O que é Anteprojeto ?

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O que é Anteprojeto ?

Anteprojeto é a  etapa intermediária do projeto arquitetônico que consiste em uma configuração definitiva da construção proposta. É formado por um conjunto de desenhos que representam o projeto com maior clareza e personalidade.

No anteprojeto são incorporados os dados necessários à sua aprovação pelo cliente e pela autoridade competente.

Situa-se entre o estudo preliminar e o projeto de execução, de modo que somente a partir do anteprojeto devem ser iniciadas as atividades dos projetos complementares (estrutura, elétrica e hidráulica).formation sketchup parisPara um projeto arquitetônico completo:

Para a realização de uma construção estruturada é de fundamental importância possuir um planejamento correto através de um projeto bem definido e aplicável. Nesse sentido, é essencial a elaboração de um Projeto Arquitetônico preliminar à construção, consistindo no levantamento de informações relevantes para a legalização junto à prefeitura e na elaboração de plantas, sendo estas:                           Planta Baixa;                                                                                                                           Planta de Situação;                                                                                                             Planta de Corte Longitudinal;                                                                                       Planta de Corte Transversal;                                                                                         Planta de Fachada;                                                                                                               Planta de Cobertura;                                                                                                           Planta de Localização do terreno;

Entenda um pouco mais sobre Projeto Arquitetônico:

1. INTRODUÇÃO
A palavra projeto significa, genericamente, intento, desígnio, empreendimento e, em acepção, um conjunto de ações, caracterizadas e quantificadas, necessárias à concretização de um objetivo. Embora este sentido se aplique a diversos campos de atividade, em cada um deles o projeto se materializa de forma específica.
O objetivo principal do Projeto de Arquitetura da Edificação é a Execução da Obra idealizada pelo arquiteto.
Essa obra deve se adequar aos contextos naturais e culturais em que se insere e responde às necessidades do cliente e futuros usuários do edifício.
As exigências do cliente e usuários se exprimem através do programa de necessidades que define metodicamente o objetivo do projeto.
2. OBJETIVOS
O presente documento tem por objetivo:
a) estabelecer parâmetros – base para fixação dos honorários profissionais respectivos;
b) discriminar os serviços incluídos e excluídos nos contratos que tenham por objeto Projeto de Arquitetura da
edificação.
c) Definir e caracterizar os principais elementos técnicos relacionados ao projeto, em especial, as fases que o
compõem, as informações necessárias ao seu desenvolvimento e os produtos finais/serviços que o
caracterizam.
3. CONTEÚDO ABRANGÊNCIA
3.1. Serviços Incluídos
O presente documento roteiriza o serviço de Projeto de Arquitetura da Edificação inclusa a coordenação/compatibilização dos projetos complementares listados nas letras E e F do item 3.2, abaixo.

3.2. Serviços Excluídos
Além do Projeto de Arquitetura da Edificação o arquiteto está técnica e legalmente habilitado à realização de outros serviços, excluídos do presente roteiro, entre os quais;
a) pesquisas, elaboração de programa de necessidades e similares;
b) levantamento arquitetônicos, urbanísticos, topográficos e geológicos (sondagens);
c) estudos de viabilidade (técnico – legal) arquitetônica, planos diretores urbanísticos e similares;
d) projeto de reforma, revitalização e restauração de edificações;
e) projetos de reparo, conservação/manutenção e limpeza de edificações;
f) projetos complementares de estrutura instalação hidrosanitárias (água quente e fria, esgotos e águas pluviais),
de gás, de proteção contra incêndio e de coleta de lixo, instalações elétricas e telefônicas, conforto ambiental, acústica, sonorização e luminotécnica, instalações de ar condicionado e exaustão mecânica, entre outros;
g) Projetos de paisagismo, arquitetura de interiores, decoração, mobiliário e comunicação visual;
h) Projetos de desenho urbano, loteamentos, remembramento / de terrenos e similares;
i) Planos urbanísticos;
j) Estudos da viabilidade econômico – financeira, estimativas de custos, Orçamento e similares;
l) Vistorias / perícias, laudos / pareceres, assessoria / consultoria e similares;
m) Fiscalização (técnica) de projetos (realizados por terceiros), em nome do cliente;
n) Gerenciamento (técnico,administrativo e financeiro) de projetos (realizados por terceiros), em nome do cliente;
o) Fiscalização de execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização da construção / construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante em nome do cliente;
p) Gerenciamento da execução de obras (realizadas por terceiros) ou fiscalização técnica, administrativa e financeira da construção/construtor, montagem/montador, fabricação/fabricante, em nome do cliente;
q) Execução de obras (construção/montagem/fabricação).

4. DOCUMENTOS RELACIONADOS
Os procedimentos, definições e serviços incluídos neste documento, configuram o parâmetro – Base para a fixação dos honorários profissionais, conforme recomendado nas “Condições de Contratação e Remuneração do Projeto de Arquitetura da Edificação”.
Os valores ali fixados não remuneram os serviços excluídos (item 3.2) e os produtos finais/serviços opcionais (item 5.4) deste documento-roteiro.

5. DEFINIÇÕES
5.1. Gerais
a) obra: espaço/objeto a ser construído, fabricado ou montado;
b) projeto: conjunto de desenhos e documentos técnicos necessários à construção, fabricação ou montagem da obra; 1ª etapa de realização da mesma;
c) execução: conjunto de ações técnicas, baseadas no projeto, necessárias à construção, fabricação ou  montagem da obra; 2ª etapa de realização da mesma;
d) arquiteto: técnico contratado, responsável pelo projeto e/ou execução da obra;
e) cliente: pessoa física ou jurídica contratante dos serviços do arquiteto;
f) usuário: cada um daquele que utilizarão a obra projetada e/ou executada pelo arquiteto. Em alguns casos cliente e usuários coincidem;
g) programa de necessidades: documento que exprime as exigências do cliente e as necessidades dos futuros usuários da obra. Em geral, descreve sua função, atividades que irá abrigar, dimensionamento e padrões de qualidade assim como especifica prazos e recursos disponíveis para a execução. A elaboração desse programa deve, necessariamente, proceder o início do projeto, podendo entretanto, ser complementado ao longo de seu desenvolvimento.

