante décadas a fio. Nesses prédios que são feitos às pressas, pensados apenas como obras comerciais de engenharia, é comum logo nos primeiros meses surgirem os “puxadinhos”, “reformas” e as “ampliações”, porque o projeto inicial não foi bem pensado e várias necessidades dos usuários não foram previstas e muito menos resolvidas. E isto acontece em todos os tipos de edificação, sejam elas do tipo residencial, comercial ou industrial.

Se soubessem da situação do mercado de trabalho e se pensassem apenas no dinheiro muitos arquitetos não teriam entrando numa escola de arquitetura. A situação fica ainda pior para os profissionais que tiveram o azar de cursar algumas faculdades que existem por aí que prezam apenas o lado artístico em detrimento do técnico, porque o mercado de trabalho acaba remunerando melhor os técnicos do que os artistas.

E é fácil entender os motivos, um serviço técnico é simples de mensurar e quantificar, enquanto que um trabalho artístico pode valer de zero ao infinito, dependendo do tamanho do bolso e do interesse de quem está pagando. Além disso, uma construção pode ser feita sem nenhuma preocupação artística, mas precisa pelo menos de uma “plantinha de prefeitura” para acontecer, e quem faz esta “plantinha” é um profissional técnico, e não o artista.

Mas agora, uma vez que você, arquiteto, está formado e preparado para enfrentar o duro mercado de trabalho, o jeito é lutar com todas as armas de que dispõe. E uma das alternativas mais eficientes é não se limitar apenas aos projetos ou às aprovações nos órgãos públicos, mas arregaçar as mangas e ir para o canteiro de obras, tornando-se um administrador de obras. Pense conosco:

O arquiteto como administrador de obras

A profissão de arquiteto é definida legalmente no Brasil conforme a família ocupacional código 2141 da CBO2002 (Classificação Brasileira de Ocupações) do Ministério do Trabalho e Emprego para “Arquitetos e urbanistas”, onde ficou estabelecido que arquitetos são os que:

“Elaboram planos e projetos associados à arquitetura em todas as suas etapas, definindo materiais, acabamentos, técnicas, metodologias, analisando dados e informações. Fiscalizam e executam obras e serviços, desenvolvem estudos de viabilidade financeira, econômica, ambiental. Podem prestar serviços de consultoria e assessoramento, bem como estabelecer políticas de gestão.”

Como se vê, a fiscalização e execução de obras e serviços faz parte legal da atribuição do arquiteto e são regulamentados por normas específicas, em especial pela resolução nº 1010 do CREA/CONFEA (de 22 de agosto de 2005) que dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos profissionais, atividades, competências e caracterização do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no Sistema Confea/Crea para efeito de fiscalização do exercício profissional. Essa fiscalização e normatização da atividade de arquiteto passará a partir de janeiro de 2012 para o CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo – mas enquanto isto não acontece o exercício profissional do arquiteto continua subordinado ao CREA da região.

Independentemente desta parte legal, o arquiteto pode e deve não se limitar apenas à parte de projeto e planejamento das obras. O ideal mesmo é que ele comece a cuidar das obras em si, cuidando da sua fiscalização e/ou administração. E isso pode ser feito não apenas na construção de seus próprios projetos mas também, porque não, na construção de projetos feitos por outros arquitetos e engenheiros.

E não é só o aspecto financeiro que conta neste caso. A fiscalização ou administração das obras caem muito bem para que o arquiteto possa certificar-se de que a execução siga respeitando á risca o projeto, o que vai beneficiar não apenas a si mesmo mas também ao seu contratante. Analisemos estes dois aspectos:

As vantagens do arquiteto administrar obras: o aspecto financeiro

A tabela de honorários do CREA estabelece que o arquiteto deve cobrar uma certa porcentagem por seus trabalhos de projeto e planejamento de obras. O grande problema é que esta tabela é apenas uma referência, contam-se nos dedos da mão os profissionais que conseguem efetivamente cobrar estes preços – e receberem. A esmagadora maioria dos arquitetos, quando consegue serviço, precisa cobrar apenas uma pequena parcela desta tabela ideal.

Tomemos o exemplo de uma residência, um dos trabalhos mais comuns feitos pelos arquitetos. Quando consegue vender um projeto completo, o arquiteto vai cobrar algo como 5% do valor da obra. Digamos que seja uma residência de 200 m² ao custo unitário de R$ 1.000 o m², valor total da obra R$ 200.000 e o arquiteto vai receber algo como R$ 10.000 para trabalhar meses a fio naquele trabalho, arcando com despesas fixas no escritório e outras despesas como estagiários, desenhistas, projetistas, computadores, programas, aluguel, telefone, internet e muito mais. No final sobra muito pouco para suas despesas pessoais como moradia, despesas com os filhos, alimentação e serviço médico.

