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Curso de História da Arte do Século XX

Curso de História da Arte do Século XX 

ONLINE E GRATUITO*

Estrutura Completa do Curso – clique aqui

O Colégio de Arquitetos – Centro de Estudos de Arquitetura e Fomento Cultural é uma associação sem fins lucrativos, onde consta no item 3° de seu estatuto: “Fomentar a arte e a cultura, em todas as suas formas de expressões”. Constam ainda em ata que desde o dia 09 de outubro de 2008, que o Colégio de Arquitetos passou a ser o sucessor e mantenedor do CECAP – Centro Cultural Antonio do Pinhal.
Entre as atividades gratuitas, está o projeto “Curso de História da Arte do Século XX.” que vem funcionando desde janeiro de 2009, com participação de profissionais da área do jornalismo, pedagogia, artes, teólogos e arquitetura.
São estudados os movimentos artísticos do Século XX, bem como os artistas que foram protagonistas dos movimentos, além de exercícios para a reprodução de trabalhos de artes que podem ser: desenhos, vídeos, músicas, textos ou artigos científicos sob a influência do movimento artístico objeto de estudo, produzindo materiais para a mídia em geral e para exposição no CECAP – Centro Cultural Antonio do Pinhal, em Mogi das Cruzes, São Paulo, e outros locais públicos ou privados mediante futuras parcerias.


Requisito Mínimo

O Requisito mínimo para a participação no Curso é ter 18 anos de idade. O Curso é aberto para qualquer pessoa que goste de ler, debater, pesquisar e produzir material para a divulgação dos resultados obtidos nos encontros.


Aprendizagem EAD e atividades obrigatórias

Será disponibilizado conteúdo básico nos sites: www.pinhal.org e www.colegiodearquitetos.com.br com aulas em EAD – Ensino à Distância para os alunos inscritos. É necessário que o aluno assista aos vídeos para o desenvolvimento dos trabalhos que serão passados como exercícios.
Haverá dois encontros presenciais (quem não puder comparecer, poderá enviar apresentação gravada) aos domingos das 8h00 as 17h00, onde serão apresentados todos os trabalhos desenvolvidos pelos alunos:

1° em Maio de 2017  |  2° em Julho de 2017


INSCRIÇÃO

O aluno deverá fazer sua inscrição diretamente no site www.colegiodearquitetos.com.br, sendo a inscrição confirmada com o pagamento da taxa de matrícula no valor de R$ 75,00 (setenta e cinco reais) que está incluso:

– A Carteirinha do CDA para ter acesso com descontos em Museus, Teatros, Cinemas e outros eventos culturais. A validade da carteirinha é até o dia 31 de julho de 2017 podendo a mesma a ser renovada se o aluno continuar no curso.
Veja exemplo:

Certificado Digital de realização do Curso de História da Arte do Século XX. (Emitido sob as condições apresentadas no item 4.3 Avaliações).


TURMA – ABRIL DE 2017
CURSO ONLINE

Prazo para inscrições: até 20 de Abril de 2017 (quinta-feira)

Início do Curso: dia 24 de Abril de 2017 (segunda-feira)

Encontros presenciais de imersão nas artes
(quem não puder comparecer, poderá enviar apresentação gravada):
1° em Maio de 2017
2° em Julho de 2017

Os alunos inscritos receberão as informações de acesso ao conteúdo na confirmação da inscrição.


FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO:

Nome Completo

RG

CPF

Data de Nascimento

Endereço Completo

CEP

Bairro

Cidade

Estado

Telefone

Celular

E-mail

captcha

*É necessário enviar uma foto 3×4 em imagem .jpg para a carteirinha do curso, assim que solicitado na confirmação da inscrição. 


Pagamento taxa de matrícula – Pagseguro
(Pode ser paga pelo Pagseguro, Depósito Bancário ou em nossa Sede)

O Curso é gratuito, havendo apenas o pagamento da taxa matrícula no valor de R$ 75,00:





CONTEÚDO

Módulo 1 – Conteúdo básico:
Clique aqui para acessar os conteúdos do Curso de História da Arte do Século XX


INFORMAÇÕES:

Rua Boa Vista, 117 – Centro – Mogi das Cruzes – São Paulo
Telefones
(11) 2819 3776
(11) 4726 1336
Email: cda@colegiodearquitetos.com.br

Art Noveau

Art Nouveau

O movimento Art Nouveau na Europa difundiram-se diferentes traduções: Modernismo, na Espanha; Jugendstil, na Alemanha; Secessão, na Áustria; e Modern Style, na Inglaterra e Escócia.
Com características próprias em cada um desses países, foram as primeiras exposições internacionais organizadas nas capitais européias que contribuíram para forjar uma certa homogeneidade estilística. A arquitetura foi a disciplina integral à qual se subordinaram as outras artes gráficas e figurativas. Reafirmou-se o aspecto decorativo dos objetos de uso cotidiano, mediante uma linguagem artística repleta de curvas e arabescos, de acentuada influência oriental.

