Oscar Niemeyer

Oscar Niemeyer

AD Interviews: Oscar Niemeyer

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Entrevista por  David Basulto

Oscar Niemeyer

A última parte do nosso dia no Brasil, comemorando o aniversário de 104 do renomado arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer e o lançamento de Archdaily Brasil: Uma entrevista exclusiva com o próprio Sr. Niemeyer.

– Como você começou seu escritório?

Meu escritório em uma Copacabana, a única que eu tenho foi aberto e organizado para atender, desde o início dos anos 50, a crescente demanda. Nos últimos 13 anos tenho sido o arquiteto só aqui “no trabalho”, a fase inicial do projetos é feito por mim, até o projeto básico, e então eu confio o seu desenvolvimento para outros escritórios de arquitetura, especialmente os dirigidos por meu amigo  Jair Valera e minha neta querida, Ana Elisa.

– Para você, o que é Arquitetura?

Na minha opinião, a arquitetura é invenção. E sob esse prisma é como eu faço meus projetos, sempre em busca de soluções bonita, expressiva, diferente e surpreendente.

– Você foi muito ativo durante um período de mudanças políticas e sociais. Qual deve ser o papel dos arquitetos na nossa sociedade?

O arquiteto é um cidadão como qualquer outro, sempre aberto para atender qualquer tipo de programa apresentado a ele, e ser constantemente conscientes da necessidade da sociedade de mudar, de promover um mundo justo e solidário.

– Qual é a importância da inovação para o seu escritório?

Nosso escritório está perseguindo constantemente a inovação, tentando manter o meu próprio estilo livre de arquitetura mais aberta, mais pessoal e suave, que eu faço há mais de seis décadas. Através de meus desenhos tenho dados aos engenheiros a oportunidade de inovar em seu campo, como o meu amigo José Carlos Sussekind, reconhecido como a pessoa responsável para as estruturas concebidas por mim no livro “Conversa de Amigos” – Editora Revan, Rio de Janeiro).

– Qual é a importância do networking para você?

Eles tornaram-se algo fundamental na nossa idade.

– Qual é a importância da Internet para o seu escritório?

Eu acho que a Internet é mais útil para os meus colegas e colaboradores do meu escritório – especialmente os que trabalham em nossa revista “Nosso Caminho” -. O que estou dizendo aqui também se aplica a Vera, minha esposa. É verdade que as pessoas que trabalham no escritório do Jair e da Ana Elisa aproveitam mais a rede mundial de computadores do que eu.

– O que você recomendaria a alguém que quer estudar Arquitetura?

Que nunca deixe as disciplinas mais técnicas enfraquecerem ou influenciar negativamente a intuição criativa do aluno. E nunca subestimar a importância da leitura: é preciso sempre ler, principalmente sobre temas não relacionados à profissão.

Quem aspira a ser um arquiteto precisa olhar para uma formação ampla e crítica, como profissional e como cidadão.

– Então, como se preparar para o mundo depois de estudar?

Para mim a leitura é fundamental. Eu expressei isso no meu livro “Ser e a Vida”, editado pelo meu amigo Renato Guimarães.

– O que você pode nos contar sua experiência após a partida e executando uma prática arquitetônica?

Eu consegui construir um escritório em Copacabana há 50 anos, e para mais de uma década eu era o único arquiteto. Eu elaborarava o projeto, definia o projeto básico e só então eu confiava para outro escritório para desenvolvê-lo – quase o tempo todo sob a direção de minha neta Ana Elisa e meu bom amigo Jair Valera, como eu disse antes.

Para gerenciar cada projeto é algo muito pessoal e, portanto, relacionados com as minhas decisões. Tudo funciona muito bem no meu escritório. É uma decisão que parece manter uma arquitetura livre, mais leve, focado na busca da beleza, a surpresa da arquitetura. Uma arquitetura que tenho defendido há muito tempo.

– Qual é a sua visão sobre o estado atual da arquitetura brasileira?

Estou muito consciente sobre o nível de qualidade que tem sido alcançado por arquitetos brasileiros e estrangeiros. Cada arquiteto deve ter sua arquitetura, e de crescer, de forma independente, sua intuição criativa e para evitar repetição.