Nesta mesma obra, a maioria dos proprietários não se importa de pagar 15% como taxa de administração para o engenheiro que vai construir. O engenheiro vai receber, portanto, algo como R$ 30.000 e não vai gastar muito mais coisa do que seu tempo e das despesas com seu veículo, nada de administrar um exército de subcontratados como faz o arquiteto.

Outro exemplo, desta vez bem maior: determinada incorporadora adquire um terreno e para construir um edifício de apartamentos. São 25 andares com 4 apartamentos por andar, ou seja, 100 apartamentos de 70 m² de área compartilhada para cada um, resultando numa área total construída de 7.000 m² que demandarão um investimento na obra de algo como R$ 7.000.000. O escritório de arquitetura que fará um projeto desses terá sorte se conseguir cobrar 2% deste valor para fazer os projetos executivos, ou seja, receberá uns R$ 150.000 e desse valor precisará pagar os projetos de estrutura, instalações, paisagismo e os subcontratados do projeto arquitetônico.

Ao mesmo tempo, a construtora que fiscalizará a obra não tem muita dificuldade em cobrar entre 5 a 10% do valor, ou seja, vai receber seus R$ 500.000 que é mais ou menos a mesma coisa que vai ganhar a imobiliária que venderá os apartamentos. Ou seja, o arquiteto vai trabalhar tanto quanto, mas terá muito mais despesas e ganhará muito menos.

O arquiteto facilita a vida de todo mundo, ou seja, vai cuidar da bagunça legal das aprovações nos órgãos públicos, cuidar de todos os aspectos relativos à qualidade da edificação, vai torná-la apresentável para que então uma construtora pegar os desenhos e efetuar a construção, e depois vem um corretor engravatado ganhar muito mais do que o arquiteto. Claro que estas são as contingências do mercado, mas a pergunta que estamos querendo fazer é: porque o arquiteto “rói o osso” e depois deixa o filé para os outros? Porque o arquiteto não cuida da construção também, afinal, será muito mais fácil para ele que conhece a fundo aquela obra?

As vantagens do arquiteto administrar uma obra: a qualidade da execução

Não é apenas este aspecto financeiro que nos leva a afirmar que o arquivo deve sujar os pés de barro e fazer a obra também. Existe também a questão da responsabilidade pelo projeto e pela execução, sem falar do acabamento que o arquiteto, como especialista treinado no assunto, pode fazer melhor do que ninguém. É óbvio que existem engenheiros e empreiteiros que primam pelo capricho e bom acabamento, mas o arquiteto tem aquele “algo mais”, aquela corzinha no lugar certo, o detalhezinho diferente que dá um toque especial, coisas que, no contexto geral da edificação, farão uma grande diferença na hora da venda do imóvel ou para quando o usuário for efetivamente utilizar aqueles espaços.

Não estamos desmerecendo os outros profissionais, acontece que assim como o arquiteto nunca vai projetar um viaduto como um engenheiro civil, um engenheiro não recebe o treinamento estético e funcional oferecido pelas escolas de arquitetura. Assim, já que o arquiteto pode legalmente cuidar da administração de obras, porque não fazê-lo?

Existe uma primeira resposta á esta questão, que é a tradição da profissão e que é passada em muitas das escolas de arquitetura, em especial aquelas que primam por desenvolver mais o lado artístico e filosófico da carreira do que seu aspecto prático. Pelo lado dos arquitetos mais antigos, muitos dos quais são professores nas escolas tradicionais, nutrem até mesmo um profundo desprezo por qualquer atividade ligada à construção, preferem ficar discutindo a filosofia do projeto e deixam a obra para um engenheiro qualquer.

Só que este engenheiro qualquer é que vai fazer a obra, quase sempre desrespeitando o projeto em favor de uma execução mais simples e barata, e ainda por cima é quem vai ganhar mais, juntamente com o corretor. Assim, arquitetos, vamos arregaçar as mangas e começar a entender também da obra!!!! Você verá que o conhecimento da parte prática das construções vai permitir não só um maior conforto na parte financeira, mas vai também facilitar as suas atividades de projeto e aumentar a clientela.

Por onde começar, se na sua faculdade não ensinaram a administrar obras?

A grande maioria das escolas de arquitetura não se preocupa com a parte prática da carreira, e dentre as que se preocupam são ainda menos as que ensinam práticas de administração de obras tal como deve ser visto pela ótica do arquiteto.