5.2. Fases De Projeto
O projeto de arquitetura da edificação compreende as fases de Estudo Preliminar, Anteprojeto e/ou Projeto de Aprovação, projeto de Execução e Assistência à Execução da Obra que se caracterizam como blocos sucessivos de coleta de informações, desenvolvimento de estudos/serviços técnicos e emissão de produtos finais, objetivando, ao término de cada um deles:
a) avaliar a compatibilidade do projeto com o programa de necessidades, em especial no que se refere a:
• funcionalidade;
• dimensionamentos e padrões de qualidade;
• custos e prazos de execução da obra;
b) providenciar, em tempo hábil, as reformulações necessárias à concretização dos objetivos estabelecidos no programa de necessidades, evitando-se posteriores modificações que venham a onerar o custo do projeto e/ou da execução da obra;
c) construir o conjunto de informações necessárias ao desenvolvimento da fase subsequente.
O Estudo Preliminar constitui a configuração inicial da solução arquitetônica proposta para a obra (partido), considerando as principais exigências contidas no programa de necessidades. Deve receber a aprovação preliminar do cliente.
O Anteprojeto constitui a configuração final da solução arquitetônica proposta para a obra, considerando todas as
exigências contidas no programa de necessidades e o Estudo Preliminar aprovado pelo cliente. Deve receber a aprovação final do cliente.
O Projeto de Aprovação é uma sub-fase ao anteprojeto, desenvolvida, conforme o caso anterior, concomitante ou posteriormente a ele. Constitui a configuração técnico-jurídica da solução arquitetônica proposta para a obra considerando as exigências contidas no programa de necessidade, o Estudo preliminar ou Anteprojeto aprovado pelo cliente e as normas técnicas de apresentação e representação gráfica emanadas dos órgãos públicos (em especial, Prefeitura Municipal, concessionárias de serviços públicos e Corpo de Bombeiro). Nos casos especiais em que não haja necessidade de aprovação do, projeto pelos poderes públicos esta sub-fase deixa de existir.
O Projeto da Execução é o conjunto de documentos técnicos (memoriais, desenhos e especificações) necessárias à licitação e/ou execução (construção, montagem, fabricação) da obra. Constitui a configuração desenvolvida e detalhada do Anteprojeto aprovado pelo cliente.
A Assistência à Execução da Obra é fase complementar de projeto que se desenvolve concomitantemente à
execução da obra, não se confundindo com os serviços listados nas letras O, P e Q no item 3.2. Os serviços correspondentes a esta fase estão discriminados no item 6.4.
A cada fase do projeto de Arquitetura da Edificação correspondem fases correspondentes dos projetos complementares listados no item 3.2. letras E e F. A coordenação/compatibilização desses cabe ao arquitetos, sendo considerada serviços incluídos no presente documento.
Dependendo da complexidade da obra e do acordo prévio entre arquiteto e cliente, o Projeto de Arquitetura da Edificação poderá ser complementado pelos serviços listados no item 3.2.
5.3. Informações necessárias ao desenvolvimento do projeto
Para dar início a cada fase do projeto o arquiteto necessita de um conjunto de informações técnicas (dados, desenhos e documentos) imprescindíveis ao desenvolvimento da mesma. Parte dessas informações é fornecida pelo cliente, parte pesquisada pelo arquiteto, conforme especificado no item 6.
5.4. Produtos finais/serviços básicos e opcionais
Ao longo e/ou ao término de cada fase de projeto o arquiteto desenvolve estudos/serviços técnicos e emite e fornece ao cliente produtos finais (desenhos, documentos e especificações) que caracterizam a solução arquitetônica proposta para a obra.
Produtos finais/serviços básicos são aqueles indispensáveis à definição do projeto.
Produtos finais/serviços opcionais são aqueles que esclarecem, ilustram, elucidam e complementam o projeto.
Os honorários fixados nas “Condições de Contratação e Remuneração do Projeto de Arquitetura da Edificação”
não incluem a prestação/emissão desses serviços/produtos, devendo sua contração ser objeto de acordo à parte.