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Espaço das Artes

 

Espaço das Artes

Nas reuniões da criação da Associação Pró Museu tivemos a participação de artistas que comercializam seus trabalhos em Praças Públicas, Hall de Hipermercados e Shoppings e que teceram criticas ao espaço pela preocupação com a elitizaçProposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzesão do Museu de Artes pretendido.

Espaço das Artes

                A proposta do Museu de Artes ocorre em um processo diferente do que acontece na maioria dos Museus cujas atividades e funcionalidades são ditadas pelos Investidores ou pelo Poder Público sendo que o artista e usuário tem pouca participação na criação destes espaços. Nossa proposta por ter nascido da vontade popular esta aberta para todas as criticas e ideias que surgem, escolhendo as melhores para a viabilização deste projeto. Continue lendo Espaço das Artes

Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes               Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes, cidade quatrocentona em idade e população tem em sua história vários artistas plásticos que por aqui viveram ou passaram, sendo que alguns alcançaram sucesso alem fronteiras e outros morreram no anonimato.

A Cidade por si esquece completamente que o último Salão de Arte ocorreu em 1970, denominado de Mogi Arte, na recém inaugurada Biblioteca Municipal onde antes era o Itapety Clube, em cima do Cine Urupema. Da década de 70 e com uma Exposição dos Gravadores na inauguração do Colégio São Marcos, na Rua Senador Dantas na década de 80, Mogi mergulhou em um ostracionismo de apresentações de arte que desvalorizam o grande número de artistas que hoje expõem em Hall de Teatro, Rodoviária, Shopping, Hipermercado e Praças, ferindo a dignidade e desvalorizando as obras dos artistas Mogianos.

A proposta da criação de um Museu de Artes para a cidade de Mogi das Cruzes, independente de local ou mesmo de nomenclatura esta mais ligada à questão de que os artistas também são cidadãos, pagam impostos e precisam de um espaço para que possa mostrar seus trabalhos. Por outro lado os cidadãos precisam ter contato com as artes em todas as suas manifestações, pois elas são os espelhos da alma, um registro dos sentimentos contemporâneos e históricos.

Partindo do efeito causado na rede social, onde atingiu centenas de milhares de pessoas, com um grande número de compartilhamentos e comentários favoráveis à criação de um Museu de Artes para Mogi das Cruzes, aconteceu uma primeira reunião presencial com o objetivo de ver o intercambio entre o virtual e o real. Artistas, Intelectuais, Historiadores e Professores compareceram e concordaram com a criação de uma Associação Pró-Museu.

Associação Pró-Museu

                Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

A proposta da Associação Pró-Museu é a composição de Entidades representativas da Sociedade civil mais a Secretária da Cultura, no sentido de estabelecer diretrizes para o futuro Museu de Artes.

Considerando o Museu de Artes como um espelho do mundo, repleto de possibilidades surpreendentes ao encontro de passagens misteriosas que levam a ambientes desconhecidos, onde todas as questões do universo podem ser descobertas;

Considerando Museu de Artes como fenômeno, onde a construção de conhecimento na troca, na experiência e na criatividade, meio para o estímulo da capacidade criativa por meio de sua integração ao cotidiano dos seres com os quais se relaciona e os quais põe em relação;

Considerando a arte contemporânea, hoje se lançam ao mundo em comum como discurso, como notícia, como idéia e provocação. Ao adotar a imersão na sociedade capitalista e a adesão à publicidade e ao consumo, características presentes já na Pop Art norte-americana, muitos artistas contemporâneos têm elaborado seus trabalhos a partir das idéias de mercado e de simulação de mitos.

Considerando que a arte não mais se restringe ao âmbito da ritualidade, tampouco se mantém no terreno da representação, tendo em vista os movimentos gerados desde meados do século 19, quando se rompia a definição da pintura em termos de mimese, após a invenção da fotografia. A arte contemporânea, “nascida de um impulso crítico, reflexivo, político e antiestético”, grandemente baseada em processos, muitas vezes não produz nem mesmo resíduo material e, em velocidade acelerada, dirige-se ao universo da informação, o que instiga a museologia a repensar a idéia de museu de arte para além da preservação e apresentação de objetos, aproximando-se a um museu conceitual, tanto quanto físico.

Considerando que o Museu de Artes como “processo vivo” tem dentre suas características fundamentais a pluralidade, a diversidade e o dinamismo, não como opção, mas pela necessidade do diálogo entre contraditórios, que gera o movimento e a transmutação.

