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O Croqui na Arquitetura

Paulo Pinhal

Sou de um tempo em que, para ingressar no Curso de Arquitetura e Urbanismo tínhamos uma prova de qualificação chamada de LA – Linguagem Arquitetônica, onde o aluno tinha que saber pelo menos se expressar graficamente suas ideias e se este aluno não passasse nesta prova, não poderia ingressar no curso de arquitetura. Por conta do grande número de Cursos de arquitetura no Estado de São Paulo, são poucas as instituições que ainda fazem esta prova.

O que percebemos é que a nova geração de arquitetos antenados nas ferramentas digitais e suas facilidades de encontrarem projetos e componentes prontos, fazem com que tenhamos uma geração de profissionais que produzem projetos genéricos. Não são todos profissionais, pois temos dentro deste universo de arquitetos, os que assimilaram o “Processo dos antigos” e fazem a diferença. O que vem a ser o “Processo dos antigos”?. Nada mais é do que criar e desenhar a mão um projeto no papel, ou seja, elaborar um croqui.

O Desenho é uma linguagem universal e nem sempre temos em mão um Tablet, Notebook ou um Computador, no entanto, quando expressamos graficamente as nossas idéias, conseguimos compartilhar com o cliente ou com a mão de obra executora o que deverá acontecer. Fica menor a distância do que projetamos para o que é executado.

Este ano de 2016, o CDA – Colégio de Arquitetos resolveu oferecer para os seus alunos e ex-alunos gratuitamente o Curso de Croqui (clique aqui para conhecer), para que retomemos o Processo dos antigos, e que possamos explorar a nossa criatividade brasileira. A partir do croqui elaborado deixamos a liberdade de escolha da melhor ferramenta digital que o arquiteto quiser usar.


Contato
Rua Boa Vista, 117 – Centro – Mogi das Cruzes – SP
Tel. (11) 2819-3776 | (11) 4726-1336
E-mail: cda@colegiodearquitetos.com.br

Escola Jean Moulin

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Ficha Técnica

Arquitetos:  Prinvault Architectes

Localização: Bernay, França

Arquitetos Responsáveis: Prinvault Architectes

Equipe: Sophie Abou-Haidar, Camille Marchand, Denis Milhaud, Antoine Marro

Área Construída: 747.0

Ano Projeto: 2012

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A Escola Jean Moulin, construída em Bernay (Normandia) em 2012 por Prinvault Achitectes (Paris) substitui uma escola destruída por um incêndio criminoso em 2009.

O projeto atende três demandas: ajustar o tamanho da escola para o porte necessário atualmente, redefinir a relação com o centro familiar existente e rejuvenescer a área com um edifício contemporâneo.

O edifício térreo se organiza a partir da circulação central, que possui nichos que acomodam bancos e criam espaços para o uso das crianças. Aberturas de tamanhos diversos enquadram múltiplas vistas do pátio, do céu e das copas das árvores.

Possui estrutura de madeira, cobertura verde e o aquecimento é a lenha. O novo edifício supera o fim traumático do antecessor transformando as cores do fogo nas 1000 faixas coloridas do revestimento da fachada.

Analisando uma foto do episódio no computador revelou-se um espectro de 2,5% de preto, 2,5% de amarelo de zinco, 2,5% de amarelo ouro, 2,5% de marrom avermelhado, 25% de laranja avermelhado, 25% de borgonha e 40% de vermelho carmim. Valores que foram convertidos usando uma fórmula Excel, gerando a distribuição aleatória dos componentes.

Referências:

ARCHDAILY. Escola Jean Moulin / Prinvault Architectes. Disponível em <http:
//www.archdaily.com.br/br/01-132490/escola-jean-moulin-prinvault-
architectes>. Acesso em 28/08/14

DESINGBOOM. Prinvault Architectes resurrect the scorched Jean Moulin School.
Disponível em <http://www.designboom.com/architecture/jean-moulin-school/>.
Acesso em 27/08/14