Contrariamente à sua intenção inicial, o modernismo conseguiu a adesão da alta burguesia, que apoiava entusiasticamente essa nova estética de materiais exóticos e formas delicadas. O objetivo dos novos desenhos reduziu-se meramente ao decorativo, e seus temas, como que surgidos de antigas lendas, não tinham nada em comum com as propostas vanguardistas do início do século. O modernismo não teria sido possível sem a subvenção de seus ricos mecenas.
Entre os precursores da arte modernista estava William Morris. Seus desenhos, elaborados com espírito artesanal, se contrapunham à produção industrial. Nos escritórios da empresa criada por ele, a Morris & Co. eram determinadas as formas elegantes e sinuosas, típicas do modernismo, bem como definidos os materiais nobres usados na criação de objetos de uso cotidiano. Sua apresentação na exposição de Bruxelas de 1892 produziu um grande impacto e determinou a difusão desse novo estilo.

Um outro olhar sobre o Art Noveau

Art Nouveau

Outros Nomes

Arte Floreal, Arte Nova, Jugendstil, Modernista, Modern Style, Style Coup de Fouet, Style Liberty, Style Nouille

Definição

Estilo artístico que se desenvolve entre 1890 e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) na Europa e nos Estados Unidos, espalhando-se para o resto do mundo, e que interessa mais de perto às artes aplicadas: arquitetura, artes decorativas, design, artes gráficas, mobiliário e outras. O termo tem origem na galeria parisiense L’Art Nouveau, aberta em 1895 pelo comerciante de arte e colecionador Siegfried Bing. O projeto de redecoração da casa de Bing por arquitetos e designers modernos é apresentado na Exposição Universal de Paris de 1900, Art Nouveau Bing, conferindo visibilidade e reconhecimento internacional ao movimento. A designação modern style, amplamente utilizada na França, reflete as raízes inglesas do novo estilo ornamental. O movimento social e estético inglês Arts and Crafts, liderado por William Morris (1834 – 1896), está nas origens do art nouveau ao atenuar as fronteiras entre belas-artes e artesanato pela valorização dos ofícios e trabalhos manuais, e pela recuperação do ideal de produção coletiva, segundo o modelo das guildas medievais. O art nouveau dialoga mais decididamente com a produção industrial em série. Os novos materiais do mundo moderno são amplamente utilizados (o ferro, o vidro e o cimento), assim como são valorizadas a lógica e a racionalidade das ciências e da engenharia. Nesse sentido, o estilo acompanha de perto os rastros da industrialização e o fortalecimento da burguesia.

O art nouveau se insere no coração da sociedade moderna, reagindo ao historicismo da arte acadêmica do século XIX e ao sentimentalismo e expressões líricas dos românticos, e visa adaptar-se à vida cotidiana, às mudanças sociais e ao ritmo acelerado da vida moderna. Mas sua adesão à lógica industrial e à sociedade de massas se dá pela subversão de certos princípios básicos à produção em série, que tende aos materiais industrializáveis e ao acabamento menos sofisticado. A “arte nova” revaloriza a beleza, colocando-a ao alcance de todos, pela articulação estreita entre arte e indústria.

A fonte de inspiração primeira dos artistas é a natureza, as linhas sinuosas e assimétricas das flores e animais. O movimento da linha assume o primeiro plano dos trabalhos, ditando os contornos das formas e o sentido da construção. Os arabescos e as curvas, complementados pelos tons frios, invadem as ilustrações, o mundo da moda, as fachadas e os interiores, atestam o balaústre da escada da Casa Solvay, 1894/1899, em Bruxelas, do arquiteto e projetista belga Victor Horta (1861 – 1947); as cerâmicas e os objetos de vidro do artesão e designer francês Emile Gallé (1846 – 1904); a fachada do Ateliê Elvira, 1898, em Munique, do alemão August Endell (1871 – 1925); os interiores do norte-americano Louis Comfort Tiffany (1848 – 1933); as pinturas, os vitrais e painéis do holandês Jan Toorop (1858 – 1928); o Castel Beránger e estações de metrô, de Hector Guimard (1867 – 1942), em Paris; a Casa Milá, 1905/1910, e o Parque Güell, de Antoni Gaudí (1852 – 1926), em Barcelona; a Villa d’Uccle, 1896, do arquiteto e projetista belga Henry van de Velde (1863 – 1957). Um traço destacado de Van de Velde e de outros arquitetos ligados ao movimento é a idéia modernista da unidade dos projetos, que articula o interno e o externo, a função e a forma, a utilidade e o ornamento. Tanto na sua residência – a Villa d’Uccle – quanto em outros ambientes que constrói – The Havana Company Cigar Store ou a Haby Babershop, 1900, ambas em Berlim -, Van de Velde mobiliza pintores, escultores, decoradores e outros profissionais, que trabalham de modo integrado na construção dos espaços, da estrutura do edifício aos detalhes do acabamento.