6. ROTEIRO BÁSICO
6.1. Estudo Preliminar
6.1.1. Informações
6.1.1.a. A cargo do cliente
a) programa de Necessidades, especificando:
• objetivo do cliente e finalidades da obra;
• prazos e recursos disponíveis para o projeto e a execução;
• características funcionais da obra, em especial:
– atividade que irá abrigar;
– compartimentação e dimensionamento preliminares;
– escala de proximidades espaciais;
– população fixa e variável (por compartimento);
– fluxos (de pessoas, veículos, materiais)
• mobiliário, instalações e equipamentos básicos (por compartimento);
• padrões de construção e acabamento;
• recursos técnicos disponíveis para a execução: materiais, mão–de-obra, sistemas construtivos;
• modalidade de contratação de execução e porte do construtor/montador/fabricante.
b) Informações sobre o terreno e seu entorno, em especial:
• Escrituras;
• Levantamento topográfico plani-altimétrico detalhado, em escala adequada, indicando os limites do terreno (dimensões lineares e angulares), as construções vizinhas e internas ao terreno, o arruamento e as calçadas limítrofes, os acidentes naturais (rochas, cursos d’água, etc.), a vegetação existente (locação e especificação
de árvores e massas arbustivas) e o Norte verdadeiro;
• Levantamento arquitetônico detalhado, em escala adequada, de construções porventura existentes no interior
do terreno;
• Sondagem geológica a dados sobre drenagem visando subsidiar a concepção estrutural e o projeto de
fundações da obra.
6.1.1.b. A Cargo do Arquiteto
a) programa de necessidades:
• revisão e eventual complementação.
b) informações sobre o terreno e seu entorno, em especial:
• documento cadastrais (projetos de alinhamento e loteamento, levantamentos aerofotogramétricos e outros);
• fotos do terreno e seu entorno;
• dados geo-climáticos e ambientais locais, em especial, temperaturas, pluviosidades, insolação, regime de ventos e marés (para terrenos a beira-mar) e níveis de população sonora, do ar, do solo e das águas);
• dados urbanísticos do entorno do terreno, em especial, uso e ocupação do solo, padrões arquitetônicos e
urbanísticos, infra-estrutura disponível, tendências de desenvolvimento e planos governamentais para a área e, condições de tráfego e estacionamento.
c) legislação arquitetônica e urbanística (municipal, estadual e federal) pertinente, em especial:
• restrições de uso;
• taxas de ocupação e coeficientes de aproveitamento;
• gabaritos;
• alinhamentos, recuos e afastamentos;
• número de vagas de garagem;
• exigências relativas a tipos específicos de edificação e outras exigências arquitetônicas das Prefeituras Municipais, Corpo de Bombeiros, Concessionárias de Serviços Públicos, Ministérios da Marinha, Aeronáutica, Trabalho e Saúde e Órgãos de Proteção ao Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, entre outros.
6.1.2. Produtos Finais / Serviços Básicos:
• memorial: descreve e justifica a solução arquitetônica proposta relacionando-a ao Programa de necessidade, às características do terreno e seu entorno, à legislação arquitetônica e urbanística pertinentes e/ou a outros fatores determinantes na definição do partido adotado;
• planta de situação: representa a implantação da obra no terreno indicado, em especial, acessos, posição e orientação da(s) edificação (ões) e principais, elementos arquitetônicos (estacionamentos, piscinas, quadras esportivas, castelos d’água e/ou outros), recuos e afastamentos, cotas e níveis principais e quadro, geral de áreas (totais, por setor, pavimento e/ou bloco, úteis e/ou construídas, conforme o caso);
• plantas e cortes gerais: representam a compartimentação interna da obra indicando, em especial, a localização, inter-relacionamento e pré-dimensionamento de ambientes, circulações (verticais e horizontais) e acesso;
• fachadas principais: representam a configuração externa da obra indicando seus principais elementos, em especial esquadrias;
• coordenação dos estudos preliminares complementares.
6.1.3 Produtos Finais / Serviços Opcionais:
• perspectivas e/ou maquete de massas: representam a configuração espacial global da obra, sua implantação no terreno e relacionamento com o entorno construído;
• desenhos promocionais: perspectivas adicionais (internas e/ou externas) e plantas e/ou humanizadas (com indicação de mobiliário e equipamentos básicos), entre outros;
• especificação preliminar dos principais materiais e acabamentos;
• estudos preliminares complementares: de Estrutura, Instalações, paisagismo e/ou Arquitetura de Interiores, entre outros listados no item 3.2, letras F e G;
• estimativa preliminar de custos: baseada, em geral, nos custos correntes do metro quadrado da
construção, custos globais dos serviços ou critério equivalente, consideradas as características da obra.
6.2. Anteprojeto
6.2.1. informações:
a) Todas as informações listadas no item 6.1.1;
b) Os Estudos Preliminares aprovados pelo cliente.
6.2.2. Produtos Finais / Serviços Básico.
• Plantas de situação: define a implantação da obra no terreno locando e dimensionado em especial, a(s) edificação(ões), acessos, áreas livres e demais elementos arquitetônicos. Indica afastamentos, recuos, investiduras, área “non aedificandi” e servidões, cotas gerais e níveis de assentamento, áreas totais e/ou
parcial, úteis e/ou construídas, conforme a necessidade;
• plantas baixas: definem, no plano horizontal, a compartimentação indicando a designação, localização, interrelacionamento e dimensionamento finais (cotas, níveis acabados e áreas) de todos os pavimentos, ambientes, circulações e acessos. Representam a estrutura, alvenarias, tetos rebaixados, revestimentos,
esquadrias (com sistema de abertura), conjuntos sanitários e equipamentos fixos;
• planta(s) de cobertura: define(m) sua configuração arquitetônica indicando a localização e dimensionamento
finais (cotas e níveis acabados) de todos os seus elementos. Representa(m), conforme o caso, telhados,
lajes, terraços, lanternins, domus, calhas, caixas d’água e equipamentos fixos;
• cortes gerais: definem, no plano vertical, a compartimentação interna da obra e a configuração arquitetônica
da cobertura indicando a designação, localização, inter-relacionamento e dimensionamento finais (alturas e
níveis acabados) de pavimentos, ambientes, circulações e elementos arquitetônicos significativos.
Representam a estrutura, alvenarias, tetos rebaixados, revestimentos, esquadrias (com sistema de abertura)
e, conforme o caso, telhados, lanternins, “sheds”, domus, calhas, caixas d’água e equipamentos fixos;
• fachadas: definem a configuração externa da obra indicando todos os seus elementos, em especial, os acessos. Representam a estrutura, alvenarias, revestimentos externos, esquadrias (com sistema de abertura) e conforme o caso, muros, grades, telhados, marquises, toldos, letreiros e outros componentes arquitetônico
significativos;
• especificações: definem os principais materiais e acabamentos, em especial, revestimentos de fachadas e pisos, paredes e tetos de todos compartimentos. A critério do arquiteto, porém ser apresentadas sob diversas formas, por exemplo:
a) grafadas nos próprios desenhos (plantas, cortes e fachadas);
b) em um quadro geral de materiais e acabamentos e/ou;
c) sob a forma de texto (memorial de especificações);
• coordenação dos anteprojetos complementares
6.2.3. Produtos Finais / Serviços Opcionais:
• maquete;
• perspectivas;
• anteprojetos complementares de Estrutura, Instalações, Paisagismo e/ou Arquitetura de Interiores, entre
outros listados no item 3.2., letras F e G;
• orçamento estimativo: baseado nos Anteprojetos de Arquitetura e complementares, pré-dimensiona quantidades e custos de materiais e serviços (mão-de-obra) necessários à realização da obra.
6.3. Projeto(s) de Aprovação
6.3.1. Informações:
a) todas as informações listadas no item 6.1.1;
b) os estudos preliminares aprovados pelo cliente, caso o Projeto de Aprovação seja desenvolvido anterior ou concomitantemente ao Anteprojeto; ou (ver a definição de PA, no item 5.2.)
Os anteprojetos aprovados pelo cliente, caso o Projeto de Aprovação seja desenvolvido posteriormente ao Anteprojeto.
c) as normas de apresentação e representação gráfica emanadas dos órgãos públicos.
6.3.2. Produtos Finais / Serviços Básicos:
Variáveis caso a caso, conforme as exigências dos órgãos públicos e concessionárias envolvidos. Inclui-se com serviços básicos a coordenação dos Projetos de Aprovação complementares.