Mas qual é a diferença? Construção não é tudo igual? A resposta é “sim” e “não”. Existem certas coisas que não mudam, o pedreiro que assenta tijolos numa obra residencial administrada por um engenheiro é o mesmo que vai levantar paredes na construção de um hospital que está sendo administrada por um arquiteto ou outro profissional qualquer. A contabilidade da obra é a mesma também, trata-se apenas de relacionar as despesas de um lado e as entradas do outro. A diferença começa na hora das compras, do contato com o cliente e com os profissionais responsáveis pela execução dos diversos serviços.

O arquiteto tem fama de ser “chato” numa obra, mas a fama é injusta. O fato de alguém ser detalhista e exigir um trabalho caprichado e bem feito não significa que ele esteja errado ou querendo atrasar o serviço. Às vezes o encarregado da obra entra num conluio silencioso com determinado profissional que está executando um serviço, só para ganhar algum tempo na execução e receber antes uma verba qualquer. Um exemplo: o administrador da obra percebe que determinada parede revestida de azulejos ficou um pouco fora de prumo, mas faz de conta que não viu ou aceita assim mesmo, porque está com pressa.

Mas é a pessoa que vai usar aquela obra que vai ter que se entender com uma porta que não consegue ficar aberta sozinha. Outro exemplo comum: o azulejista vai assentar um piso e não se preocupa em dar o caimento em direção ao ralo, como tem que ser. O administrador nem se dá ao trabalho de verificar os níveis, aceita o serviço de qualquer jeito e depois é a dona de casa que precisa secar o chão do banheiro com panos, pois a água corre ligeirinho para longe do ralo.

Um arquiteto tem um olho clínico para este tipo de defeito, e mais afinado ainda para detalhes de acabamento que os engenheiros, por sua própria formação, não se sentem na obrigação de perceber. Por exemplo, um arquiteto e, mais especialmente as arquitetas, não aceitariam uma pintura com variação na tonalidade ou um azulejo mal colocado. Nada de pias fora da altura correta ou vidros colocados de qualquer jeito. Este tipo de detalhamento está embutido na alma do arquiteto e de seus colegas que exercem funções similares, como o decorador e o paisagista.

Bem, depois de tudo o que dissemos, se você é arquiteto, deve estar se perguntando: “OK, eu gostaria de começar a cuidar das minhas obras, mas por onde começar?”. A administração de obras tem um lado técnico, que pode ser aprendido nas escolas, e tem outro lado que depende de prática, que precisa ser aprendida por cada um, lidando no dia-a-dia. Ajuda muito se tiver alguém para dar umas dicas, mostrar o “caminho-das-pedras”, e é isso o que eu tenho feito no meu curso de “Administração de obras para arquitetos”. Procuro fazer turmas pequenas para poder oferecer um atendimento personalizado, para demonstrar algumas técnicas simples mas bem eficientes para controlar corretamente uma obra, desde o primeiro contato com o cliente até a obtenção do “habite-se” e a entrega das chaves ao proprietário.

Porque o arquiteto fazem a administração de obras ?

Este curso vem sendo ministrado no tradicional Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Informações sobre datas, horários, programa e valores estão no site da Belas Artes, e obtenha todas as informações necessárias. Caso você queira levar este curso para sua cidade, entre em contato com o Fórum da Construção.

Fonte:

http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=0&Cod=907

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Casas Flutuantes

Casas Flutuantes

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Ficha Técnica

Arquitetos: H & P Arquitetos

Localização: Hoan Kiem District, Hanoi, Vietnã

Arquiteto Responsável: Doan Thanh Ha, Tran Ngoc Phuong

Equipe Design: Chu Kim Thinh, Erimescu Patricia, Nguyen Van Manh, Nguyen Khanh Hoa, Nguyen Quynh Trang, Tran Quoc Thang, Pham Hong Son, Hoang Dinh Toan, Pham Quang Thang, Nguyen Hai Hue, Nguyen Phuoc Khac

Área: 44,00 m2

Projeto Ano: 2013


 

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RESUMO

O escritório vietnamita H&P Architects apresentou uma proposta de residência que resiste à cheia das águas; um projeto barato e fácil de construir, cuja base é feita de bambu colhido no local. As casas são construídas sobre plataformas de tambores de óleo reciclados que as fazem flutuar durante as inundações, porém, sem sair do lugar, pois são presas através de âncoras.

Optou-se pelo bambu como material predominante não apenas por ser abundante na região, mas também por ser versátil, durável e tradicional nas construções locais. Tetos e paredes e pisos estão dispostos entre estacas de aço que seguram as casas durante as inundações, fazendo-as funcionar como barcos ancorados.