Curso Paisagismo e Jardinagem

O homem conviveu com a natureza de maneira harmoniosa até o período anterior à Revolução Industrial. A partir deste momento, ele mudou do campo para a cidade, provocou o adensamento populacional e o estrangulamento do espaço urbano, consequentemente, comprometeu o seu equilíbrio com o meio natural. Hoje as cidades apresentam artificialidades, tais como: forte impermeabilização do solo; abundância de materiais altamente refletores, absorventes e transmissores de energia; excessivo consumo de energia e matéria, com correspondente geração de resíduos; poluição atmosférica, hídrica, sonora e visual que afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas. A devastação da vegetação ao redor dos centros urbanos e pela deficiência na implantação de áreas verdes no seu interior, aliada à ocupação desordenada, agrava ainda mais o  equilíbrio homem-ambiente. A recuperação da paisagem natural no meio urbano, além de diminuir a poluição, traz benefícios em relação à saúde e ao bem-estar da população, por meio de projetos paisagísticos.

OBJETIVO 

Curso Paisagismo e Jardinagem tem como objetivo a sensibilização, apresentação da importância do profissional de paisagismo e mercado de trabalho fornecendo assim subsídios básicos das etapas para projeto, implantação e conservação de paisagística interior e exterior.

PÚBLICO ALVO

O curso é dirigido para arquitetos, paisagistas, designer de interiores, estudantes e para todos aqueles que gostam da natureza e que tem interesse em aprender sobre paisagem e paisagismo.

CONCEITO

Curso Paisagismo e Jardinagem abordará questionamentos acerca das qualidades estético-funcionais de espaços verdes residenciais, comerciais e industriais visando à harmonia dos ambientes, compatibilizando espécies vegetais adequadas ao microclima para cada região.  O Curso se constituiu de modo a oferecer suficientes conhecimentos para as práticas executivas dos serviços relacionados à implantação de áreas verdes.


PROFESSORES

Celso Ledo: Professor da Universidade Braz Cubas  e Universidade de Mogi das Cruzes, Arquiteto e Urbanista.

Fernando Claret: Professor da Universidade de Mogi das Cruzes, arquiteto e urbanista, mestre em Biotecnologia Ambiental. Com atuação em implantação e conservação de áreas verdes e reflorestamento de áreas degradadas.


CONTEÚDOS

Para verificar o conteúdo deste curso acesse:
Conteúdo Programático – Paisagismo e Jardinagem

Local (teoria): Avenida Paulista, 726, 17 º andar – Conjunto 1707 – Bela Vista – São Paulo.
Local (prática):  Parque Centenário – Mogi das Cruzes – SP


Avenida Paulista, 726, 17 º andar – Conjunto 1707 – Bela Vista – São Paulo.

Paisagismo – Grupo de 04 pessoas (Inscrições abertas)  32 horas – presenciais
 Turma – Data e horário  A definir
Valor do grupo de 4 pessoas ( Tendo mais de 4 alunos inscritos abrimos inscrições individuais R$ 1.200,00) R$ 4.800,00
Desconto especial de 15% para pagamento a vista na sede do CDA ou por transferência bancária
Paisagismo
R$ 4.800,00
21 e 28 out e 04 nov 2017


INFORMAÇÕES

**Caso não atinja o número mínimo de alunos, a data poderá ser alterada.


Cancelamento
* Em caso de cancelamento da inscrição por parte do aluno, nos informe pelo menos 05 dias de antecedência ao curso;
** Em caso de cancelamento da inscrição por parte do aluno, após pagamento, será retido 20% do valor do curso referente as taxas operacionais para devolução. O ressarcimento acontecerá no dia 10 do mês subsequente da confirmação de cancelamento e será realizado por transferência bancária.
Certificado
*Deve ser solicitado pelo aluno (com prazo de até 90 dias após o término do curso) pelo site http://www.colegiodearquitetos.com.br/certificado/, assim encaminharemos a via Digital.

ENTRE EM CONTATO

Rua Boa Vista, 108 – Centro – Mogi das Cruzes – São Paulo
Telefones
(11) 2819 3776
(11) 4726 1336
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Nova Prefeitura de Seul

Nova Prefeitura de Seul

Prefeitura de Seul (21)

Ficha Técnica

Arquitetos: iArc Architects

Localização: Seul, Coreia do Sul

Arquiteto Responsável: Yoo Kerl

Equipe de Projeto: Insu Pak, Tesoc Hah, Kirak Sohn, Jumi Kim, Bokju Jeong,Taesu Kim, Sangkyu Park, Hyoyeop Lee, Hakyeon Kim, Seoneun Park, Gyeongeun Kim, Sangwoo Lee, Taehyuk Kwak, Sunghyeon Cho, Songi Park

Área: 7590.0 m2

Ano do Projeto: 2013

Resenha

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O projeto de expansão da Prefeitura de Seul, na Coreia do Sul, ganhou destaque pela forma arrojada de sua fachada em vidro e pela relação espacial com o edifício histórico. A nova Prefeitura fica ao lado da antiga, que acabou convertida na biblioteca municipal da cidade, e foram interligadas por uma passarela envidraçada.