6.3.3. Produtos Finais / Serviços Opcionais:
• projetos de aprovação de estrutura, instalações e outros, quando exigidos;
• revisão do projeto de aprovação, conforme o executado (as built legal); ver item 6.5.3.
6.4. Projeto de Execução
6.4.1. Informações:
a) todas as informações listadas no item 6.1.1.;
b) os anteprojetos aprovados pelo cliente e os projetos de aprovação aprovados pelos órgãos públicos; ou
(ver item 5.2.)
Os anteprojetos aprovados pelo cliente, nos casos especiais em que não haja necessidade de aprovação de projetos pelos poderes públicos.
6.4.2. Produtos Finais / Serviços Básicos:
• planta de situação / locação: define detalhadamente a implantação da obra no terreno locando e dimensionando todos os elementos arquitetônicos, em especial, edificação(ões), acessos, vias, áreas livres, muros, piscinas, quadras e/ou outros, variáveis caso a caso.
Indica afastamentos, cotas gerais e parciais e níveis de assentamento;
• plantas baixas (ou de alvenaria): definem detalhadamente, no plano horizontal, a compartimentação interna da obra indicando a designação, localização, inter-relacionamento e dimensionamento (cotas e níveis acabados e/ou em osso) de todos os pavimentos, ambientes, circulações, acessos e vãos (em especial, de esquadrias).
Representam a estrutura, alvenarias (em osso ou acabadas), tetos rebaixados, forros, enchimentos e, conforme o caso, revestimentos, esquadrias (com sistema de abertura), conjuntos sanitários, equipamentos fixos, de elementos dos projetos complementares, em especial, de instalações (tomadas, pontos de luz, shafts, prumadas, etc.). Indicam todos os elementos especificados e/ou detalhados em outros documentos/desenhos:
• planta(s) de cobertura: define(m) detalhadamente sua configuração arquitetônica indicando a localização e dimensionamento (cotas e níveis acabados e/ou em osso) de todos os seus elementos. Representa(m), conforme o caso, telhados, lajes, terraços, lanternins, domus, calhas, caixas d’água e equipamentos fixos. Indicam todos os elementos especificados e/ou detalhados em outros documentos/desenhos;
• cortes gerais e/ou parciais: definem detalhadamente, no plano vertical, a compartimentação interna da obra e a configuração arquitetônica da cobertura indicando a designação, localização, inter-relacionamento e dimensionamento (alturas e níveis acabados e/ou em osso) de todos os pavimentos, ambientes, circulações, vãos e outros elementos arquitetônicos significativos.
Representam a estrutura, alvenarias (em osso ou acabados), tetos rebaixados, forros, enchimentos e, conforme o caso, revestimentos, esquadrias (com sistema de abertura), conjuntos sanitários, telhados, lanternins, “sheds”, domus, calhas, caixas d’água, equipamentos fixos e elementos dos projetos complementares (ar-condicionado e exaustão, por exemplo). Indicam todos os elementos especificados e/ou detalhados em outros documentos/desenhos.
• Fachadas: definem detalhadamente a configuração externa da obra indicando todos os seus elementos.
Representam a estrutura, alvenarias, revestimentos externos (com paginação), esquadrias (com sistemas de abertura) e, conforme o caso, muros, grades, telhados, marquises, toldos, letreiros e outros componentes arquitetônicos significativos. Indicam todos os elementos especificados e/ou detalhados em outros documentos/desenhos;
• Plantas de teto refletido: quando necessárias, definem detalhadamente a paginação de tetos rebaixados e forros indicados os seus elementos. Representam, conforme o caso, a estrutura (pilares e vigamento) alvenarias e elementos dos projetos complementares (luminárias, aerofusos e “sprinklers”, por exemplo).
• Plantas de piso: quando necessárias, definem detalhadamente a paginação de pavimentações e pisos elevados indicando todos o seus elementos. Representam, conforme o caso, a estrutura (pilares), alvenarias e elementos dos projetos complementares (tomadas de piso e raios, por exemplo.
• Elevações; quando necessárias, definem detalhadamente a paginação de revestimentos de paredes indicando todos os seus elementos. Representam, conforme o caso, a estrutura (vigas e lajes), alvenarias, esquadrias e elementos dos projetos complementares (quadros de luz, por exemplo).
• Detalhes: desenvolvem e complementam as informações contidas nos desenhos acima relacionadas.
Representam em plantas, cortes, elevações e/ou perspectivas, definindo-os, todos os elementos arquitetônicos necessários à execução da obra. Em geral, compreendem:
– ampliações de compartimentos, em especial, banheiros, cozinhas, lavanderias, saunas, áreas molhadas.
– detalhes de construção, fabricação e/ou montagem de:
– quadras, pistas e campos de esportes;
– piscinas, lagos e fontes;
– muros, jardineiras, bancos e outros elementos paisagísticos;
– escadas e rampas;
– painéis de elementos vazados (cobogós), tijolos de vidros e alvenarias especiais;
– revestimentos e pavimentações;
– impermeabilizações e proteções (térmicas, acústicas, etc.);
– bancas e bancadas;
– soleiras, peitoris, chapins, rodapés e outros arremates;
– telhados (estrutura e telhamento);
– domus, lanternis e “sheds”;
– esquadrias;
– balcões, armários, estantes, prateleiras, guichês e vitrines;
– forros, lambris e divisórias;
– grades, gradis e portões;
– guardas-corpos e corrimãos.
Em projetos mais complexos, alguns detalhes são objeto de projetos especiais, por exemplo:
– cozinhas industriais e lavanderias automatizadas (mobiliário, equipamento e instalações especiais);
– muros, jardineiras, lagos e campos esportivos (paisagismo) ;
– proteção térmo-acústicas (conforto ambiental, acústica);
– revestimentos internos (arquitetura de interiores).
Conforme a natureza dos materiais especificados, os detalhes são, em geral, agrupados em seções, a saber:
– detalhes gerais (em concreto, alvenaria, argamassa, mármores e granitos, materiais cerâmicos, plásticos e borrachas, produtos sintéticos e outros;
– detalhes de carpintaria e marcenaria (madeira);
– detalhes de serralheria (ferro, alumínio e outros metais);
– detalhes de vidraçaria.
Conforme o grau de industrialização dos componentes, os detalhes podem ser:
– executivos
– esquemáticos
Neste último caso, os detalhes executivos são elaborados pelo fabricante do componente e aprovados pelo arquiteto; por exemplo:
– esquadrias de alumínio
– forros industrializados
• especificações: definem detalhadamente todo os materiais, acabamentos e normas para a execução de serviços, necessários à execução da obra. Em geral são apresentadas:
a) detalhadamente, em um caderno de encargos composto de:
– normas de contratação da execução da obra (direitos e deveres do cliente, fiscal ou gerente; do arquiteto e do executor);
– especificação de serviços (normas de execução)
– coordenação dos projetos de execução complementares.
6.5.3. Produtos Finais / Serviços Opcionais:
• plantas e/ou cortes de terraplanagem;
• anteprojetos complementares de estrutura, instalações, paisagismo e/ou arquitetura de interiores, entre outros listados no item 3.2, letras F e G;
• orçamento: define detalhadamente quantidade e custos de todos os materiais e serviços (mão-de-obra) necessários à execução da obra.
6.5. Assistência à Execução da Obra
6.5.1. Informações:
a) todas as informações listadas no item 6.1.1;
b) os projetos de execução.
6.5.2. Produtos Finais / Serviços Básicos:
• visitas ao canteiro de obras e/ou participação em reuniões técnicas visando o esclarecimento de dúvidas sobre o projeto e/ou sua eventual complementação;
• exame, para aprovação, de componentes manufaturados;
• substituição de desenhos e especificações, em caso de necessidade: falta de produtos no mercado, falência de fabricantes, retirada de produtos de linha ou outras situações excepcionais;
• revisão do projeto de execução (apenas os desenhos gerais – plantas de situação, baixas e de cobertura, cortes e fachadas, excluído o detalhamento) conforme o executado (“as buit” executivo), objetivando sua atualização arquitetônica para fins de cadastro e manutenção, ao término da construção ou montagem da
obra.
6.5.3. Produtos Finais / Serviços Opcionais:
• revisão do projeto de aprovação, conforme o executado (“as built” legal), objetivando sua regularização junto
aos órgãos públicos, ao término da construção, fabricação ou montagem da obra.
1- Capacitação
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O que As built?