O piso é elevado, pois deste modo protege-se a casa de animais e da umidade, e também reserva-se este espaço para a instalação dos tambores. As coberturas são únicas, concebidas para este tipo de clima; cortes triangulares se abrem em todas as direções, proporcionando sombra e ventilação cruzada.

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As portas horizontais em ambos os lados da casa também se abrem, criando pátios e toldos. Quando começa a chover, a casa pode se fechar, protegendo os habitantes em seu interior.

Além da proteção contra inundações, as casas também apresentam jardins verticais em suas paredes externas, onde podem ser plantadas hortaliças para consumo familiar. Um sistema de captação de águas pluviais também é incorporado ao projeto, e pode ser desativado em caso de inundação. As casas apresentam espaços flexíveis que podem ser adaptados segundo as necessidades específicas de cada família, podendo inclusive, se expandir, no caso de famílias maiores.


Esse foi mais um dos Projetos apresentados no ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea. Um Curso gratuito que sempre está com inscrições abertas para estudantes e profissionais que buscam se atualizar.

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Casa Pachamanca

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Casa Pachamanca

Ficha Técnica

Arquitetos:  51-1 arquitectos

Localização: Las Casuarinas, Lima, Peru

Autores: César Becerra, Fernando Puente Arnao, Manuel de Rivero

Área: 682.0 m²

Ano do projeto: 2012

Fotografias: Cristobal Palma / Estudio Palma 

Equipe de Projeto: César Becerra, Fernando Puente Arnao and Manuel de Rivero with Edinson Cueva, Sara Gagliarini, David Ávila, Gianfranco Palomino, Mauricio Gilbonio, Militza Carrillo, Eduardo Peláez, Favio Chumpitaz

Construção: Américo Chavez

Engenharia Estrutural: Salcedo Ingenieros

Paisagismo: Luis Camacho

Interiores: Contemporanea, Liz Sosa Design

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Do arquiteto. A Pachamanca é uma técnica milenar peruana de cozinhar sob a terra com pedras e especiarias.

Um casal de cozinheiros nos pediu o projeto de uma casa para eles e suas filhas.

O terreno é um terraço numa colina, com vistas panorâmicas de Lima. Os clientes nos encomendaram uma casa que respeitasse o entorno e que fosse rica em conceitos, não em materiais.

A absoluta falta de chuva em Lima (menos de 8,00 mm por ano) determina uma paisagem árida, onde o verde aparece apenas quando se rega com água trazida dos cumes andinos a cem quilômetros de distância.

Em Lima, o verde é um luxo. Ao invés de um edifício, desenhamos uma paisagem verde exuberante. Os edifícios tendem a envelhecer e a ficarem mais feios, enquanto a vegetação cresce e se torna mais bonita com o passar do tempo.

Manipulando o terreno geramos um relevo, uma paisagem, que tem sua vegetação criada de acordo com as diferentes alturas: árvores; ervas; hortaliças; etc.

Uma vez definida a nova paisagem, esta se habituou ao programa da casa: dormitórios, banheiros, cozinha, sala de jantar, estar, escritório, garagem. Com especial atenção às qualidades espaciais e as vistas geradas.

A casa não possui uma estrutura hierárquica, têm diversas entradas, níveis e percursos, desfazendo o limite entre interior e exterior.

A casa – como uma paisagem exuberante – intencionalmente mostra uma rica diversidade de acabamentos e texturas: diferentes cortes de pedra da área, muitos tipos de madeira reciclada, estampas de concreto, etc.

Barroco e Povera, ao mesmo tempo, como uma Pachamanca.


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BIQ House

A Casa BIQ foi concluída e lançada no final de março de 2013, bem a tempo para ser apresentada como uma das maiores atrações da Exposição Internacional de Construção de Hamburgo (IBA – 2013), na Alemanha.

O projeto foi executado pela empresa de design internacional Arup, pela empresa alemã SSC (StrategicScience Consultants) e elaborado pelo arquiteto Splitterwerkde Graz. E porque ela é tão interessante? Deve ser o que você está se perguntando.

A BIQ é um dos mais perfeitos exemplos de uma casa natural, eficiente e única. Ela é o primeiro edifício do mundo a ter uma fachada com biorreatores. E o que isso significa? Significa que sua fachada produz energia a partir de microalgas que são cultivadas dentro dos elementos de vidro que compõem a sua “bio pele”.

O edifício é praticamente todo revestido com tiras de vidro, semelhantes a persianas, na cor verde, onde são cultivadas as micro algas verdes com fotobiorreatores integrados a reatores. Estas tiras de vidro além de serem utilizadas para produzir energia, podem controlar a luz e proporcionar sombra.

E como ele funciona?