O art nouveau é um estilo eminentemente internacional, com denominações variadas nos diferentes países. Na Alemanha, é chamado jugendstil, em referência à revista Die Jugend, 1896; na Itália, stile liberty; na Espanha, modernista; na Áustria, sezessionstil. Os três maiores expoentes austríacos do art nouveau, integrantes da Secessão vienense, são o pintor Gustav Klimt (1862 – 1918), o arquiteto Joseph Olbrich (1867 – 1908) – responsável, entre outros, pelo Palácio da Secessão, 1898, em Viena – e o arquiteto e designer Josef Hoffmann (1870 – 1956), autor dos átrios da Casa Moser, 1901/1903, da Casa Koller, 1902, e do Palácio da Secessão. Os trabalhos de Klimt são emblemáticos do modo como a pintura se associa diretamente à decoração e à ilustração no art nouveau. Suas figuras femininas, de tom alegórico e forte sensualidade – por exemplo, o retrato de corpo inteiro de Emilie Flöge, 1902, Judite I, 1901, e As Três Idades da Mulher, 1908 -, têm grande impacto em pintores vienenses como Oskar Kokoschka (1886 – 1980) e Egon Schiele (1890 – 1918).

Ainda no terreno da pintura, é possível lembrar o nome do suíço Ferdinand Hodler (1853 – 1918) e suas obras de expressão simbolista como O Desapontado, 1890; os pintores integrantes do grupo belga Les Vingt (Les XX) – James Ensor (1860 – 1949), Toorop e Van de Velde -; e o inglês Aubrey Vincent Beardsley (1872 – 1898), ilustrador, entre outros, da versão inglesa de Salomé, de Oscar Wilde (1854 – 1900).

No Brasil, observam-se leituras e apropriações de aspectos do estilo art nouveau na arquitetura e na pintura decorativa. Em sintonia com o boom da borracha, 1850/1910, as cidades de Belém e Manaus assistem à incorporação de elementos do art nouveau, seja na residência de Antonio Faciola (decorada com peças de Gallé e outros artesãos franceses) seja naquela construída por Victor Maria da Silva, ambas em Belém. Menos que um art nouveau típico, o estilo na região encontra-se mesclado às representações da natureza e do homem amazônicos, e aos grafismos da arte marajoara, como indicam as peças decorativas de Theodoro Braga (1872-1953) e os trabalhos do português Correia Dias (1893 – 1935). A casa de Braga em São Paulo, 1937, exemplifica as confluências entre o art nouveau e os motivos marajoaras.

A Vila Penteado, prédio atualmente pertencente à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP -, na rua Maranhão, é considerada um dos mais representativos exemplares de art nouveau em São Paulo. Projetada pelo arquiteto Carlos Ekman (1866 – 1940), em 1902, a residência segue o padrão menos rebuscado do estilo sezession austríaco. Na fachada externa, nota-se o discreto emprego de arabescos e formas florais. No monumental hall de entrada, pinturas de Carlo de Servi (1871 – 1947), Oscar Pereira da Silva (1867 – 1939) e ornamentação de Paciulli. Victor Dubugras (1868 – 1933) é outro arquiteto notável pelas construções art nouveau que projeta na cidade, por exemplo, a casa da rua Marquês de Itu, número 80, ou a residência do doutor Horácio Sabino na avenida Paulista esquina com a rua Augusta, ou ainda a estação de ferro de Mairinque, São Paulo, 1906.

No modernismo de 1922, os nomes dos artistas decoradores John Graz (1891 – 1980) e dos irmãos Regina Graz (1897 – 1973) e Antonio Gomide (1895 – 1967), todos alunos de Ferdinand Hodler, evidenciam influências do art nouveau no Brasil. No campo das artes gráficas, alguns trabalhos de Di Cavalcanti (1897 – 1976)Projeto para Cartaz (Carnaval), s.d. e de J. Carlos (1884 – 1950) – por exemplo, as aquarelas Um Suicídio, 1914, e Garota na Onda, s.d. – se beneficiam do vocabulário formal da “arte nova”.

Fonte:

http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=909

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