Considerando que o Museu pode ser simultaneamente: a verdade (real); a ilusão da verdade (fantasia); a permanência (registro); e a irrupção do novo (espontaneidade, criação).

Pelos considerados acima nasce uma proposta inicial de se pensar o Museu de Arte em Mogi das Cruzes, onde nos leva a responder as seguintes questões:

  1. Qual será a linha do Museu;
  2. Quem serão os parceiros;
  3. As atividades pretendidas para o Museu;
  4. Como será a Adequação do espaço para a função do Museu;
  5. Quem gerenciará o Museu, considerando o desejo de que a administração não participe da gestão direta;
  6. Corpo técnico necessário para o funcionamento do Museu;
  7. Área de influencia do Museu.
  8. Outras propostas sugeridas pelos membros da Associação Pró Museu.

Todas estas questões serão respondidas e formatadas em forma de um Projeto para apresentação inicialmente para a Fundação Telefônica e outros futuros parceiros, para que possamos tornar o Museu de Artes de Mogi uma realidade duradoura que ultrapasse os mandatos e a vontade dos nossos administradores.

Após a reunião ocorrida no dia 10 de novembro de 2011, no CECAP, ficou acertado de que: o Movimento esta aberto a todas as Entidades e Instituições representativas da sociedade para fazer parte da Associação Pró Museu. Que o programa de necessidades do Museu, isto é como ele deverá funcionar, vai contar com a participação das redes sociais e dos cidadãos que quiserem opinar. O e-mail para sugestão é o museumogi@gmail.com

 

Clique e conheça um pouco da História do Prédio da Telefonica

Vamos compartilhar esta idéia

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Eu quero um Museu de Artes para Mogi

Eu quero um Museu de Artes para Mogi

 

Eu quero um Museu de Artes para Mogi

Tudo começa com uma idéia de transformar o Prédio da Telefônica em Mogi das Cruzes, hoje deteriorado na paisagem urbana e subutilizado pela empresa em um Museu de Artes para a cidade de Mogi das Cruzes. De localização privilegiada e com uma arquitetura que contribui para este novo uso, a proposta é um resgate da paisagem para a cidade.

A idéia já havia sido apresentada pela mídia no final de 2010 e começo de 2011, mas ganhou corpo com a inserção no mês de outubro de 2011 no Facebook do CECAP – Centro Cultural Antonio do Pinhal, propondo uma Campanha para transformar o edifício em um Museu de Artes. Foram centenas de comEu quero um Museu de Artes para Mogipartilhamentos e outras centenas de pessoas que curtiram fora os comentários apoiando a idéia, onde segundo estimativa da mídia impressa atingiu um número de mais 30.000 pessoas.

Com todas estas manifestações somando as repercussões da mídia fez com que o CECAP tomasse a iniciativa de promover uma reunião para debater e viabilizar a proposta, fazendo com que as intenções saíssem do mundo virtual e fossem para o mundo real.

No dia 27 de outubro de 2011, no CECAP ocorreu a primeira reunião, onde artistas e intelectuais se posicionaram com relação à idéia e desta reunião se chegou à conclusão da criação de uma Associação Pró-Museu, onde foi entendido de que a Cidade de Mogi das Cruzes, com seus 400.000 habitantes e com um orçamento anual que ultrapassa 1 bilhão de reais, precisa de um espaço específico para exposições de artes.

 

Pense Vermelho

Eu quero um Museu de Artes para Mogi

Nesta reunião ocorrida no dia 27 de outubro também ficou decidido de uma Campanha de adesão à idéia: “Eu quero um Museu de Artes para Mogi”, onde foi proposta que nos próximos 15 dias todos aqueles cidadãos que compartilham com esta idéia, usem um lenço ou uma peça de roupa vermelha como apoio a esta causa.

A classe artística de Mogi das Cruzes há muito esquecida pelo Poder Público, pede para a população geral que apóie esta idéia. Pois Cultura é fundamental para a compreensão de diversos valores morais e éticos que guiam nosso comportamento social.   Entender como estes valores se internalizaram em nós e como eles conduzem nossas emoções e a avaliação do outro, é um grande desafio.

Contamos com seu apoio.