Primeiramente, é muito importante entender que microalgas são produzidas dentro destas células verdes que revestem a fachada do edifício. E que tanto para produzir energia como para gerar sombreamento estas microalgas precisam crescer.

No verão as algas absorvem os raios do sol que, junto com dióxido de carbono e outros nutrientes líquidos – fornecidos através de um circuito de abastecimento interno de água depositados nos painéis – promovem a fotossíntese. Este processo ajuda a alga a crescer e assim propiciar sombreamento no edifício, conseguindo assim, manter a temperatura interna do edifício baixa de uma forma mais natural, sem a necessidade de utilização de um sistema de ar condicionado. Todo este processo de fotossíntese, crescimento e sombreamento podem ser observados a partir do exterior da edificação.

No inverno, o sistema de calefação, responsável pelo aquecimento da casa BIQ, é abastecido pela água quente produzida por estas plantinhas. A fachada recolhe a energia por absorção da luz que não é utilizada pelas algas e gera calor, tal como numa unidade de energia solar térmica, a qual é diretamente usada para a água quente sanitária e para o aquecimento.

Como produz energia?

As algas depois de florescerem e se multiplicarem são colhidas, para assim, serem utilizadas como biomassa na produção de biogás. Este processo acontece na sala técnica da BIQ, com o auxilio de máquinas responsáveis por transformar a polpa grossa e fermentada das algas em biogás. As algas, em comparação com as plantas terrestres, são mais eficientes para este processo, pois produzem até cinco vezes mais biomassa/hectare que as plantas convencionais. E fora isto, possuem muitos óleos que são também utilizados na produção de energia.

Dentro de cada metro quadrado da fachada, é possível extrair cerca de quinze gramas de biomassa por dia, o que ao final de um ano produz cerca de 4500 kWh de energia elétrica – o que equivale a mais ou menos o consumo anual de uma família com quatro pessoas (4000 kWh).

O projeto de arquitetura consiste em um edifício residencial de cinco andares, no qual existem 15 módulos de diferentes tamanhos que variam de 50 a 120 m². O último pavimento, no quinto andar, é o único com um sistema de cobertura e fechamento lateral realizado em alvenaria convencional, enquanto que nos outros andares foram utilizadas as placas de vidro com algas. A ideia dos arquitetos era projetar um modelo de vida futurista e versátil, baseado nos padrões do futuro. O design de interiores foi pensado de modo que as habitações pudessem ser personalizáveis e com possibilidade de serem modificadas simplesmente pressionando um botão.

Por fim, não podemos deixar de ressaltar que o revestimento com algas também servem como um ótimo isolamento acústico. E assim, podemos ver que a tendência para o futuro da construção civil é a de que as fachadas não sejam apenas um elemento de vedação e decorativo, mas um elemento ativo para o funcionamento da edificação.

Segundo o líder de investigação da Arup na Europa, Jan Wurm, “O uso de processos bioquímicos para o sombreamento constitui uma solução realmente inovadora e sustentável, o que é muito importante assistir a sua aplicação num cenário real. Além de gerar energia renovável e promover sombra para manter o interior do edifício refrigerado nos dias ensolarados, o nosso desenho também cria uma aparência interessante que os arquitetos e proprietários irão gostar”.

  1. biorreatores de BIQ são aparafusadas para os lados virados para sul do edifício e são projetados para trabalhar com quase nenhuma intervenção humana ou de limpeza. Cada biorreator é de três polegadas de espessura, mais de oito pés de altura, e tem cerca de seis litros de água entre os painéis de vidro laminado de segurança.
  2. Um sistema circulatório complexo mantém as algas vivo e empurra a água, fósforo e azoto através dos biorreactores. A comida de alimentação de dióxido de carbono vem do tubo de escape de um gerador de rés-do-chão. (Em instalações futuras, as algas pode engolir CO2 emitido a partir de outros prédios.) Explosões de ar comprimido evitar que o crescimento de algas muito grosso, enquanto pequenas contas raspar o vidro e manter os organismos do apego a ele.
  3. Quando as algas reproduzir, eles emitem calor, o que significa que num dia ensolarado a água no bioreactor pode atingir 100 ° F. Que os cursos de água através de um trocador e aquece um segundo abastecimento de água, que circula através de tubos embutidos nos pisos para aquecer os quartos, ou para pré-aquecer a água utilizada nos chuveiros e cozinhas. água quente excesso é armazenado em oito furos 260-plus-pé-profundas sob o edifício. Ao todo, as algas do biorreatores produzir calorias suficientes para aquecer quatro apartamentos durante todo o ano.
  4. Pelo menos a cada semana, as algas são filtrados da água e transportado três milhas a uma universidade, onde são processados ​​para o metano e hidrogênio. Se eles foram queimados, eles poderiam ser usados ​​para gerar eletricidade, embora esta pode ser uma forma dispendiosa e ineficaz para negar as emissões de carbono.

