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Arquiteta Marina Alcoba

marinaEntrevista com a arquiteta Marina Alcoba

Decidida, Marina Alcoba sempre soube o que queria. A escolha pela Arquitetura aconteceu no 2º ano do Ensino Médio, ela tinha dúvida apenas pela Engenharia, pois sempre gostou muito de Exatas, mas o amor pela história das artes prevaleceu. Ela se formou na FAU UBC em janeiro de 1981 e a empolgação dos professores a fez permanecer firme na escolha. Marina estagiou durante todo o período em que permaneceu na faculdade em escritórios renomados e, depois de cursos e especializações, hoje trabalha com Arquitetura de Interiores. Em entrevista ao CDA em Revista, a profissional aponta aspectos de seu trabalho e conta como construiu a carreira. Continue lendo Arquiteta Marina Alcoba

Carlos Clery

Entrevista

Arquiteto Carlos Clery

 

Vocação é o que o arquiteto Carlos Clery tem de sobra. Mesmo lutando contra o destino de ser arquiteto, como ele mesmo conta, a profissão correu atrás dele e o alcançou há 35 anos, quando formou-se com a primeira turma de Arquitetura da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). “Trabalhei muito tempo com decoração, com Buffet, como feirante, vendia franga de porta em porta nas casas de Mogi das Cruzes. Fui funcionário de empresas, fiquei sentado atrás de uma mesa por um bom tempo. Sempre tive o sonho de ser médico cirurgião plástico, mas mogianos de influência, como o pai do Isidoro Dori Boucault, acreditavam em mim e queriam me presentear com uma bolsa para a faculdade de Arquitetura”. Continue lendo Carlos Clery

Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes               Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes, cidade quatrocentona em idade e população tem em sua história vários artistas plásticos que por aqui viveram ou passaram, sendo que alguns alcançaram sucesso alem fronteiras e outros morreram no anonimato.

A Cidade por si esquece completamente que o último Salão de Arte ocorreu em 1970, denominado de Mogi Arte, na recém inaugurada Biblioteca Municipal onde antes era o Itapety Clube, em cima do Cine Urupema. Da década de 70 e com uma Exposição dos Gravadores na inauguração do Colégio São Marcos, na Rua Senador Dantas na década de 80, Mogi mergulhou em um ostracionismo de apresentações de arte que desvalorizam o grande número de artistas que hoje expõem em Hall de Teatro, Rodoviária, Shopping, Hipermercado e Praças, ferindo a dignidade e desvalorizando as obras dos artistas Mogianos.

A proposta da criação de um Museu de Artes para a cidade de Mogi das Cruzes, independente de local ou mesmo de nomenclatura esta mais ligada à questão de que os artistas também são cidadãos, pagam impostos e precisam de um espaço para que possa mostrar seus trabalhos. Por outro lado os cidadãos precisam ter contato com as artes em todas as suas manifestações, pois elas são os espelhos da alma, um registro dos sentimentos contemporâneos e históricos.

Partindo do efeito causado na rede social, onde atingiu centenas de milhares de pessoas, com um grande número de compartilhamentos e comentários favoráveis à criação de um Museu de Artes para Mogi das Cruzes, aconteceu uma primeira reunião presencial com o objetivo de ver o intercambio entre o virtual e o real. Artistas, Intelectuais, Historiadores e Professores compareceram e concordaram com a criação de uma Associação Pró-Museu.

Associação Pró-Museu

                Proposta para um Museu de Artes para Mogi das Cruzes

A proposta da Associação Pró-Museu é a composição de Entidades representativas da Sociedade civil mais a Secretária da Cultura, no sentido de estabelecer diretrizes para o futuro Museu de Artes.