 Prefeitura de Seul (11)

Para se adaptar ao terreno estreito a solução foi um sistema de envidraçamento com uma ousada formulação de ângulos, curvas e formas geométricas que apontam para o alto.

Prefeitura de Seul (9)

A intervenção arquitetônica é de autoria do escritório iArc Architects e o desenho do projeto tem como inspiração a praça de Seul. Essa praça é um centro simbólico de Seul e o único espaço público exterior existente. Por isso, o conceito do projeto é uma extensão vertical desta praça.

Prefeitura de Seul (3)

A nova prefeitura de Seul deseja ser uma arquitetura que se adapta com a cultura local e o terreno. Uma forma arquitetônica que combina com a região da Coréia e que se adapta com a emoção cultural dos cidadãos de Seul.

Prefeitura de Seul (5)

De acordo com o arquiteto Yoo Kerl, a familiar linha horizontal da arquitetura e a sombra profunda da cobertura é a forma mais adequada para a região e clima coreano. A relação espacial entre a arquitetura e a estrutura urbana de Seul é muito diferente da ocidental. O espaço urbano na Coréia, não possui nenhum eixo ou fachada que possa ser visto a partir da entrada, pois é composto de montanhas e vales. A experiência coreana do espaço é mais importante que o objeto óptico, por isso, a entrada da arquitetura é um espaço diferente aberto ou fechado, não somente uma linha reta.

Prefeitura de Seul (12)

Os escritórios da prefeitura estão dispostos na parte de trás da praça vertical, e o equipamento cultural está suspenso na parte superior. Os terraços suspensos em diferentes níveis funcionam como ligações estruturais que juntas mantêm as instalações culturais fixas. O muro que serve como corredor de ventilação foi desenhado para que o ar circule pela Praça Vertical, equipamentos de cultura e os terraços suspensos.

Prefeitura de Seul (13)

O espaço onde estão suspensos os terraços rodeados por esse muro é uma praça ecológica que possui um eco-sistema sustentável e uma parede verde. A administração da cidade abre-se aos cidadãos através de um espaço vertical de escritórios que simboliza a transparência e a democracia da prefeitura de Seul. O cidadão pode acessar a nova prefeitura através do edifício da antiga prefeitura por uma ponte na praça que leva ao subsolo. A nova prefeitura de Seul completa-se unindo o passado e o futuro da praça de Seul.

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Centro de Heydar Aliyev

Centro de Heydar Aliyev Por Zaha Hadid Architects

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Ficha Técnica

Arquitetos: Zaha Hadid Architects

Localização: Baku, Azerbaijão

Projeto: Zaha Hadid, Patrik Schumacher

Arquiteto Encarregado: Saffet Kaya Bekiroglu

Cliente: Azerbaijão 

Área: 101.801,0 m²

Ano: 2013

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Como parte da antiga União Soviética, o urbanismo e a arquitetura de Baku, capital do Azerbaijão, na costa ocidental do Mar Cáspio, foi fortemente influenciada pelo planejamento daquela época. Desde a sua independência em 1991, o Azerbaijão tem investido fortemente na modernização e desenvolvimento de infraestrutura e arquitetura de Baku, a partir do legado das diretrizes do Modernismo Soviético.

Zaha Hadid Architects foi escolhido como escritório responsável pelo projeto do Centro de Heydar Aliyev a partir de um concurso em 2007. O centro, concebido para se tornar o edifício principal para programas culturais da nação, quebra as ordens rígidas da arquitetura soviética que é tão presente em Baku, aspirando expressar a sensibilidade da cultura Azeri e o otimismo de um país que olha para o futuro.