Esse foi mais um dos Projetos apresentados no ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea. Um Curso gratuito que sempre está com inscrições abertas para estudantes e profissionais que buscam se atualizar.

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Museu do Corpo Humano

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Museu do Corpo Humano

 

Ficha Técnica

Arquitetura: BIG

Líder do Projeto: Gabrielle Nadeau

Coordenador do Projeto: Jakob Sand

Cliente: Ville de Montpellier

Arquiteto Local: A+ Architecture

Engenharia Estrutural + MEP: Egis Bâtiment Méditerranée

Paisagismo: Base

Consultor de Finanças: L’Echo

Consultor de Sustentabilidade: Celsius Environnement

Consultoria Acústica: Cabinet Conseil Vincent Hedon

Área: 7800.0 m²

Ano: 2018

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Resumo

Museu do Corpo Humano

BIG foi anunciado como o vencedor do concurso internacional para a nova Cité du Corps Humain (Museu do Corpo Humano) em Montpellier.

Radicado na longa história médica da cidade, com a escola de medicina de renome mundial, que data do século X, o museu de 7800 m² busca “explorar o corpo humano a partir de um enfoque artístico, científico e social através de atividades culturais, exposições interativas, performances e oficinas”.

Seu projeto, guiado por oito formas ondulantes que “se costuram” para criar um espaço contínuo subjacente, serviram como mediador entre a natureza e a cidade, o Parque Charpak e a prefeitura da cidade de Montpellier. As impressionantes vistas, acesso de luz do dia e conexões internas serão reveladas pelo volume inconstante do museu.

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“Como a mescla de duas substâncias incompatíveis – aceite e vinagre – o pavimento urbano e a grama do parque fluem juntos se abraçando mutuamente, formando bolsões em terraços com vistas para o parque, elevando ilhas de natureza acima da cidade. Uma série de pavilhões aparentemente singulares se costuram entre si para formar uma instituição unificada – como dedos individuais unidos em uma aderência mútua”, explica Bjarke Ingels.

A cobertura do museu funciona como um jardim ergonômico – uma paisagem vegetal e mineral dinâmica que permite aos visitantes explorar e expressar seus corpos de diversas formas – desde a contemplação à atuação, do relaxamento ao exercício.

As fachadas do Museu do Corpo Humano são transparentes, o que maximiza a conexão visual e física com o entorno. Na fachada sinuosa que oscila entre o Norte e Sul, Leste e Oeste, a orientação da gelosia varia constantemente, protegendo da luz solar enquanto se assemelha a padrões de uma impressão digital humana.

O júri, encabeçado pela prefeita da cidade, Sra. Hélène Mandroux, escolheu o BIG entre outras cinco equipes internacionais, pré-selecionadas, e elogiou o desenho do escritório por sua combinação de qualidades inovadoras, meio-ambientais e funcionais. O novo museu contribuirá ao rico patrimônio científico e cultural de Montpellier, que atrai a turistas, famílias, grupos de escolas, acadêmicos e amantes da arte.


Esse foi mais um dos Projetos apresentados no ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea. Um Curso gratuito que sempre está com inscrições abertas para estudantes e profissionais que buscam se atualizar.

Conheça: http://www.colegiodearquitetos.com.br/atelier-livre-de-arquitetura-contemporanea/

 

O Croqui na Arquitetura

Paulo Pinhal

Sou de um tempo em que, para ingressar no Curso de Arquitetura e Urbanismo tínhamos uma prova de qualificação chamada de LA – Linguagem Arquitetônica, onde o aluno tinha que saber pelo menos se expressar graficamente suas ideias e se este aluno não passasse nesta prova, não poderia ingressar no curso de arquitetura. Por conta do grande número de Cursos de arquitetura no Estado de São Paulo, são poucas as instituições que ainda fazem esta prova.

O que percebemos é que a nova geração de arquitetos antenados nas ferramentas digitais e suas facilidades de encontrarem projetos e componentes prontos, fazem com que tenhamos uma geração de profissionais que produzem projetos genéricos. Não são todos profissionais, pois temos dentro deste universo de arquitetos, os que assimilaram o “Processo dos antigos” e fazem a diferença. O que vem a ser o “Processo dos antigos”?. Nada mais é do que criar e desenhar a mão um projeto no papel, ou seja, elaborar um croqui.