dicionario1As Built é uma expressão inglesa que significa “como construído”. Na área da arquitetura e engenharia a palavra As Built é encontrada na NBR 14645-1, elaboração de “como construído” ou “As Built” para edificações.

O trabalho consiste no levantamento de todas as medidas existentes nas edificações, transformando as informações aferidas, em um desenho técnico que irá representar a atual situação de dados e trajetos de instalações elétricas, hidráulicas, estrutural, etc.as_builtDesta forma, cria-se um registro das alterações ocorridas durante a obra, facilitando a manutenção de futuras intervenções.

Vamos fazer um “as built” do edifício.

Esse termo é muito utilizado na área de Engenharia de Construção Civil e Arquitetura.                                                                                                               Durante a obra, o projeto sofre alterações que vão sendo revisadas também, e principalmente, na planta. Então, o documento começa na revisão zero e vai ganhando letras ou números cada vez que tem alterações. A revisão As Built, que traduzido seria “Como Construído” indica que é a revisão final, ou seja, que o desenho está finalizado de acordo com o projeto. Com isso, ele não deve mais sofrer modificações.                                                                                                         Todo projeto de construção civil é composto de diversos desenhos que, ao final são guardados em pastas que formam os registros e a radiografia daquela obra e isso só é possível quando todos os documentos receberam a revisão As Built2- Combo 1*Clique na imagem acima, para saber mais.

O que é Guarda fogo?

Guarda fogo é a denominação dada a uma parede construída entre prédios contíguos com paredes de meação, a fim de evitar a comunicação de fogo.

Sua função principal é de evitar a propagação de fogo em caso de incêndio em um dos prédios.  Também denominado corta-fogo.

Parede composta por 4 camadas de chapas RF (Resistência ao Fogo) de 15 mm, com 2 camadas de chapa sobrepostas em cada face. Com espessura total final de 108 a 150 mm, pé-direito variável de 3,00 a 5,60m, peso específico de 60Kg/m² e resistência ao fogo de 120 minutos, o desempenho acústico desta parede varia entre 43 dB (sem lã) a 56 dB (com lã).

parede resistente ao fogo é uma estrutura projetada para retardar a propagação de calor, fumaça e chamas durante um incêndio. Paredes resistentes às chamas devidamente construídas oferecem aos moradores mais tempo para desocupar o imóvel com segurança durante um incêndio, e ajudam a reduzir os danos à propriedade total. Retardando ou impedindo a propagação do fogo, estas paredes são construídas com materiais especiais, que foram desenvolvidos com tecnologia avançada.

É importante compreender que uma parede resistente ao fogo não é projetada para ser completamente à prova de fogo. Em vez disso, a parede construída de materiais específicos é classificada com base na quantidade de tempo que pode impedir a propagação do fogo. Em edifícios que estão localizados muito próximos um do outro, uma parede externa e resistente pode ter uma classificação de três horas, o que significa que é capaz de impedir a propagação do fogo por até três horas. Algumas paredes interiores só podem apresentam uma classificação de 20 minutos, dependendo do risco de incêndio, do número de saídas e da carga ocupante da estrutura.


3- Combo 2
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O que é Esquadro?

O que é esquadro ?

Refere-se a um instrumento utilizado em desenhos arquitetônicos, possui forma de um triângulo retângulo, ou de um L que seve para traçar linhas perpendiculares e algumas linhas inclinadas, também para medir e verificar ângulos retos.

Em geral, são feitos de acrílico ou plástico.  Tem-se notícia de que os primeiros a utilizar o esquadro foram os egípcios na construção das pirâmides.

Têm-se notícia que os primeiros a utilizar o esquadro foram os egípcios, tendo em vista que suas pirâmides são compostas de pedras perfeitamente esquadrejadas e com as bases perfeitamente esquadrejadas.