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Conceito

O projeto do Centro Heydar Aliyev estabelece uma relação contínua e fluida entre sua praça circundante e o interior do edifício. A praça, acessível a todos como parte do tecido urbano de Baku, se eleva para envolver um espaço interior igualmente público e definir uma sequência de espaços de eventos dedicados à celebração coletiva da cultura contemporânea e tradicional Azeri. Formações elaboradas, como ondulações, bifurcações, dobras, e inflexões modificam este superfície da praça em uma paisagem arquitetônica que realiza uma infinidade de funções: acolher, abraçar, direcionar os visitantes através de diferentes níveis do interior. Com este gesto, o edifício dilui a distinção convencional entre o objeto arquitetônico, a paisagem urbana e uma praça urbana.

Fluidez na arquitetura não é novidade para a região. Na histórica arquitetura islâmica, linhas, grelhas, ou sequências de colunas fluem para o infinito como as árvores em uma floresta, estabelecendo espaços não-hierárquicos. Padrões e texturas contínuas fluem dos tapetes para as paredes, do chão ao teto, às cúpulas, estabelecendo relações contínuas entre elementos arquitetônicos e da região. Nossa intenção era de se relacionar com essa compreensão histórica da arquitetura e não através do uso de mímica ou uma adesão limitante para a iconografia do passado, mas sim através do desenvolvimento de uma interpretação firmemente contemporânea, refletindo uma compreensão mais matizada. Respondendo à grande queda topográfica que anteriormente dividia o local em dois, o projeto apresenta um preciso terraço que estabelece conexões e rotas alternativas entre praça pública, edifício e estacionamento subterrâneo. Esta solução evita escavações e aterro adicional, e converte com sucesso uma desvantagem inicial do terreno em um recurso chave de design.

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Geometria, estrutura e materialidade

Um dos elementos mais críticos e desafiadores do projeto foi o desenvolvimento da pele do edifício. “A nossa ambição de alcançar uma superfície de forma contínua, que parece homogênea, precisou de uma ampla gama de diferentes lógicas e sistemas técnicos de construção”; diz arquiteta. O domínio da computação gráfica avançada permitiu o controle contínuo e comunicação dessas complexidades entre os inúmeros participantes do projeto.

O Centro Heydar Aliyev é composto principalmente por dois sistemas: uma estrutura de concreto combinada com um sistema de treliças espaciais. A fim de alcançar grandes espaços livres de colunas que permitem que o visitante experimente a fluidez interior, os elementos estruturais verticais são absorvidos pelo sistema de envelope e pela cortina de concreto. A geometria da superfície particular promove soluções estruturais não convencionais, tais como a introdução de colunas curvas para alcançar a casca inversa da superfície do solo para o oeste do edifício.

O sistema de treliças espaciais permitiu a construção de uma estrutura em forma livre com economia de tempo significativa durante o processo de construção, enquanto que a subestrutura foi desenvolvida para incorporar uma relação flexível entre a grelha rígida da treliça e dos espaços exteriores. Estas emendas foram obtidas a partir de um processo de racionalização da geometria complexa, uso e estética do projeto. Concreto Reforçado com Fibra de Vidro (GFRC) e Poliéster Reforçado com Fibra de Vidro (PRFV) foram escolhidos como materiais de revestimento ideal, pois possibilitam a poderosa plasticidade do projeto do edifício, respondendo a diferentes demandas funcionais relacionadas a uma variedade de situações: praça, zonas de transição e envelope.

Nesta composição arquitetônica, se a superfície é a música, então as costuras entre os painéis são o ritmo. Numerosos estudos foram realizados sobre a geometria da superfície para racionalizar os painéis, mantendo a continuidade ao longo do edifício e da paisagem. As costuras promovem uma maior compreensão da escala do projeto. Elas enfatizam a contínua transformação e movimento implícito de sua geometria fluida, oferecendo uma solução pragmática para as questões práticas de construção, tais como fabricação, manuseio, transporte e montagem; e respondendo a questões técnicas, tais como acomodar o movimento devido à deflexão, cargas externas, mudança de temperatura, atividades sísmicas e cargas de vento.

Para enfatizar o relacionamento contínuo entre exterior e interior do edifício, a iluminação do Centro Heydar Aliyev foi cuidadosamente projetada. A estratégia de iluminação diferencia a leitura do edifício durante o dia e a noite. Durante o dia, o volume do edifício reflete luz, alterando constantemente a aparência do Centro de acordo com a hora do dia e da perspectiva da visão. O uso de vidro semi-reflexivo oferece vislumbres tentadores do interior, despertando a curiosidade, sem revelar a trajetória dos espaços interiores.