O Desenho é uma linguagem universal e nem sempre temos em mão um Tablet, Notebook ou um Computador, no entanto, quando expressamos graficamente as nossas idéias, conseguimos compartilhar com o cliente ou com a mão de obra executora o que deverá acontecer. Fica menor a distância do que projetamos para o que é executado.

Este ano de 2016, o CDA – Colégio de Arquitetos resolveu oferecer para os seus alunos e ex-alunos e evoluimos e hoje temos  o Curso de Croqui (clique aqui para conhecer), para que retomemos o Processo dos antigos, e que possamos explorar a nossa criatividade brasileira. A partir do croqui elaborado deixamos a liberdade de escolha da melhor ferramenta digital que o arquiteto quiser usar.


Contato
Rua Boa Vista, 117 – Centro – Mogi das Cruzes – SP
Tel. (11) 2819-3776 | (11) 4726-1336
E-mail: cda@colegiodearquitetos.com.br

Saúde nas Habitações

Paulo Pinhal

Uma em cada quatro pessoas doentes no mundo sofre de algum mal relacionado as questões ambientais, que poderiam ser perfeitamente evitadas, revelou um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Casa doente, família doente. Alguns fatores contribuem para uma habitação saudável: Insolação e Ventilação.

A falta de insolação nos ambientes, contribui para a proliferação de fungos, que muitas vezes sãos os causadores de infecções respiratórias e alérgicas. O ideal é que tenhamos o sol entrando em nossos ambientes por pelo menos 20 minutos diários.

O aproveitamento da insolação, pode ser a solução para uma construção saudável. Um projeto com uma boa implantação da edificação no terreno, melhora a qualidade ambiental da habitação.

Outro fator que contribui para as doenças respiratórias é a umidade existente dentro do ambiente. Obras mal executadas causando umidades no teto, paredes ou pelo chão, criando ambientes favoráveis a criação de fungos e bactérias, tornando em alguns casos ambientes insalubres. A maneira de combater a umidade é por meio da ventilação interna e impermeabilização correta. As implantações corretas das portas e janelas, proporcionam ventilação adequada para a edificação evitando a umidade.

A participação efetiva de um arquiteto com projetos completos podem fazer toda a diferença para ter um ambiente saudável. Existem cursos que o CDA Colégio de Arquitetos oferece, que simulam os ambientes antes de construídos.

Antes de construir, consulte um arquiteto que ele está capacitado para transformar qualquer habitação em um ambiente saudável.


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Os sete princípios do Arquiteto da Felicidade

Os sete princípios do Arquiteto da Felicidade

 Texto de  Robert Jeferson de Melo e Silva

1. Seja mais que um arquiteto

Minha convicção é que a Felicidade é algo de tal importância na vida das pessoas que é impossível fazê-la caber dentro de um ofício e uma faculdade.

Então é preciso ser mais. Um arquiteto da felicidade tem que gostar de outras áreas para complementar a visão ampla que a felicidade exige.

É preciso gostar de filosofia, sociologia, política, geografia, direito, engenharia, pedagogia, administração, etc. É preciso compreender que a arquitetura só é capaz de atender a uma pequena fração das insatisfações da vida das pessoas.

Quando se tem a consciência daquilo que a arquitetura é realmente capaz de atender, é possível ter a dimensão exata do quão feliz pode ser o trabalho do arquiteto.

Os sete princípios do Arquiteto da Felicidade

2. Coloque Felicidade em tudo o que fizer

Assumir um compromisso com a Felicidade significa ser feliz em tudo o que a gente acredita e se propõe a fazer.

Significa que a felicidade deve estar presente desde o preparo de um bolo, quando for fazer compras, vestir uma roupa e, até num projeto de arquitetura.

Não basta somente projetar espaços eficientes ou ideais  se estes não fizerem parte importante da vida da pessoa. Quanto mais a felicidade fizer parte do que fazemos, mais natural serão os resultados das nossas ações e projetos.

3. Cuide de todas as dimensões do tipo de vida que valoriza

O segredo de uma vida feliz é alcançar o equilíbrio entre todas as dimensões que afetam a nossa felicidade.

É preciso ter atenção com dinheiro e padrão de vida, saúde, educação, trabalho, amigos e relacionamentos, cultura e lazer, sociedade e meio-ambiente e saber empenhar os recursos de tempo, financeiros e capacidade pessoal, voltados ao objetivo que cada um se propõe a seguir.

Ter a noção ampla de como cada um nos afeta é fator que dá a segurança necessária para desenvolver projetos mais eficientes e mais relacionados com o ser humano.

4. Busque uma vida mais feliz e desenvolvida

Não é possível viver a felicidade sem um objetivo a perseguir. Planejar onde quer se chegar é buscar em determinado tempo uma condição mais feliz e desenvolvida que no tempo presente.