Paulo Pinhal

Curador do CECAP

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Reunião MAM

Reunião MAM

Reunião MAM – Museu de Arte de Mogi

O objetivo da reunião é somar esforços para que possamos conseguir a implantação do Museu de Arte na cidade. O poder público tem suas falhas, mas na reunião devemos nos concentrar nas ações que vão contribuir para a realização deste sonho.

Queremos aproveitar que os holofotes estão acessos para o lado das artes e conquistar espaços com apoio de todos: Poder público e privado.

Renovamos a informação de que a reunião não será um foro de reclamações, os quais desde já solicitamos para todos aqueles simpatizantes exaltados ou revoltados com a política cultural da cidade, que respeitem a reunião.

      Sugestão de Pauta

1 – Depoimento de artistas mogianos sobre a importância de um museu na cidade;

2 – Posicionamento da Secretária da Cultura;

3– Proposta da criação de uma Associação Pró-Museu, (AMA – Associação Museu de Arte), visando a implantação e a realização do MAM;

4-  Estratégias e ações para a realização da idéia.

Texto sobre Museu de Arte

Segundo Carol Duncan, os museus de arte sempre foram comparados com antigos monumentos cerimoniais, tais como palácios e templos. De fato, desde o século dezoito até a primeira metade do século vinte, foram deliberadamente projetados para se parecerem com eles.

Alguém poderá objetar que este empréstimo do passado arquitetural pode ter somente um sentido metafórico e não deveria ser tomado por nada mais além disso, desde que a nossa é uma sociedade secular e os museus são uma invenção secular. Se as fachadas dos museus imitaram templos ou palácios, não teria sido simplesmente porque o gosto moderno tentou simular o balanço formal e a dignidade destas estruturas? Ou que desejaram associar o poder de antigas crenças com o atual culto à arte?  Qualquer que seja o motivo dos construtores (assim continua a objeção), os templos gregos e os palácios renascentistas que abrigam coleções públicas de arte, no contexto de nossa sociedade, podem apenas significar valores seculares, e não crenças religiosas.

Seus portais conduzem somente para passatempos racionais, não ritos sagrados. Nós somos, em suma, umas culturas pós-iluminista; uma na qual o secular e o religioso são categorias opostas.

Certamente é o caso que nossa cultura classifica construções religiosas, tais como igrejas, templos e mesquitas, em categorias diferentes de prédios seculares como museus, tribunais ou sedes governamentais.

Cada tipo de prédio é associado com um tipo equivalente de verdade e designado para um ou outro lado na dicotomia religioso/secular. Esta dicotomia, que estrutura uma parcela tão grande do mundo do público moderno e que hoje parece tão natural, tem sua própria história.

Ela forneceu o fundamento ideológico para o projeto iluminista de quebrar o poder e a influência da Igreja.  No final do século dezoito, esta tarefa havia minado com sucesso  a autoridade da doutrina religiosa — se nem sempre na prática, pelo menos na política e na teoria filosófica ocidental.

Eventualmente, a separação entre Igreja e estado se tornou lei. Todos sabem como a história continua: a verdade secular se tornou a verdade oficial; a religião, muito embora garantida em matéria de escolha pessoal livre, manteve sua autoridade apenas para crentes voluntários.

É a verdade secular — verdade que é racional e verificável — que assume o status de verdade “objetiva”. É esta “Verdade” entre as verdades que ajuda a ligar uma comunidade em um corpo civil, providenciando uma base universal de conhecimento e validando seus mais altos valores e memórias mais caras.

Os museus de arte se tornaram decisivos para este reinado de conhecimento secular, não apenas por causa das disciplinas científicas e humanistas ali praticadas — conservação, história da arte, arqueologia — mas também por causa do seu status como preservadores da memória cultural da comunidade.

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MAM – Museu de Arte de Mogi


MAM
MAM – Museu de Arte de Mogi

 

Ele já foi um dos edifícios mais moderno da cidade de Mogi das Cruzes, construído em 1964 onde ocupou a área de um antigo casarão que ficava na esquina em frente à Catedral Santana. Para os mogianos o edifício com 47 anos de idade faz parte da história da cidade.

O prédio era um ponto de encontro, pois até alguns anos atrás quando precisávamos fazer uma ligação interurbana, era o mais indicado ir a telefônica e lá sempre acabávamos encontrando algum conhecido.