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Custo de Projeto

Custo de Projeto

ADRIANA ALVES
Colaboração para o UOL
01/12/2010

Um bom projeto arquitetônico é fundamental para que a casa dos sonhos não se transforme em pesadelo. O receio de pagar caro pelo serviço, porém, faz com que muita gente abra mão de um arquiteto e acabe tendo transtornos na hora de construir ou reformar.O custo de um projeto de arquitetura é mais acessível do que se possa imaginar. Embora haja diferentes sistemas de cobrança, como por metro quadrado, por horas de trabalho ou por percentual sobre o orçamento da construção, o preço de um projeto de arquitetura residencial varia em média de 5% a 12% em relação ao valor total da obra, segundo profissionais ouvidos por UOL Casa e Imóveis. Ou seja, no caso de uma construção estimada em R$ 200 mil, o trabalho do arquiteto pode custar entre R$ 10 mil e R$ 24 mil.Os valores dos projetos oscilam de acordo com fatores como a natureza da obra (edifício residencial ou comercial, casa, indústria, etc.), a complexidade da construção, suas dimensões, nível de detalhamento, localização, volume de trabalho e serviços contratados entre outros.

Orçamento para projetos residenciais*

Escritório Área aproximada Valor (em reais)
Escritório “Le Corbusier” 360 m² 53.000,00 (150,00/m²)
Escritório “Frank Lloyd Wright” 300 m² a 400 m² (urbana) 43.200,00
Escritório “Frank Lloyd Wright” 350 m² a 500 m² (no litoral) 63.000,00
Escritório “Mies van der Rohe” 350 m² 39.400,00 (sem impostos)
Escritório “Antoni Gaudi” 400 m² 32.000,00 (80,00/m²)
Escritório “Bauhaus” 400 m² 64.000,00 (160,00/m²)

Fontes: Andrade Morettin Arquitetos Associados, André Vainer, Arquitetos Associados, Enrico Benedetti Arquitetura, FGMF Arquitetos, Gustavo Calazans Arquitetura e Suíte 114 Arquitetos; os nomes que aparecem na tabela são fictícios para preservar as fontes

Para balizar os preços cobrados, associações da categoria, como o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), estabelecem tabelas de honorários que podem servir de referência tanto para os profissionais como para os clientes. A tabela do instituto está disponível nosite da entidade.

“Pela tabela do IAB-SP, o projeto responde em média por 6% do valor da obra. Essa tabela, assim como as de outras associações de arquitetos, estabelece o mínimo a ser cobrado e serve de parâmetro principalmente para concursos públicos nacionais de projetos de arquitetura, licitações e contratações do serviço público e de empresas”, afirma Rosana Ferrari, presidente do IAB – departamento São Paulo.

Quanto maior, mais barato

O custo do projeto tende a ser menor percentualmente quanto maior a área a ser construída. Além do tamanho, o tipo da obra também influencia no preço. Construir uma casa nova, por exemplo, costuma ser mais barato do que reformar. “Em geral, reforma e construção em áreas pequenas são mais complexas, por isso o custo do projeto arquitetônico tende a ser proporcionalmente mais elevado. Uma reforma pode custar até 30% mais do que um trabalho em uma obra de grandes dimensões”, explica Henrique Cambiaghi, membro do conselho deliberativo da AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura).

Orçamentos de reformas*

Escritório Tipo de imóvel e área Valor (em reais)
Escritório “Le Corbusier” Apartamento de 375 m² 37.520,00 (100,00/m²)
Escritório “Walter Gropius” Casa de 550 m² 12.500,00
Escritório “Walter Gropius” Casa de 350 m² 8.000 + 10% valor gasto na obra
Escritório “Frank Lloyd Wright” Apartamento de 280 m² 17.600,00 (inclui projeto de interiores)
Escritório “Mies van der Rohe” Apartamento de 350 m² 20.000,00 (sem impostos)
Escritório “Bauhaus” Apartamento (fazer cozinha americana, integrar quarto à sala e troca de revestimentos) 16.000,00
Escritório “Bauhaus” Casa “de vila” até 100 m² 20.000,00
Escritório “Mies van der Rohe” Casa de 350 m² 29.500,00 (sem impostos)