Criar metas é um exercício diário de ousadia e paciência, onde nem sempre o objetivo é exatamente aquilo que no futuro alcançaremos.

Uma luz que se enxerga no fim de um túnel não significa necessariamente um único ponto. À medida que nos aproximamos, eles podem ser muitos pontos de luzes espalhados que nos obrigarão a fazer escolhas e rever planos em algum momento na vida.

Da mesma forma, os planos não podem ser tão rígidos que não se permitam uma reavaliação dos seus rumos. Mas o importante é tomar as decisões necessárias para continuar a persegui-lo.

5. Compartilhe seus ideais

A Felicidade não é um projeto pessoal de bem-estar. Se o fosse estaria condenado ao fracasso. É impossível ser feliz sozinho.

Então não nos resta outra escolha a não ser anunciar a paz, a liberdade e a felicidade para aqueles que nos cercam. Promover a felicidade significa usar de todos os meios possíveis de comunicação para fazer as pessoas refletirem e despertarem para esta busca.

É preciso fé e esperança num mundo melhor e que ele será tão mais feliz quanto nós permitirmos que ele se desenvolva para todos. Só assim teremos mais arquitetos, engenheiros, professores, médicos e toda a força de trabalho em prol de uma vida mais feliz e desenvolvida para todos.

6. Facilite a vida

A vida é tão feliz quanto mais simples ela se torna. Por mais nobre que seja a intenção, não é preciso desenvolver projetos mirabolantes e complexos para as pessoas. Elas não tem tempo para isso.

Facilitar não significa fazer no lugar da outra pessoa, e sim dar meios que ela possa fazer e alcançar seus objetivos pessoais. Não meça esforços em aperfeiçoar o modo que se comunica, reveja sempre o método, a linguagem, a forma de acesso, a gestão e formas de financiar a atividade.

Jamais duvide da inteligência do outro. Talvez ele tenha uma ideia mais simples que a sua.

7. Fortaleça os relacionamentos

Relações entre pessoas se dão através de diversas formas, sejam em negócios, no ambiente de trabalho, amizades, família  relacionamentos afetivos. Tanto no pessoal, como no profissional. Tanto no real, como no virtual.

O significado que imprimimos nas relações é que dão a medida de importância que as pessoas fazem para nós. Sendo a impressão uma ação intencional que fazemos no nosso ambiente, que ela seja a mais feliz possível.

É necessário dar significado as coisas que fazemos, celebrar momentos reais, dar presentes, promover atividades de encontro. Desde uma reunião de ocasião a uma gincana, são esses momentos que pontuam e marcam na nossa mente o quão felizes somos ou fomos.

Gostou da lista? Se identificou com alguns desses princípios?

Então seja um Arquiteto, Engenheiro, Advogado, Professor da Felicidade. Leve os princípios também para sua família, amigos, planejamentos de carreira, financeiros, relacionamentos e hábitos. pessoais

Uma vida mais feliz e um mundo mais desenvolvido depende daquilo que desejamos ser. Faça a felicidade morar na sua vida.

 

Fonte: http://arquitetodafelicidade.com.br

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Transformer House

Transformer House

O CDA sempre antenado no que acontece  pelo mundo. Veja este projeto de uma casa sobre um caminhão que se transforma. Projeto patenteado em 2010, onde mesmo não tendo legenda em português é possível entender o seu funcionamento.

No ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea que o CDA desenvolve todas as quintas feiras na UMC – Universidade de Mogi das Cruzes, são abordados e refletidos sobre projetos deste tipo.

Se você tem interesse de participar, faça a sua inscrição no site e venha. A atividade é gratuita e pode gerar um certificado.

Veja o vídeo…

O projeto russo, que informalmente é chamado de “Transformer House”, ainda não está sendo colocado em prática porque não há tecnologia suficiente para implementar totalmente a ideia. Provavelmente só veremos a sua aplicação daqui a uns anos, quando os avanços proporcionarem materiais mais leves e práticos de serem manuseados.

O objetivo desse projeto não é apenas proporcionar um método prático e rápido para erguer uma casa, mas oferecer abrigo em situações de emergência. Desastre naturais graves costumam destruir residências e deixar muitos desabrigados. Caso essa ideia se tornasse uma realidade, a formação de abrigos seria muito facilitada.

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Fonte: Tecnomundo


Esse foi mais um dos Projetos apresentados no ALAC – Atelier Livre de Arquitetura Contemporânea. Um Curso gratuito que sempre está com inscrições abertas para estudantes e profissionais que buscam se atualizar.

Conheça: http://www.colegiodearquitetos.com.br/atelier-livre-de-arquitetura-contemporanea/