Os equipamentos ocupavam o sub-solo e mais os andares de cima e a recepção ficava no térreo com suas cabinas telefonicas. Com o tempo e a expansão das linhas a central foi aos poucos ficando pequena e sem condições de ser ampliada, uma vez que ela se encontra dentro da área de preservação de Patrimônio estabelecida pela CONDEPHAT E IPHAN.

MAM

Com estas restrições aliando que, as tecnologias foram se transformando fazendo com que os equipamentos existentes tornassem obsoletos. O prédio passou a ser apenas administrativos com alguns telefones públicos e com espaços ociosos.

O Artista Plástico em Mogi

Por outro lado, existe uma luta de décadas pela valorização dos artistas plásticos na cidade de Mogi das Cruzes. A cidade que tem vários artistas plástico com trabalhos em vários salões, museus nacionais e internacionais, não privilegiam a classe. O  poder público não oferece e não tem um espaço adequado para as exposições.

“Arte e cultura não dão votos”

MAM

O que acontece na cidade de Mogi das Cruzes, cidade quatrocentona, com duas universidades e com um dos maiores potencial cultural da região é que a cada gestão de Secretário de Cultura sempre acabam investindo na cultura popular (dança, teatro, músicas) e acabam deixando os corredores, halls e espaços alternativos para que os artistas possam apresentar seus trabalhos.

No contato com os artistas plásticos e com a sociedade conforme esta comprovada pelas manifestações no facebook é que a cidade de Mogi das Cruzes precisa de um espaço para exposições de artes plásticas.

Quando propomos que o prédio da Telefônica seja o Museu da Arte de Mogi, o nosso MAM, com pinturas vermelhas para imitar mesmo o MASP, de uma maneira caricata tem o objetivo de abrir um dialogo com o Poder Público e a própria Empresa Telefônica, que ganhou muito dinheiro com os mogianos e que tem a obrigação social de colaborar com a proposta da transformação de uso do espaço.

MAMNão estamos preocupados se o espaço vai chamar MAM, ou Pinacoteca da Telefônica. O mais importante é que possamos ter um andar inteiro do edifício para um acervo dos principais artistas que já passaram pela cidade. Não devemos esquecer de Debret, Volpi, Chang e outros. Outro andar para as exposições temporais com artistas contemporâneos.

O edifico tem vocação para este destino, bastando assim o poder público e a Telefônica se manifestar para que se realize.

Pedimos para todos aqueles que desejam esta transformação, se manifestem de maneira positiva para que possamos alcançar os objetivos.

Todos os artistas plásticos da cidade agradecem.

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José João Mossri

jose joão

José João Mossri

Engenheiro e Arquiteto

 

José João Mossri com certeza deixou sua marca em Mogi das Cruzes nesses ** anos de profissão. Formado em Arquitetura e Urbanismo em 1978 pela Universidade de Mogi das Cruzes, foi secretário de Obras entre os anos de 2001 e 2002. Sua experiência profissional e de vida inspira os novos engenheiros e arquitetos que se formam todos os anos e iniciam suas carreiras na Cidade. Continue lendo José João Mossri

Solange Parada

Solange Parada

Arquiteta Solange Parada

O profissional arquiteto deve amar o que faz, afinal lida com pessoas todo o tempo e o projeto que cria talvez permaneça na vida do cliente para sempre. É assim com a arquiteta Solange Parada, formada em 1980 na Universidade Braz Cubas e que diz de boca cheia: “Neste ano comemoro 30 anos de formada!!!”. Para homenageá-la e parabenizá-la, o CDA em Revista abre este espaço de entrevista para que Solange possa dizer o que a Arquitetura significa para ela, tanto profissional quanto pessoalmente. A seguir, uma das profissionais de referência em Mogi das Cruzes explica que descobriu a vocação estudando e fazendo Arquitetura. Continue lendo Solange Parada

Emilia Fuke

Emilia FukeArquiteta EMILIA FUKE

Colégio de Arquitetos – Quando descobriu que queria ser arquiteta?

Emilia Fuke – Escolhi esta profissão na adolescência, direcionando o curso para a área de exatas e desenhos técnicos.

CDA – Qual sua formação profissional? Onde estudou?

EM – Graduação em Arquitetura e Urbanismo na UMC e pós-graduação em Perícias e Avaliações em Engenharia na FAAP.

CDA – Quem ou o que te inspirou?