Considerando o Museu de Artes como um espelho do mundo, repleto de possibilidades surpreendentes ao encontro de passagens misteriosas que levam a ambientes desconhecidos, onde todas as questões do universo podem ser descobertas;

Considerando Museu de Artes como fenômeno, onde a construção de conhecimento na troca, na experiência e na criatividade, meio para o estímulo da capacidade criativa por meio de sua integração ao cotidiano dos seres com os quais se relaciona e os quais põe em relação;

Considerando a arte contemporânea, hoje se lançam ao mundo em comum como discurso, como notícia, como idéia e provocação. Ao adotar a imersão na sociedade capitalista e a adesão à publicidade e ao consumo, características presentes já na Pop Art norte-americana, muitos artistas contemporâneos têm elaborado seus trabalhos a partir das idéias de mercado e de simulação de mitos.

Considerando que a arte não mais se restringe ao âmbito da ritualidade, tampouco se mantém no terreno da representação, tendo em vista os movimentos gerados desde meados do século 19, quando se rompia a definição da pintura em termos de mimese, após a invenção da fotografia. A arte contemporânea, “nascida de um impulso crítico, reflexivo, político e antiestético”, grandemente baseada em processos, muitas vezes não produz nem mesmo resíduo material e, em velocidade acelerada, dirige-se ao universo da informação, o que instiga a museologia a repensar a idéia de museu de arte para além da preservação e apresentação de objetos, aproximando-se a um museu conceitual, tanto quanto físico.

Considerando que o Museu de Artes como “processo vivo” tem dentre suas características fundamentais a pluralidade, a diversidade e o dinamismo, não como opção, mas pela necessidade do diálogo entre contraditórios, que gera o movimento e a transmutação.

Considerando que o Museu pode ser simultaneamente: a verdade (real); a ilusão da verdade (fantasia); a permanência (registro); e a irrupção do novo (espontaneidade, criação).

Pelos considerados acima nasce uma proposta inicial de se pensar o Museu de Arte em Mogi das Cruzes, onde nos leva a responder as seguintes questões:

  1. Qual será a linha do Museu;
  2. Quem serão os parceiros;
  3. As atividades pretendidas para o Museu;
  4. Como será a Adequação do espaço para a função do Museu;
  5. Quem gerenciará o Museu, considerando o desejo de que a administração não participe da gestão direta;
  6. Corpo técnico necessário para o funcionamento do Museu;
  7. Área de influencia do Museu.
  8. Outras propostas sugeridas pelos membros da Associação Pró Museu.

Todas estas questões serão respondidas e formatadas em forma de um Projeto para apresentação inicialmente para a Fundação Telefônica e outros futuros parceiros, para que possamos tornar o Museu de Artes de Mogi uma realidade duradoura que ultrapasse os mandatos e a vontade dos nossos administradores.

Após a reunião ocorrida no dia 10 de novembro de 2011, no CECAP, ficou acertado de que: o Movimento esta aberto a todas as Entidades e Instituições representativas da sociedade para fazer parte da Associação Pró Museu. Que o programa de necessidades do Museu, isto é como ele deverá funcionar, vai contar com a participação das redes sociais e dos cidadãos que quiserem opinar. O e-mail para sugestão é o museumogi@gmail.com

 

Clique e conheça um pouco da História do Prédio da Telefonica

Vamos compartilhar esta idéia

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Reunião MAM

Reunião MAM

Reunião MAM – Museu de Arte de Mogi

O objetivo da reunião é somar esforços para que possamos conseguir a implantação do Museu de Arte na cidade. O poder público tem suas falhas, mas na reunião devemos nos concentrar nas ações que vão contribuir para a realização deste sonho.

Queremos aproveitar que os holofotes estão acessos para o lado das artes e conquistar espaços com apoio de todos: Poder público e privado.

Renovamos a informação de que a reunião não será um foro de reclamações, os quais desde já solicitamos para todos aqueles simpatizantes exaltados ou revoltados com a política cultural da cidade, que respeitem a reunião.