Fontes: Andrade Morettin Arquitetos Associados, André Vainer, Arquitetos Associados, Enrico Benedetti Arquitetura, FGMF Arquitetos, Gustavo Calazans Arquitetura e Suíte 114 Arquitetos; os nomes que aparecem na tabela são fictícios para preservar as fontes

O nível de detalhamento, como a especificação de revestimentos cerâmicos e do mobiliário, e o número de projetos complementares, como sistemas de som, de iluminação e de decoração, também influenciam no orçamento. “Quanto mais detalhado for o projeto, mais horas de trabalho do arquiteto serão necessárias e, logo, maior será o custo”, observa o arquiteto André Vainer.

Em contrapartida, quanto mais detalhado for o projeto, mais fiel será o produto final. “Quanto maior o nível de detalhamento, melhor o projeto e, consequentemente, melhor o resultado da obra. Investir no detalhamento minimiza riscos de erros, de prejuízos e de frustração”, enfatiza Fernando Forte, do escritório FGMF -Forte, Gimenes e Marcondes Ferraz Arquitetos.

Elementos não palpáveis, como o trabalho intelectual do arquiteto e o desenvolvimento conceitual da obra, além da experiência do profissional, também contam na definição do orçamento. “O principal é a criação espacial, o desenvolvimento do conceito. É um trabalho valioso e infelizmente pouco valorizado no Brasil, que não tem uma cultura de projeto de arquitetura”, opina Filipe Troncon, do escritório Suíte 114.

Formas de pagamento

O pagamento dos honorários do arquiteto é parcelado conforme a conclusão das etapas do trabalho, dividido basicamente em fases como estudo preliminar, anteprojeto, projeto executivo e acompanhamento da obra.

“Todo projeto é parcelado mais ou menos no tempo que dura a obra, mas não muito mais do que dez meses”, explica Marco Donini, do escritório ArqDonini. “Normalmente, a primeira parcela é paga no momento de fechamento da proposta de orçamento, como um sinal”, acrescenta o arquiteto Gustavo Calazans.

Alexandre Brasil, do escritório Arquitetos Associados, de Belo Horizonte, ressalta que, ao término de cada fase, é importante avaliar a compatibilidade do projeto com o programa de necessidades do cliente, a funcionalidade, o dimensionamento e padrões de qualidade e a compatibilidade com os projetos complementares, como instalações (hidráulicas, elétricas, de dados, ar condicionado) e projeto de estrutura.

Optar apenas por uma das etapas do projeto arquitetônico, como um estudo preliminar ou um anteprojeto, não é uma boa saída para economizar, segundo os profissionais. “Se a pessoa quiser somente um estudo preliminar, por exemplo, sairá mais caro do que eu cobraria dentro do projeto completo, que fica em média 15% mais barato, além de garantir mais harmonia e eficácia à obra. Eu raramente aceito um trabalho se não for para fazer por inteiro para não comprometer o resultado”, comenta Vinicius Andrade, do escritório Andrade Morettin Arquitetos Associados.

“O ideal é contratar o projeto inteiro para que exista uma linha coerente de desenvolvimento. Uma das vantagens de estipular preços para cada fase é a possibilidade de cancelamento do contrato ao final de qualquer etapa, caso haja insatisfação do cliente com o arquiteto ou alguma interferência externa que impossibilite a continuidade do projeto”, complementa Célio Diniz, da DDG Arquitetura, situada no Rio.

Economia de tempo e dinheiro

Em vez de gerar economia, dispensar o trabalho de um arquiteto pode fazer com que a obra demore até o dobro do tempo para ser concluída e custe até 30% mais por erros de execução – que causam retrabalho, atraso, desperdício e assim por diante. Além disso, sem as soluções estéticas e funcionais da arquitetura, o imóvel tende ainda a ser desvalorizado comercialmente.

Portanto, como o valor destinado ao projeto arquitetônico corresponde a uma pequena parcela do custo total da obra, é um investimento que vale à pena para garantir a qualidade do imóvel e a realização de ter um espaço do seu jeito.