Os egípcios descobriram que utilizando uma corda marcada em intervalos iguais e tomando-se as medidas 3, 4 e 5 para os lados de um triângulo, obtinham um triângulo retângulo, onde os catetos menores eram os lados de 3 e 4 unidades e a hipotenusa o lado maior. Assim, usavam essas medidas para confeccionar triângulos de madeira com a forma muito parecida com os esquadros que conhecemos hoje em dia, utilizando os mesmos para manter a perfeição de suas construções.

O par de esquadros é usado como instrumento de desenho para solução de problemas de geometria gráfica. O par de esquadros é composto por um esquadro com 2 ângulos de 45º e outro com um ângulo de 30º e outro ângulo de 60º. Os esquadros são utilizados para traçar retas paralelas. Eles são diferentes na forma e na medida.

Num verdadeiro par de esquadros a hipotenusa do triângulo retângulo isósceles correspondente ao esquadro que tem os dois ângulos de 45° é congruente ao maior cateto do esquadro correspondente ao triângulo retângulo com ângulos de 30° e 60º.

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O que é Espaço Arquitetônico?

O que é espaço arquitetônico

É a definição dada a um espaço diferenciado e modificado pela presença de uma ou mais edificações construídas. branche_architectuurTambém é denominado um espaço arquitetônico aquele que tem seus próprios significados culturais, emocionais e psicológicos.Um espaço arquitetônico pode promover assim, diferentes e diversas sensações num indivíduo.

Configurar espaços arquitetônicos adequados é o objetivo principal da arquitetura. Conseguem-se auxiliando-se de elementos arquitetônicos. Se potenciam apoiando na configuração do meio (urbanismo) ou recreando ditos elementos (artes decorativas).

É percebido quando penetramos uma edificação, seja por habitantes ou espectadores. O espaço arquitetônico tem seus próprios significados culturais, psicológicos e emocionais. Por exemplo, podemos dizer que existem espaços arquitetônicos religiosos. Este espaço produz uma sensação de reflexão ou introspecção dedicados e necessários à sua função. Portanto, um espaço arquitetônico pode promover diversas sensações num indivíduo tais como religiosidade, proteção, segurança.

É definido também como a junção entre massa e volume, constatada em várias escalas diferentes, pode ter função específica, semelhante ou agrupada.

Espaços arquitetônicos singulares são: os pórticos, hipetros, celas, pátios, atrios, naos, criptas, etc.

conceito de espaço arquitetônico ao longo da história tem estado submetido a uma contínua reflexão e revisão por profissionais como arquitetos e historiadores da arte, fazendo notar suas diversas formas de pensamento, a partir da tradição, da teoria e a cultura arquitetônica do momento do desenvolvimento da obra; influindo também os usos políticos e culturais do momento e tudo ao mesmo tempo influído pelas muitas tentativas de definição de espaço dentro do âmbito da filosofia, a ciência e a arte ao longo da História.

O conceito do espaço converteu-se numa criação histórica, e quanto à Idade Moderna refere-se, o edifício e o meio que lhe rodeia tem intervindo de uma maneira muito especial em seu conceito. Isto é, em sua dupla dimensão arquitetônica e urbanística.É importante as relações que se estabelecem entre si e com o meio que lhes rodeia, atuando como elemento decisivo na Idade Moderna para arquitetos e urbanistas à hora de projetar as suas obras. Assim o reconhecia já no Quattrocento Leon Battista Alberti, o primeiro grande teórico do Renascimento, quando indicava que “a rua resultaria mais bela se todos os pórticos feitos do mesmo modo e os edifícios destinados a moradias, bem alinhados a um e outro lado,e não mais um que outro....”(De Re Aedificatoria, 1450). Alberti, também reivindicava um vínculo entre o edifício e seu espaço exterior do que dependia a criação do espaço urbano. E esta ideia acabou fazendo parte de uma nova ideia de construção de cidade a partir dos séculos XV e XVIII.

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O que é Escala?

Escala é a definição dada em arquitetura para a relação entre as medidas de um espaço ou edificação e a sua representação, usualmente gráfica. A necessidade de se utilizar a escala surge quando arquitetos precisam elaborar os projetos de suas obras, representando esta edificação.Como não são representados em suas dimensões reais, são representados em uma relação proporcional. É utilizada em desenhos arquitetônicos e também empregada na realização de maquetes.

Todo aquele que se dedica ao estudo de desenho técnico, seja qual for a especialidade, deve ter amplos conhecimentos sobre escalas de projetos arquitetônicos e a prática no seu emprego.

A necessidade do emprego de escalas de projetos arquitetônicos na representação gráfica surgiu da impossibilidade de representarmos, em muitos casos, em grandeza verdadeira, certos objetos cujas dimensões não permitem o uso dos tamanhos de papel recomendados pelas Normas Técnicas.

Nesses casos empregados escalas de redução; quando necessitamos obter representações gráficas maiores que os objetos, utilizamos escalas de ampliação.

Assim, os objetos podem ser desenhados com suas dimensões ampliadas, iguais ou reduzidas.

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O que é Escala Humana?

É a medida referente à relação existente entre as dimensões do espaço edificado e do homem. É comum o seu uso em relações de proporção e de escala do homem em relação à determinada edificação, sedo de escala humana ou uma escala não humana.                     Escala Humana  Num projeto arquitetônico pode-se inferir o tamanho dos objetos representados pela relação à sua volta. 

Mas o que significa a Escala Humana?

A origem deste termo pode ser vinculada à ativista estadunidense Jane Jacobs (1916-2006), que no início dos anos 60 liderou a oposição à construção de uma rodovia em Nova Iorque e outras iniciativas propostas pelo planejador urbano Robert Moses que acarretariam a destruição de bairros históricos e a remoção de seus residentes.

Em seu livro “Morte e vida das grandes cidades“, publicado em 1967, apenas algumas semanas antes de conseguir deter a obra da rodovia, Jacobs expõe seus argumentos a favor do zoneamento misto sustentando que “a presença na rua é a essência da vida e da segurança urbana” (Glaeser, 2011).

Esta afirmação foi justificada contrapondo o que acontece em uma região que possui edifícios em altura e uma com gabaritos mais baixos — esta última refletindo o que se chama de “escala humana”.