      Sugestão de Pauta

1 – Depoimento de artistas mogianos sobre a importância de um museu na cidade;

2 – Posicionamento da Secretária da Cultura;

3– Proposta da criação de uma Associação Pró-Museu, (AMA – Associação Museu de Arte), visando a implantação e a realização do MAM;

4-  Estratégias e ações para a realização da idéia.

Texto sobre Museu de Arte

Segundo Carol Duncan, os museus de arte sempre foram comparados com antigos monumentos cerimoniais, tais como palácios e templos. De fato, desde o século dezoito até a primeira metade do século vinte, foram deliberadamente projetados para se parecerem com eles.

Alguém poderá objetar que este empréstimo do passado arquitetural pode ter somente um sentido metafórico e não deveria ser tomado por nada mais além disso, desde que a nossa é uma sociedade secular e os museus são uma invenção secular. Se as fachadas dos museus imitaram templos ou palácios, não teria sido simplesmente porque o gosto moderno tentou simular o balanço formal e a dignidade destas estruturas? Ou que desejaram associar o poder de antigas crenças com o atual culto à arte?  Qualquer que seja o motivo dos construtores (assim continua a objeção), os templos gregos e os palácios renascentistas que abrigam coleções públicas de arte, no contexto de nossa sociedade, podem apenas significar valores seculares, e não crenças religiosas.

Seus portais conduzem somente para passatempos racionais, não ritos sagrados. Nós somos, em suma, umas culturas pós-iluminista; uma na qual o secular e o religioso são categorias opostas.

Certamente é o caso que nossa cultura classifica construções religiosas, tais como igrejas, templos e mesquitas, em categorias diferentes de prédios seculares como museus, tribunais ou sedes governamentais.

Cada tipo de prédio é associado com um tipo equivalente de verdade e designado para um ou outro lado na dicotomia religioso/secular. Esta dicotomia, que estrutura uma parcela tão grande do mundo do público moderno e que hoje parece tão natural, tem sua própria história.

Ela forneceu o fundamento ideológico para o projeto iluminista de quebrar o poder e a influência da Igreja.  No final do século dezoito, esta tarefa havia minado com sucesso  a autoridade da doutrina religiosa — se nem sempre na prática, pelo menos na política e na teoria filosófica ocidental.

Eventualmente, a separação entre Igreja e estado se tornou lei. Todos sabem como a história continua: a verdade secular se tornou a verdade oficial; a religião, muito embora garantida em matéria de escolha pessoal livre, manteve sua autoridade apenas para crentes voluntários.

É a verdade secular — verdade que é racional e verificável — que assume o status de verdade “objetiva”. É esta “Verdade” entre as verdades que ajuda a ligar uma comunidade em um corpo civil, providenciando uma base universal de conhecimento e validando seus mais altos valores e memórias mais caras.

Os museus de arte se tornaram decisivos para este reinado de conhecimento secular, não apenas por causa das disciplinas científicas e humanistas ali praticadas — conservação, história da arte, arqueologia — mas também por causa do seu status como preservadores da memória cultural da comunidade.

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MAM – Museu de Arte de Mogi


MAM
MAM – Museu de Arte de Mogi

 

Ele já foi um dos edifícios mais moderno da cidade de Mogi das Cruzes, construído em 1964 onde ocupou a área de um antigo casarão que ficava na esquina em frente à Catedral Santana. Para os mogianos o edifício com 47 anos de idade faz parte da história da cidade.

O prédio era um ponto de encontro, pois até alguns anos atrás quando precisávamos fazer uma ligação interurbana, era o mais indicado ir a telefônica e lá sempre acabávamos encontrando algum conhecido.

Os equipamentos ocupavam o sub-solo e mais os andares de cima e a recepção ficava no térreo com suas cabinas telefonicas. Com o tempo e a expansão das linhas a central foi aos poucos ficando pequena e sem condições de ser ampliada, uma vez que ela se encontra dentro da área de preservação de Patrimônio estabelecida pela CONDEPHAT E IPHAN.