Para Célio Diniz, do escritório carioca DDG, a chave para uma obra com boa qualidade e custo adequado é o planejamento. Como um dos itens mais caros é a remuneração de mão-de-obra, qualquer atraso no cronograma gera custos extras. “Um projeto bem detalhado e bem planejado pode prever e evitar problemas na obra que significam custos adicionais. Existe uma tendência a se economizar no projeto contratando profissionais pelo menor preço sem se preocupar com o que ele vai desenhar. É preciso entender muito bem o que cada arquiteto oferece antes de escolher um. Não vale à pena economizar no projeto se pensarmos que ele vai definir todo o andamento da obra e custa em média até 15% do valor total do empreendimento”, pontua.

Fernando Forte calcula que um projeto bem feito pode representar uma economia de 20% a 25% no valor total do empreendimento. “Um bom projeto contribui para que a obra seja executada de acordo com o orçamento previsto e permite ao cliente organizar melhor a parte financeira”, diz. E alerta: “Desconfie se o projeto custar entre 1% e 2% do valor da obra. Certamente será um projeto de má qualidade ou o profissional acabará tirando a diferença de preço com comissão no momento da compra de materiais -a chamada reserva técnica.”

Para Henrique Cambiaghi, da AsBEA, “uma obra sem arquiteto equivale a um diagnóstico médico sem exames”. Marco Donini enfatiza que o trabalho do arquiteto vai muito além de estética. “Contratar um arquiteto não significa somente um upgrade estético na obra, mas, sim, tratar a questão da moradia com a seriedade necessária. Quando o cliente entende porque contratar um arquiteto, entende o que é viver melhor e se torna parceiro de projeto. A partir disso, não está gastando e sim investindo em economia, racionalidade e realização”.

*Sobre as tabelas

A reportagem levantou 14 orçamentos referentes a novas construções e a reformas em existentes para que o leitor tenha uma noção mais precisa dos valores praticados por escritórios de arquitetura. Foram consultados escritórios de São Paulo e um de Belo Horizonte que enviaram à redação orçamentos reais de onde foram extraídos os valores da tabela abaixo. A variação de valor se deve ao nível de experiência e infra-estrutura dos escritórios.

Os preços indicados na tabela incluem, em geral, as três etapas principais do desenvolvimento de um projeto de arquitetura:

Estudo preliminar: análise do terreno, dimensionamento da obra e definição do programa de necessidades (número de quartos, banheiros e demais ambientes que os proprietários desejam ter), levantamento da legislação local, proposta de sistemas construtivos, primeiras plantas e desenhos conceituais

Anteprojeto: consiste no desenvolvimento completo da proposta definida no estudo preliminar. Pode incluir a compatibilização de projetos complementares (hidráulica, elétrica, telefonia, entre outros), assim como a definição de acabamentos e revestimentos. Desenhos das plantas de todos pavimentos, da planta de situação, cortes, elevações, são produzidos nesta fase

Projeto executivo: nesta etapa, todos os desenhos produzidos no anteprojeto recebem todas as cotas e são pormenorizados os detalhes para permitir a execução da obra. Também é feita a coordenação dos projetos complementares para garantir a compatibilidade eles e entre eles e o projeto da construção

Acompanhamento da obra: os arquitetos acompanham as obras que projetam, mas para assumirem a responsabilidade pela supervisão e responder por prazos ou pelo orçamento, por exemplo, podem cobrar.

Para supervisionar a obra ou participar de reuniões com os clientes e/ou outros projetistas, os profissionais cobram por hora de trabalho, e os valores variam bastante. Entre os escritórios ouvidos pela reportagem de UOL Casa e Imóveis há os que cobram R$ 140,00 por hora a R$ 400,00 por hora.

Outra forma de remuneração pelo trabalho de supervisionar a obra é o pagamento mensal por visitas de uma ou duas horas, semanais. Os valores chegam a R$ 1.500,00 por mês.

Este é as informações sobre Custo de Projeto

 

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Christian Susana

Colim –  Christian SusanaSolent rv concept car1

O novo design do veículo por Christian Susana é uma boa combinação de carro e uma caravana campista. Christian chamou-Colim, que pode não ganhar muitos pontos no departamento de olhares, mas ainda é bastante útil, dado o tipo de flexibilidade que ele oferece. Colim conceito caravana oferece a vantagem de separar a parte da frente se não tiver um uso para o papel de casa. Projete sábio lembra mais de forma geométrica, o que se pode dizer ser uma mudança bem-vinda os projetos regulares, mas o designer tem realmente explorou a possibilidade de utilização de diferentes formas que pode abrir caminho para melhores carros em forma.