Neste sentido, a autora argumentava que no primeiro caso, os habitantes se tornam alheios à vida na rua e ao que acontece no nível do térreo, enquanto que no segundo exemplo, os pedestres têm a possibilidade de controlar visualmente o que acontece nas ruas próximas às casas, gerando assim mais segurança. Este último argumento foi conhecido anos depois como a teoria dos “olhos da rua”.

Nesta mesma linha, o arquiteto dinamarquês Jan Gehl, sócio fundador do escritório Gehl Architecs e que durante os últimos 40 anos se dedicou a estudar o comportamento dos seres humanos nas cidades, defendendo que a Escala Humana existe quando existe “vida entre os edifícios”.

Confirmar se isso existe ou não é possível através da observação, ponto de partida de sua metodologia de trabalho, que pode determinar como as pessoas usam o espaço público.

Segundo Gehl, esta “vida” é o que se pode denominar de Escala Humana, quando os habitantes possuem um campo de visão sem obstáculos por grandes construções, quando os pedestres podem se deslocar de maneira segura em uma velocidade real, por exemplo a 5 km/h, em comparação com os 60km/h dos veículos, e quando são projetados e construídos lugares em que as pessoas não se sintam diminuídas.

A estas definições é possível agregar uma terceira mais recente, com uma visão mais cidadã, defendida pelo Project for Public Spaces (PPS).

Neste sentido, a organização promotora do placemaking, isto é, da construção de lugares através da participação comunitária, considera que a percepção tem um papel importante nesta questão, defendendo que “a escala humana em uma determinada comunidade depende do que esta comunidade percebe como escala humana”.

Além disso, argumenta que “não somos contra os arranha céus, o desenvolvimento, apartamentos de luxo, ou os automóveis. Somos a favor de lugares. Mas, na prática, isso significa que fazemos oposição aos projetos que destroem ou impedem a criação de espaços de qualidade. Não existe uma escala humana, mas através da participação em um processo de placemaking, podemos encontrar a escala que funciona para cada comunidade”.

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O que é Desenho Arquitetônico?

O desenho arquitetônico é a representação gráfica das projeções verticais e horizontais do projeto arquitetônico, que correspondem às plantas baixas, fachadas, vistas, cortes, elevações, em determinadas escalas que possibilitam a leitura e a execução do projeto.  O desenho arquitetônico, portanto, manifesta-se como um código para uma linguagem que é estabelecida entre o emissor (o desenhista ou projetista) e o receptor (o leitor do projeto).              Desenho ArquitetônicoO desenho arquitetônico também costuma se constituir de uma profissão própria que são os desenhistas técnicos, comuns nos escritórios de projetos.

O desenho começou a ser usado como meio preferencial de representação do projeto arquitetônico a partir do Renascimento. Apesar disso, ainda não havia conhecimentos sistematizados de geometria descritiva, o que tornava o processo mais livre e sem nenhuma normatização.

Com a Revolução Industrial, os projetos das máquinas passaram a demandar maior rigor e precisão e consequentemente os diversos projetistas necessitavam agora de um meio comum para se comunicar e com tal eficiência que evitasse erros grosseiros de execução de seus produtos. Desta forma, instituíram-se a partir do século XIX as primeiras normas técnicas de representação gráfica de projetos, as quais incorporavam os estudos feitos durante o período de desenvolvimento da geometria descritiva, no século anterior. Por este motivo, o desenho técnico (e, portanto, o desenho de arquitetura) era naquele momento considerado um recurso tecnológico imprescindível ao desenvolvimento econômico e industrial.

A normatização hoje está mais avançada e completa, embora o desenho arquitetônico tenha passado a ser executado predominantemente em ambiente CAD (ou seja, em formato digital). Por outro lado, para grande parte dos profissionais, o desenho à mão ainda é a génese e o principal meio para a elaboração de um projeto.

A representação gráfica do desenho em si corresponde a um conjunto de normas internacionais (sob a supervisão da ISO). Porém, geralmente, cada país costuma possuir suas próprias versões das normas, adaptadas por diversos motivos.

No Brasil, as normas são editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sendo as seguintes as principais:

  • NBR-6492 – Representação de projetos de arquitetura
  • NBR-10067 – Princípios gerais de representação em desenho técnico

Cabe notar, no entanto, que se por um lado recomenda-se a adequação a tais normas quando da apresentação de desenhos para fins de execução de obras ou em situações oficiais (como quando os profissionais enviam seus projetos à aprovação em prefeituras), por outro lado admite-se algum nível de liberdade em relação a elas em outros contextos. Durante o processo de elaboração e evolução do projeto, por exemplo, normalmente os arquitetos utilizam-se de métodos de desenho próprios apropriados às suas necessidades momentâneas, os quais eventualmente se afastam das determinações das normas. Esta liberdade se dá pela necessidade de elaborar desenhos, que exijam uma facilidade de leitura maior por parte de leigos ou para se adequarem a diferentes publicações, por exemplo.

Para que a (futura) realidade do projeto seja bem representada, faz-se uso dos diversos instrumentos disponíveis no desenho tradicional, na geometria euclidiana e na geometria descritiva. Basicamente, o desenho arquitetônico manifesta-se principalmente através de linhas e superfícies preenchidas (tramas).

Costuma-se diferenciar no desenho duas entidades: uma é o próprio desenho (o objeto representado, um edifício, por exemplo) e o outro é o conjunto de símbolos, signos, cotas e textos que o complementam.

As principais categorias do desenho de arquitetura são: as plantas, os cortes e secções e as elevações (ou alçados).

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O que é Curva de Nível?

Refere-se à linha traçada em plantas que indicam o relevo do terreno. É chamada de “curva”, pois normalmente a linha que resulta do estudo das altitudes de um terreno são geralmente manifestadas por linhas curvas.Curva de nívelÉ representada na planta de metro em metro ou a cada 5 metros, de acordo com a precisão requerida. A curva de nível é obtida através da projeção horizontal da interseção do terreno com um plano horizontal, o que resulta em uma linha curva e que passa por todos os pontos do terreno que têm a mesma altitude.

Numa planta topográfica, uma curva de nível caracteriza-se como uma linha imaginária que une todos os pontos de igual altitude de uma região representada. É chamada de “curva” pois normalmente a linha que resulta do estudo das altitudes de um terreno são em geral manifestadas por curvas.