MAM

Com estas restrições aliando que, as tecnologias foram se transformando fazendo com que os equipamentos existentes tornassem obsoletos. O prédio passou a ser apenas administrativos com alguns telefones públicos e com espaços ociosos.

O Artista Plástico em Mogi

Por outro lado, existe uma luta de décadas pela valorização dos artistas plásticos na cidade de Mogi das Cruzes. A cidade que tem vários artistas plástico com trabalhos em vários salões, museus nacionais e internacionais, não privilegiam a classe. O  poder público não oferece e não tem um espaço adequado para as exposições.

“Arte e cultura não dão votos”

MAM

O que acontece na cidade de Mogi das Cruzes, cidade quatrocentona, com duas universidades e com um dos maiores potencial cultural da região é que a cada gestão de Secretário de Cultura sempre acabam investindo na cultura popular (dança, teatro, músicas) e acabam deixando os corredores, halls e espaços alternativos para que os artistas possam apresentar seus trabalhos.

No contato com os artistas plásticos e com a sociedade conforme esta comprovada pelas manifestações no facebook é que a cidade de Mogi das Cruzes precisa de um espaço para exposições de artes plásticas.

Quando propomos que o prédio da Telefônica seja o Museu da Arte de Mogi, o nosso MAM, com pinturas vermelhas para imitar mesmo o MASP, de uma maneira caricata tem o objetivo de abrir um dialogo com o Poder Público e a própria Empresa Telefônica, que ganhou muito dinheiro com os mogianos e que tem a obrigação social de colaborar com a proposta da transformação de uso do espaço.

MAMNão estamos preocupados se o espaço vai chamar MAM, ou Pinacoteca da Telefônica. O mais importante é que possamos ter um andar inteiro do edifício para um acervo dos principais artistas que já passaram pela cidade. Não devemos esquecer de Debret, Volpi, Chang e outros. Outro andar para as exposições temporais com artistas contemporâneos.

O edifico tem vocação para este destino, bastando assim o poder público e a Telefônica se manifestar para que se realize.

Pedimos para todos aqueles que desejam esta transformação, se manifestem de maneira positiva para que possamos alcançar os objetivos.

Todos os artistas plásticos da cidade agradecem.

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Solange Parada

Solange Parada

Arquiteta Solange Parada

O profissional arquiteto deve amar o que faz, afinal lida com pessoas todo o tempo e o projeto que cria talvez permaneça na vida do cliente para sempre. É assim com a arquiteta Solange Parada, formada em 1980 na Universidade Braz Cubas e que diz de boca cheia: “Neste ano comemoro 30 anos de formada!!!”. Para homenageá-la e parabenizá-la, o CDA em Revista abre este espaço de entrevista para que Solange possa dizer o que a Arquitetura significa para ela, tanto profissional quanto pessoalmente. A seguir, uma das profissionais de referência em Mogi das Cruzes explica que descobriu a vocação estudando e fazendo Arquitetura. Continue lendo Solange Parada

Mariana Brunelli

Mariana Brunelli

(Arquiteta)

Mariana Brunelli

“Gosto se discute, e muito!”, é assim que a arquiteta Mariana Brunelli define sua paixão pela profissão e a dedicação, em sua vida acadêmica, pela disciplina Projeto Arquitetônico: “Foi quando compreendi que, para um espaço ser concebido, é preciso estudo, conceito, referência e uma seriedade tamanha, que ultrapassa as questões puramente estéticas e vai buscar a funcionalidade como principal ferramenta de trabalho de um arquiteto”.

Há 11 anos na profissão, Mariana conta que se formou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. E foi na disciplina preferida que encontrou motivação, recebendo o convite do mestre Álvaro Dariza para estagiar em seu escritório (na época, na Riviera de São Lourenço, em sociedade com sua esposa Mariângela Carvalho). Continue lendo Mariana Brunelli