Solent rv concept car (1)

O designer diz: “O conceito Colim -” as cores da vida em movimento “uma sigla que significa – é um conceito de mobilidade inteligente, que se estende principalmente a ponte entre caravanas, campista, estilo de vida e negócios. Apelidado de “estilo de vida do motor home ‘, o cockpit pode ser desconectado do espaço utilizável. A área habitável é flexível, com módulos multifuncionais aplicáveis ​​individualmente. Projetado para duas pessoas (máximo quatro pessoas), o motor home oferece a possibilidade de personalizar as suas quatro “paredes” móveis de acordo com a situação de vida atual do usuário. Esta flexibilidade não se limita apenas à sala de estar, mas também recursos no cockpit. “

Solent rv concept car2

Fonte: http://freshadda.com/images_adda/Solent_rv_concept_car/

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Pensando em metro cúbico

Pensando em Metro Cúbico

Paulo Pinhal

Arquiteto e Urbanista

Pensando em metro cúbico

O mundo e o homem são interessantes, pois começamos com o paradoxo da fotografia onde ela apresenta uma imagem bidimensional de um mundo tridimensional. Vemos imagens de pessoas, objetos e naturezas representadas em um plano, mas o nosso olhar consegue perceber a profundidade de quem esta a frente e de quem esta atrás.

Em arquitetura e na construção quase tudo é baseado em metro quadrado, que é a multiplicação de lado vezes lado. Os órgãos públicos estabelecem seus tributos baseados nas metragens quadradas, por exemplo o IPTU, ITR, ISS e outros.

A mão de obra que vai construir o edifício acaba cobrando pelo metro quadrado, o Corretor de imóvel em sua venda fala da metragem quadrada do empreendimento, e é claro o proprietário também se vangloria de ter uma propriedade de tantos metros quadrados.

Os financiamentos das obras pelas Instituições financeiras também estão baseadas em metros quadrados, pois afinal o custo da obra medido pelas entidades que representam o setor da construção e são referencias para os agentes financeiros estabelece um custo por metro quadrado.

Existem até arquitetos que cobram seus projetos por metro quadrado, o que por si só já é um absurdo, tendo visto de que temos projetos arquitetônicos complexos que pedem para que pensemos em pé direito duplo, triplo, equipamentos de infraestrutura como tubulações de ar condicionados, andar técnicos, o conforto ambiental como por exemplo um Hospital, Clinica Médica, Lojas especializadas em determinado tipo de produto, Arquitetura de Interiores, onde não é possível prever tudo que vai acontecer em projeções bidimensionais.

Vivemos em espaços tridimensionais que é lado vezes lado vezes a altura. Quando um arquiteto entra no processo de criação, ele tem que imaginar tanto a circulação horizontal, bem como a circulação vertical, ou seja, ele tem que pensar em 3D, ou em metro cúbico.

Acredito que a origem de ter o metro quadrado tão divulgado e normatizado pela grande massa, se deve ao fato de que desde a adesão das projeções Mongeanas (nada em haver com Mogi, e sim com Gaspard Monge o pai da geometria descritiva), onde por meio de representações ortográficas do tipo Planta, Corte e Elevação, fez com que toda uma geração se acostumasse a ver as projeções de um espaço tridimensional em bidimensional.

Os equipamentos de desenho técnico até alguns anos atrás, antes do CAD, eram: Régua T ou régua paralela, esquadros, compassos, transferidor etc..

Hoje temos a ferramenta da informática, que são possíveis fazer simulações dos espaços, visualizar a obra antes de ela ser construída, deixando visualmente compreensível para quem vai utilizar aqueles espaços que ainda não existem.

Estamos vivendo um novo mundo, onde pede para que o arquiteto projete em 3D, e mostre para os seus clientes de maneira clara, a insolação, a iluminação artificial, a circulação e demais informações que nos desenhos das últimas décadas ficaram obsoletos.

Arquitetos, na hora de projetar vamos pensar em metro cúbico, pois é a maneira correta de pensar em ambientes contemporâneos.

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