São associadas a valores de altitude em metros (m)

Portanto, a curva de nível serve para identificar e unir todos os pontos de igual altitude de um certo lugar.

Esta pode ser interpretada como uma batata, se a cortarmos em camadas, depois gradualmente desenharmos cada “camada” da batata em uma folha de papel, poderemos interpretar o desenho como uma planta de altitudes de um lugar. Se repetirmos o acto varias vezes no mesmo papel poderemos unir os pontos de iguais altitudes formando uma curva de nível.

As curvas de nível indicam uma distância vertical acima, ou abaixo, de um plano de referência de nível. Começando no nível médio dos mares, que é a curva de nível zero, cada curva de nível tem um determinado valor. A distância vertical entre as curvas de nível é conhecida como equidistância, cujo valor é encontrado nas informações marginais da carta topográfica.

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O que é Cota?

É a denominação dada a toda e qualquer medida expressa em plantas arquitetônicas. É a linha onde marcam os pontos que limitam um ambiente ou uma parede, especificando nesta o seu valor, normalmente expresso em metros.CotaO projeto que apresenta todas as cotas necessárias à sua execução é chamado de um projeto cotado.

A cotagem em desenho arquitetônico contempla as especificações contidas nas normas técnicas NBR 10126/ 87 e NBR 6492/ 94, principalmente.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas, a definição de cotagem é a seguinte:“Representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico, numa unidade de medida.”

Esta característica pode ser uma dimensão como comprimento, raio, diâmetro, corda, arco; ângulo (no caso de chanfros – que equivalem às paredes que formam ângulos diferentes de 90º no desenho arquitetônico – ou seções circulares); forma ou posição junto a um sistema de coordenadas. Uma cota pode incluir estas diferentes características, se necessário.

Cotas devem ser aplicadas toda vez que se fizer necessário – sem redundâncias, com muitas cotas definindo o mesmo elemento – para descrever completamente, de maneira clara, uma parte relevante. Na aplicação destas cotas, é importante colocá-las na vista ou corte que melhor represente o detalhe em que se deseja cotar. Nos cortes, apenas as cotas verticais são demonstradas.

As cotas são construídas com a utilização das linhas auxiliares, linhas de cota (que seguem a norma NBR 8403), limites específicos entre linha de cota e a respectiva cota, e indicadores. Linhas auxiliares ou de extensão (1) são aquelas que despontam, após um pequeno espaço, dos limites do elemento a ser cotado; podem ser usadas linhas do desenho para este fim, o que não ocorre com linha de cota. Linhas de cota (2) são paralelas à parede ou vão de janela a ser cotada, onde, pouco acima, sem ser tocadas, são dispostas as informações da cota. Nos limites entre linhas de cota e auxiliares, no desenho arquitetônico, são usados traços oblíquos a 45º ou pontos, ambos grafados mais fortemente (3). Indicadores (como omodelo em vermelho) servem para cotar em locais mais convenientes quando da falta de espaço. Veja todos estes elementos no exemplo:

Por mais que seja possível usar as linhas do desenho como linhas auxiliares, se deve buscar cotar ao máximo fora do desenho, sempre dispondo as informações para a leitura na base-direita da folha. Estas informações devem ser em algarismos maiúsculos ou números sempre não inclinados. Para o uso de softwares gráficos, se recomenda fontes como Arial ou Romand, que são mais limpas e menos rebuscadas, facilitando a leitura. Os caracteres inseridos devem ter tamanho suficiente para garantir a legibilidade no documento original e em possíveis cópias reduzidas. A norma NBR 6492 contempla apenas o uso de réguas com letras como instrumento, sendo a fonte demonstrada semelhante à Arial Rounded MT Bold:

As dimensões de vãos de portas e janelas que são cotadas correspondem ao vão após o acabamento, que irá receber as respectivas esquadrias. Estas recebem um código alfanumérico, na forma En, sendo E a letra inicial da esquadria (P ou J) e n um número natural que serve de índice para aquele tipo de esquadria. Usa-se o mesmo código para esquadrias iguais. Através deste código, podem ser referenciadas em uma tabela opcional as dimensões principais das esquadrias, material, tipo e quantidade. As dimensões citadas são: largura da esquadria, altura da esquadria e altura do peitoril (no caso de portas, quando igual à zero, pode ser omitida). A altura do peitoril é definida com base no nível acabado interno. Veja algumas formas de representação, sendo a forma L X H / P a via de regra:

Não se escrevem unidades de medida nas cotas. Todavia, estas unidades são normalizadas de acordo com as dimensões do elemento a ser cotado. De acordo com a ABNT, para comprimentos maiores que um metro, a unidade de medida da cota é o metro [m]. Se a cota for menor que um metro, a unidade de medida é o centímetro [cm]. Para especificações em milímetros [mm], utiliza-se a notação sobrescrito sublinhada para representar o valor da cota. Estas especificações não servem para cotagem de nível, que sempre possui o metro [m] como unidade.

A cotagem de nível utiliza os símbolos [1] e [2], sendo o primeiro utilizado em plantas, com a indicação de nível acabado e nível em osso da superfície, em relação a um plano estabelecido como marco zero. Abaixo deste, são usados níveis negativos e, trivialmente, positivos acima. O segundo é usado em cortes e fachadas (sendo o único tipo de cotagem aceito nesta última), apesar de que o símbolo [1] seja permitido. Nas cotagens de nível de cortes e fachadas, apenas interessa o nível acabado, não havendo especificação por sigla (N.A. ou N.O.). Não se deve cotar o nível de cada degrau de uma escada, apenas de seus patamares.

Além de todas as regras de cotagem apresentadas, a maior de todas as regras é a legibilidade e funcionalidade na disposição dos elementos de construção das cotas, buscando ao mínimo possível que ocorram cruzamentos entre linhas de cota e auxiliares, linhas de cota/auxiliares/números com o desenho incluindo as hachuras; que as letras sejam limpas, isentas de detalhes curvos e rebuscados. A funcionalidade exigida na elaboração das cotas se faz necessária pensando nas etapas de execução do projeto arquitetônico descrito, de forma que não sobre margens para futuros cálculos.

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