EM – Cresci brincando com argila, trabalhos manuais, tocando instrumentos musicais e origamis. Sempre admirei o trabalho do meu pai, engenheiro mecânico. Utilizava réguas “diferentes”, calculadoras e elaborava desenhos técnicos de peças e engrenagens.

CDA – Como começou na profissão?

EM – Estagiei desde o primeiro ano da faculdade em um grande escritório de arquitetura e engenharia em São Paulo. Desenvolvi vários projetos de edificações. Após formada, fiquei dois anos como responsável pelos projetos, aprovações e assinando como autora dos projetos.

CDA – Os seus trabalhos seguem algum estilo?

EM – Não existe um “estilo” EMÍLIA FUKE. Há uma maneira de pensar, conceitos em evolução. Respeito a topografia, integração com a natureza e paisagem, utilização de todos os espaços com mais de uma função e especificando novos materiais.Emilia Fuke

CDA – Dentro do ramo da arquitetura e urbanismo, qual a sua especialidade?

EM – Desenvolvimento de Projetos de Edificações Residenciais Unifamiliares e Multifamiliares, Esportivos, Religiosos e Corporativos.

CDA – Na sua opinião, o que caracteriza um bom projeto?

EM – Conseguir aliar estética, função, tecnologia e orçamento.

CDA – Como a tecnologia auxilia o seu trabalho?

EM – A tecnologia agiliza todas as etapas do escritório, principalmente na elaboração do projeto.

CDA – É utilizado algum recurso na criação dos projetos? Qual?

EM – Ferramentas 3D para criação e apresentação do projeto.

CDA – Qual o seu último trabalho?

EM – No momento, estou desenvolvendo e finalizando diversos trabalhos, posso destacar a reforma e paisagismo da área de lazer e social de um edifício residencial multifamiliar em São Paulo.

CDA – Qual sua marca registrada, algo que você sempre faz em seus projetos?

EM – Espaços multiusos com grandes vãos e iluminação natural, ponto fundamental do projeto. Ambientes sociais e de lazer integrados com área verde. Grandes abas e lajes em balanço. Baixo custo de obra evitando utilizar muros de arrimo e aterramentos. Reuso da água. Qualidade do espaço com foco no usuário usando a criatividade e novos materiais.

CDA – Qual o seu conselho para os futuros arquitetos?

EM – Assim como os arquitetos, hoje, todas as profissões exigem formação geral com visão tecnológica, ecológica, político e cultural. Acompanhar as tendências do mercado, saber utilizar novas opções de ferramentas de trabalho, atualizar em cursos e pesquisas, não se esquecendo do caráter humanístico inerente à nossa formação.

CDA – Qual sua visão sobre a profissão no Brasil?

EM – A perspectiva profissional é rica e dinâmica. O profissional tem possibilidade de atuar em diversos setores, como na área de design gráfico, design de mobiliário, design de automóveis, arte, engenharia, moda e cenografia.

O mercado de trabalho está em alta, com os integrantes do setor da construção civil otimistas e a valorização dos serviços de projetos de interiores e paisagismo.

Emilia Fuke

CDA – Deixe uma mensagem ou uma frase para os colegas arquitetos.

EM – Deixo a mensagem do filósofo contemporâneo Eduardo Galeano quando trata dos sonhos: “A Utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a Utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”. Enfim, nossa bela profissão, deve ter em conta também a realização de sonhos, proporcionando um constante caminhar…

Arq. EMILIA FUKE

arqfuke@uol.com.br

fone   11 4794-6364

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Mariana Brunelli

Mariana Brunelli

(Arquiteta)

Mariana Brunelli

“Gosto se discute, e muito!”, é assim que a arquiteta Mariana Brunelli define sua paixão pela profissão e a dedicação, em sua vida acadêmica, pela disciplina Projeto Arquitetônico: “Foi quando compreendi que, para um espaço ser concebido, é preciso estudo, conceito, referência e uma seriedade tamanha, que ultrapassa as questões puramente estéticas e vai buscar a funcionalidade como principal ferramenta de trabalho de um arquiteto”.

Há 11 anos na profissão, Mariana conta que se formou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. E foi na disciplina preferida que encontrou motivação, recebendo o convite do mestre Álvaro Dariza para estagiar em seu escritório (na época, na Riviera de São Lourenço, em sociedade com sua esposa Mariângela Carvalho). Continue lendo Mariana Brunelli